Teolatria

No Teolatria você encontra diversos estudos bíblicos em slides (power point) para baixar, além de muitas pregações, sermões expositivos, textuais, temáticos em mp3, dos pregadores da IMVC - Vilhena/RO: Pr. Cleilson, Pb. João, Pb. Alex, Pb. Wesllen Ferreira, irmã Clair Ivete e pregadores convidados.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0037 - EU E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR

 


“Agora temam o Senhor e sirvam-no com integridade e fidelidade. Joguem fora os deuses que os seus antepassados adoraram além do Eufrates e no Egito e sirvam ao Senhor. Se, porém, não agrada a vocês servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas eu e a minha família serviremos ao Senhor” (Js 24.14,15).

Algumas verdades que Josué disse ao povo depois da difícil tarefa de possuir a terra prometida precisam ser relembradas hoje a cada um de nós. A primeira verdade é sobre a maneira de servir ao Senhor. Não servimos a Deus do modo como queremos nem como nos parece conveniente. O serviço a Deus é do todo para um, ou seja, o nosso todo (integridade) para um (fidelidade). Não se serve a Deus por partes. Não se serve a Deus com sua emoção, por exemplo, mas não com sua vontade.

Antes desse episódio, Moisés já havia dito que o povo deveria amar ao Senhor de todo coração, alma e forças (Dt 6.5). Também não se serve a Deus e a outras coisas, isso é que é fidelidade. Se prestar atenção no v. de Deuteronômio acima citado, vai ver por que devemos amar a Deus com totalidade: porque Deus é um (Dt 6.4)! Infidelidade é dividir o serviço, o amor e a adoração.

Infelizmente, o que vemos hoje, são pessoas dando as mãos a Deus e a Mamom. Jesus disse que isso é impossível (Mt 6.24), mas as pessoas querem e acham que está tudo certo. Antigamente se dizia às pessoas para terem cuidado com o perigo das riquezas, por exemplo. Hoje, ao contrário, é muito comum ouvirmos falar que você pode ser luxuriante e, ao mesmo tempo, ser um maravilhoso servo de Deus. Aliás, muitos querem vir a Deus para ganhar Mamom, como se ambos andassem de mãos dadas! Impossível! Nem Deus anda de mãos dadas com outros deuses, que não são, como também nós não podemos andar. Por isso Josué manda o povo lançar fora os ídolos que eles carregavam escondidos em suas bolsas. Porque não se pode servir a Deus se não for por completo e apenas a Ele!

Outra coisa: se não consegue servir o Senhor assim, com totalidade e unicamente a Ele, então escolha entre os outros deuses. É o que ele diz no início do v. 15. Para servir a Deus não há escolha, porque Ele é um! Que alternativa existe? Mas entre os demais, fique à vontade. Você tem muitas opções. Escolha o deus dinheiro, o ego, a soberba, a injustiça, o ateísmo, a mentira, o materialismo, a imoralidade, a idolatria, a religiosidade, o legalismo, a libertinagem, a ciência, enfim, há opções a perder de vista quando se trata de outros deuses.

Mas você e sua família servirão ao Senhor? Então saiba que não é do seu jeito, mas com integridade e fidelidade, com totalidade e unicamente a Deus. Se quer dizer como Josué disse aquele dia, que “eu e minha casa serviremos ao Senhor”, saiba que era dessa maneira que Josué estava dizendo. Qualquer coisa fora disso é idolatria e não adoração!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

domingo, 26 de fevereiro de 2023

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0036 - A QUEM DEVEMOS TEMER

 


E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mt 10.28).

Sempre houve homens na história que causaram terror e assombro por causa da sua ferocidade e tirania. Homens que, desde Caim, se tornaram fábulas por serem maus e insensíveis. Homens que foram temidos por outros homens e os sujeitaram.

Jesus disse estas palavras num contexto em que Ele anunciava a Seus discípulos que viriam dias em que eles seriam perseguidos por serem crentes. Os homens os entregariam aos sinédrios e os açoitariam nas sinagogas (v. 17); os homens os conduziriam diante dos governadores e reis (v. 18); o irmão entregaria o próprio irmão à morte por este ser crente; o mesmo o faria o pai ao filho e vice-versa; filhos se levantariam contra seus pais para matá-los por serem crentes (v. 21). Mas Jesus está dizendo que não devemos temer os homens maus e cruéis. Ainda que nos matem por sermos crentes, não sabem o que fazer da nossa alma.

Esses dias sempre existiram para o Cristianismo. Mas, enquanto os homens temem os seus opressores, os crentes não temem a ninguém, senão a Deus. Um grande erro é temer a homens e até mesmo temer o diabo. Por mais que eles possam receber a permissão de Deus para nos fazer mal a ponto de nos matar, todavia não podem tocar em nossa alma. Quem deveríamos temer é a Deus. Mas o que vemos hoje são pessoas com medo do diabo e de outros homens, mas não têm sequer a menor reverência para com Deus.

Outro erro é considerar que o inferno não existe. Jesus diz que ele existe e, se de fato Ele é quem diz ser, o Filho de Deus, então Suas palavras são verdadeiras. Jesus Cristo atesta a existência do inferno. Entretanto, mais que apenas sancionar a existência deste lugar, Jesus diz que o carrasco do inferno é Deus. Eis aqui um grande erro de quem acredita que o inferno existe, mas não imagina que o executor dali seria Deus. As imagens pitorescas e lendárias mostram um diabo segurando um tridente e queimando pessoas apavoradas num inferno de fogo. Todavia, Jesus diz que quem fará perecer no inferno não só a alma, mas também o corpo do indivíduo, é Deus, não o diabo! Aliás, o próprio diabo e seus anjos serão torturados por Deus para sempre. Mas também muitas pessoas o serão. Quais? Aquelas dos vs. 14,15: “E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade”.

É a este Deus que todos devem temer. Não aos que nos perseguem e nos causam mal. Não ao diabo e seus agentes malignos. Mas temer a Deus, o único que pode tanto salvar completamente, como condenar completamente!

Agradeça a Ele por ter salvado você desta terrível condenação sem retorno e se, por outro lado, você anda rejeitando a mensagem daqueles que foram enviados por Deus para lhe falar do evangelho, tome cuidado: Sodoma e Gomorra terão menos sofrimento no inferno do que você (v. 15)!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

sábado, 25 de fevereiro de 2023

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0035 - A ÁRVORE DA VIDA

 


“No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos. Nunca mais haverá qualquer maldição” (Ap 22.2).

No livro de Apocalipse, o apóstolo João utiliza imagens e figuras que são tiradas do AT. Aqui, certamente, ele está se referindo a Ezequiel 47, que fala do rio e Gênesis 2, que fala da árvore da vida. Todavia, como sabemos, o estilo literário do livro de Apocalipse é simbólico e, sendo assim, devemos considerar sua linguagem para obtermos seu significado.

Nossa geração capitalista e adoradora de Mamom, o deus dinheiro, não compreende que Deus preza pelas nossas necessidades básicas e não pelo nosso luxo. Geralmente, quando se lê sobre a Nova Jerusalém, por exemplo, as pessoas ficam ansiosas pela quantidade e diversidade de pedras preciosas que João relata sobre esta cidade. Isto revela o que tem no nosso coração, amor ao dinheiro. Se dissermos que a cidade não é literal (como de fato não é, ela representa a riqueza e perfeição da igreja, a noiva do Cordeiro), as pessoas ficam chateadas, porque realmente elas querem uma cidade com ruas de ouro e praças de diamantes.

Entretanto, o apóstolo do Apocalipse nos mostra que Deus cuida de nossas necessidades, água e frutos. No v. 1 nós lemos que João viu o rio da água da vida. É disso que precisamos, água. Mas não esta água daqui, pois os que a bebem tornam a ter sede; mas aqui fala da água da vida, a mesma que Jesus prometeu à mulher samaritana (Jo 4). Esta água representa a vida eterna, que Cristo concedeu a todos os que beberam dEle (Jo 7.38). Lá em Ezequiel 47, o rio fluía do templo; aqui, ele procede do trono de Deus e do Cordeiro. Fala do próprio Espírito que procede do Pai e do Filho para todo aquele que creu em Cristo Jesus como diz a Escritura.

“No meio da sua avenida larga” (que aqui foi traduzido “praça”), “e do rio, deste lado e daquele lado, árvore de vida” (assim está no original). A ideia aqui é de coletividade. A redação do texto dá a entender que há várias árvores espalhadas pela beira deste rio, produzindo frutos mensalmente. Aqui temos mais um símbolo da vida eterna. No Éden, nossos pais comeram da árvore do conhecimento do bem e do mal e lhes foi vedado participar da árvore da vida (Gn 3.22). Aqui, porém, nos é dado o fruto desta árvore para garantir que temos a vida eterna.

Suas folhas, diz o texto, são para a cura (gr. therapeian) das nações. Obviamente o símbolo aqui representa que as nações salvas, foram salvas do poder do pecado e suas consequências. O pecado foi uma doença na nossa alma. Agora, entretanto, estamos livres não somente do seu poder, mas de sua presença nefasta e cruel. Essas folhas simbolizam que nossa saúde espiritual será eterna.

Finalmente, é bom que saibamos que a palavra usada aqui para “árvore”, é a mesma palavra que Paulo usa em Gl 3.13, quando ele diz: “maldito todo aquele que for pendurado em ‘madeiro’”. Por isso o v. 3 começa dizendo que nunca mais haverá maldição. Porque Aquele que foi pendurado no madeiro se fez maldição por nós, para que desfrutemos das folhas deste madeiro que nos garantem saúde espiritual por toda eternidade!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0034 - COMPETINDO COM OS CAVALOS



“Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os que vão a cavalo?” (Jr 12.5).

Essa frase foi uma resposta de Deus a um questionamento que o profeta Jeremias fez a Ele com relação à prosperidade dos ímpios. No v. 1 ele diz: “Por que prospera o caminho dos perversos, e vivem em paz todos os que procedem perfidamente?”. Ao longo de toda a história da humanidade, essa tem sida uma séria dúvida dos fiéis que vivem e já viveram sobre a terra. Mas a resposta do Senhor é uma outra pergunta. E ela significa que há coisas piores por vir e isso que questionamos é o de menos.

Na época de Jeremias, o que aconteceu foi que o povo de Deus foi levado para o cativeiro e muitos naquele tempo foram mortos, tanto ao fio da espada, como por fome e pestes. De fato, enquanto Jeremias se preocupava com os ímpios prosperando, na verdade coisa pior estava por vir, como na realidade veio.

Hoje também fazemos este questionamento, nos esquecendo de que as coisas vão piorar a ponto de que esse incômodo de ver os maus se dando bem vai se tornar o menor dos males. Não somente os maus se darão bem, como também o próprio mal será alterado para bem e vice-versa. As leis serão mais injustas, a impunidade aumentará e a imoralidade será considerada normal.

Não é novidade tudo isso. O próprio Senhor nos avisou que nos dias do fim, a iniquidade se multiplicaria e o amor se esfriaria (Mt 24.12). Os apóstolos nos alertaram sobre a apostasia e o aumento da maldade nos últimos dias. Às vezes questionamos coisas até válidas e legítimas de serem questionadas, mas não podemos nos esquecer de que isso é apenas competir com homens que vão a pé. Ainda virão dias em que vamos ter que competir com os que vão a cavalo, em outras palavras, vamos presenciar dias (e eles estão chegando) em que ser desonesto para se dar bem será o menor dos problemas morais de nossa sociedade!

O que é maravilhoso em tudo isso, é que Deus separou para Si um povo especial, zeloso e de boas obras (Tt 2.14), que não se corromperá com este século. Este povo é a igreja de Jesus que, onde quer que esteja e em qual tempo for que ela viva, ela sempre competirá com os cavalos, ou seja, ela sempre saberá viver pura no meio da mais perversa geração que possa existir. E embora questione algumas aparentes injustiças, ela sabe que no último Dia todas as diferenças serão acertadas, todas as injustiças corrigidas e todo o mal castigado.

A pergunta é: aquilo que tem lhe preocupado, aquilo que incomoda tanto sua mente a ponto de lhe fazer duvidar de algumas verdades, realmente é o pior que pode acontecer? Será que você não está cansado da injustiça de hoje, achando que esse é o maior dos males? Não, diz a Bíblia. Coisas piores virão e, se nos cansarmos agora, não aguentaremos o que está por vir. Levante-se, corra com os cavalos, mantendo-se fiel, pois o Dia chegará em que seu cansaço será recompensado!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0033 - RAZÕES PARA PERDOAR

 


Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete (Mt 18.21,22).

Não é fácil falar de perdão em uma sociedade que pensa que não erra. Mas devemos falar de perdão na igreja, porque esta Sociedade entende que perdão e humildade andam juntos. Quem pede perdão tem que ser humilde para reconhecer seu erro e projetar uma nova caminhada com aquele a quem feriu; e quem perdoa não deve pensar que está por cima da situação, pois já errou com alguém, ainda que não admita. Vejamos 3 boas razões para se praticar o exercício do perdão na igreja.

Primeiro, porque é um mandamento. O NT está recheado de imperativos quanto a essa questão. Não devemos somente perdoar os que nos fizeram mal, mas também nos reconciliar com aqueles a quem maltratamos. Se alguém se diz cristão, então está no dever de praticar o exercício do perdão mútuo, pois, para o cristão, isto é uma obrigação.

Segundo, porque não temos domínio do tempo. Somente Deus conhece o futuro e esta é uma das razões pelas quais Ele não erra. Quem já sabe o que vai acontecer lá na frente não toma decisões erradas, pois conhece os resultados e as implicações de suas obras. Deus também caminha fora do tempo e ainda que Ele errasse (o que é impossível), Ele seria capaz de voltar e consertar sem que ninguém soubesse. Mas nós não podemos corrigir o que fizemos de errado antes que o erro atinja alguém, por isso existe o perdão, para retificar e começar outra vez. Por mais que possamos prever as consequências de alguns de nossos atos, todavia, nem sempre estaremos seguros o bastante de que eles não escapem de nós.

Terceiro, porque, ao executarmos o ato de perdoar, nos assemelhamos a Deus. Jesus diz que devemos orar pelos nossos perseguidores e que amemos nossos inimigos para que nos tornemos filhos do nosso Pai celeste (Mt 5.44,45), e um dos maiores atos de amor é perdoar. Quem não perdoa quer ser melhor do que Deus, pois Deus, sendo perfeito, perdoou pecadores, então isso torna pecadores obrigados a perdoar pecadores!

A palavra grega para perdão significa “libertar, deixar ir livremente”. Nossa própria experiência comprova que ficamos com um fardo pesado na mente quando não perdoamos alguém. Já quando liberamos o perdão, sentimos que aquele peso saiu da consciência, ainda que fosse o outro que estivesse em débito conosco... Por isso, liberte-se dessa prisão do incômodo e do rancor e liberte também aquele que te feriu, pois, às vezes, ele nem se lembra de nada a respeito e nem sabe que está preso em sua mente. Conceda perdão e se pareça com o Pai celeste. Peça perdão e abra mão do seu prestígio, reconhecendo sua limitação. Afinal, quem recebeu o perdão do pecado que o condenaria ao inferno, jamais vai negar perdão ao que lhe feriu apenas aqui nesta vida!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0032 - A LUZ DA CANDEIA E A LUZ DO DIA

 


“Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração” (2Pe 1.19).

Antes da invenção da luz elétrica, as pessoas utilizavam candeias para iluminar suas casas à noite, ou para se guiar em alguma trilha escura do lado de fora. E, embora depois da facilidade que a eletricidade trouxe para nós, tenhamos LED’s e muita claridade à noite, nada ainda se compara à luz do raiar do dia.

Assim é a diferença que o apóstolo Pedro coloca entre os profetas e a Estrela da Alva, que é Jesus. Eles eram apenas uma lâmpada fraca, que servia de penumbra entre as trevas da ausência da revelação. Adquiriram sim, uma certa dose de revelação, mas não o suficiente para clarear como o dia. Até que Cristo veio. Agora sim, o dia raiou, não precisamos mais de candeias. O que se vislumbrava apenas como vulto, agora é visto em sua máxima nitidez! O que se imaginava da revelação, agora é plenamente descoberto aos olhos dos homens!

Pedro quase diz isso literalmente, pois nos versos anteriores ele assegura que esteve entre as testemunhas oculares da transfiguração. Ele de fato viu a luz em todo seu resplendor, não apenas como um cumprimento messiânico, mas com uma comprovação visual no monte santo. Ele já acreditava na palavra dos profetas da Velha Aliança, mas agora, ele concita os leitores a crerem profundamente, pois ele mesmo presenciou o cumprimento daquelas profecias naquele dia tão marcante!

Ele afirma que nenhuma profecia bíblica proveio de uma resolução particular de nenhum dos profetas. Ele tem mais certeza disso ainda, porque agora Pedro está sendo um dos escritores da Bíblia, então ele sabe como foi o processo. Como se dissesse: “Agora entendo os profetas e seus escritos, pois o mesmo aconteceu comigo. Eu testemunhei ocularmente o que passo a vos escrever, assim como eles também fizeram. Portanto, não rejeiteis a palavra deles, pois serviam de pequenas lamparinas na noite antes que a alva rompesse. Mas agora que o dia nasceu, não rejeiteis também minha palavra, pois eu presenciei o cumprimento disso tudo e posso vos garantir que o brilho é de uma ‘Glória Excelsa’ (v. 17)”.

Que maravilha, saber que Deus jamais deixou o Seu povo em trevas espessas... nem que fosse um pouco de luz, Ele sempre providenciou para manter viva Sua revelação. Até que se cumprisse a palavra de Isaías 9.2: “O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região da sombra da morte, a luz raiou”! Agradeça a Ele por ter lhe dado não uma candeia, mas “a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (Jo 1.9).

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

SOBRE SALVAÇÃO DE CRIANÇAS


Pelo fato de a Bíblia não entrar em detalhes sobre a salvação de crianças, resta-nos analisar os princípios doutrinários da Escritura para avaliar essa questão. A Bíblia é a revelação de Deus para os homens, deve ser ensinada de forma insistente para as crianças, mas, no geral, sua mensagem é uma exigência para adultos ou, pelo menos, aqueles que exercem algo de sua capacidade mental.

A visão popular acerca deste assunto está cheia de superstições, sofismas e crendices que nada têm a ver com o que diz a Palavra. Nem sobre a salvação de adultos que exercem a fé, muito menos sobre o assunto da salvação de crianças, que é muito mais complexo.

A visão popular se divide em vários pensamentos sobre este assunto. A maioria pensa que todas as pessoas que morrem na infância serão salvas. Há outros pensamentos pagãos a esse respeito, mas por ora, falaremos somente sobre o pensamento no meio cristão.

O principal motivo que leva a maioria a pensar que todos os que morrem na infância serão salvos é que o pensamento popular afirma que as crianças são inocentes. Precisamos fazer uma distinção entre inocência e ingenuidade. As crianças são ingênuas, mas não inocentes. Inocente é alguém sem pecado. Somente Adão antes da Queda foi assim. Além dele, somente Jesus foi inocente em toda Sua vida. Como Adão representava toda a raça humana, o que ele fizesse, Deus consideraria que todos nós também fizemos. Adão pecou, portanto, Deus atribuiu o pecado dele a toda raça humana que nasceu após ele (Rm 5.12). Como Jesus não nasceu de forma natural, então Ele não foi representado por Adão, não sendo assim, pecador. Todos os demais seres humanos já nasceram em pecado (Gn 8.21; Sl 51.5; 58.3; Rm 3.23). Uma criança, mesmo antes de praticar qualquer pecado, ela já é pecadora. Aliás, é justamente por isso que ela comete pecado sem ninguém ensinar. A exemplo, as pirraças que elas fazem no seio de sua mãe, ainda em tenra idade.

Jesus ensinou que, para alguém poder entrar no reino de Deus, é necessário que nasça de novo (Jo 3.3,5). Assim fica claro que ninguém pode entrar no reino de Deus tendo nascido apenas de sua mãe, isto é, do nascimento natural. Logo, todo ser humano está (naturalmente falando) descartado do reino de Deus, não interessa se ele morre ou não na infância. A não ser que tenha nascido de novo, independente da idade de sua morte, ele está excluído do reino de Deus! Isso nos leva à questão do que é o novo nascimento. O novo nascimento é o nascimento espiritual. Em contraste com o nascimento físico, do ventre da nossa mãe, o nascimento espiritual é promovido por Deus. Nada tem a ver com a vontade humana (Jo 1.13). No ensino de Jesus sobre isso em João 3, a palavra “de novo” que Jesus usa para Se referir ao novo nascimento, também significa “do alto”. Nascer de novo quer dizer nascer de Deus. Visto que nem todos irão para o céu, logo, nem todos nascem de novo. Visto que o novo nascimento é algo que vem de Deus, o homem nada pode fazer para realizar seu novo nascimento.

O meio normal que Deus usa para que alguém que Ele escolheu nasça de novo é o meio da pregação do evangelho (Jo 5.24,25; Tg 1.18; 1Pe 1.23). Como uma criança (na mais tenra idade) não compreende a pregação do evangelho, visto que não está ainda iniciada no uso de sua faculdade, não sabemos como Deus regenera uma criança. Mas sabemos que Ele pode fazer isso. João Batista, por exemplo, ficou agitado ainda no ventre de sua mãe, saltando ali dentro, quando ela recebeu a visita de Maria, que estava com Jesus em seu ventre (Lc 1.41). Isabel ficou então cheia do Espírito Santo. Certamente, essa criança sendo escolhida de Deus, foi regenerada (nasceu de novo) mesmo no ventre de sua mãe. O que concluímos com isto é que somente crianças regeneradas vão para o céu.

Mas podemos ter certeza de que todas as crianças são regeneradas? Não podemos estar certos disso, uma vez que muitas crianças foram condenadas em suas nações, inclusive sob ordem divina, pena de morte, juntamente com os homens, mulheres, anciãos e até animais (p. ex. 1Sm 15.3). Obviamente isso também não afirma que todas elas foram condenadas ao lago de fogo. Foram sim, condenadas à morte física, mas não se sabe se todas foram condenadas à morte eterna. Outro exemplo é o dilúvio. Milhares e milhares de crianças foram punidas com o afogamento, mas não podemos ter certeza se todas foram regeneradas, se nenhuma delas foi ou quantas foram e quantas não foram. No entanto, é bom se levar em conta que muitas crianças já sabem discernir o bem e o mal. Deus não punia crianças à toa. Elas sabiam que havia maldade em seus pais, em sua sociedade e em si mesmas. Quando elas cresciam, juntamente com elas crescia seu sentimento de vingança, ódio e maldade. Essas coisas não vieram a elas depois de adultas. Elas já tinham tudo isso em seu coração pecaminoso. A punição dada a elas fisicamente bem podia representar a punição que muitas delas sofrerão em seu castigo eterno!

Mas devemos nos lembrar de que, na volta de Cristo, as pessoas ressuscitarão com seus corpos em um estado de plenitude, assim como já ficam suas almas. Quanto aos crentes, o autor aos Hebreus diz que eles são vistos no céu como “espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.23). Isso quer dizer que não existe alma criança. Se quando um crente morre, seu espírito é aperfeiçoado, isso quer dizer que seu espírito não é criança. Logo, ao ressuscitar mediante a vinda de Cristo, seu corpo também será ressuscitado em idade de plenitude, a fim de estar em harmonia com sua alma também em estado de plenitude. A idade plena de um homem está em torno de seus 25 anos, mais ou menos. Se essa é a verdade sobre os mortos com Cristo, também deve ser para com os mortos sem Cristo. Se não existe alma criança, então eles também ressuscitarão com corpo em idade adulta, em sua plenitude, tal qual sua alma, porém, ao contrário dos crentes, eles ressuscitarão com corpo e alma preparados para a condenação eterna! Não serão crianças na ressurreição. Nossa sociedade e cultura tem um sentimentalismo a respeito dessa questão. Não nos importamos se um Hitler da vida for para o inferno, mas ficamos arrepiados se alguém diz que uma criança foi! E se Hitler tivesse morrido criança? Seria salvo? Deus mudaria Seu plano? De forma nenhuma. Apenas que ele sofreria em um grau muito menor, mas continuaria sendo um réprobo condenado, como sempre foi.

Consideremos também Judas Iscariotes. Ele era filho da perdição (Jo 17.12), independente de sua idade. Ele era um vaso de ira e desonra preparado para a perdição (Rm 9.22). Não importa a idade que Judas morresse, ele não seria salvo, pois era filho da perdição e não de Deus. No entanto, ele teve maior pecado (Jo 19.11), por ter entregue o Salvador e, de acordo com Jesus, ele sofrerá maior condenação (Mt 10.14,15; 11.21,22; Lc 12.47,48). Se uma pessoa morre criança e não nasceu de novo, ela será condenada porque já nasceu com a semente do pecado, do mal, herdada de Adão, em sua natureza. No entanto, seu sofrimento será menor do que aquele que viveu toda uma vida cometendo pecados. Alguém que morre na infância só tem seu pecado herdado, a semente do mal, que a igreja tem chamado de “pecado original”. Por ter nascido em pecado, seu salário é a morte (Rm 6.23a). Porém, na justiça de Deus, cada um receberá de acordo com o grau de castigo que merecem. Uns mais e outros menos. Mas todos os condenados serão eternamente castigados.

Suponha que, no Dia do Juízo, alguém que tenha morrido na infância e não tenha sido regenerado por Deus, diga ao Juiz Jesus Cristo: “Senhor, mas como eu posso ser condenado se nada fiz de errado, ao contrário, nasci e já morri sem ter cometido nenhum pecado”? De acordo com a Bíblia, o sujeito nasceu pecador e, só por isso, já merece a morte. Mas suponha outra vez que Jesus pode mostrar para ele como seria sua vida, caso Deus o tivesse deixado viver aqui na terra! Essa criança natimorta teria sido um brutal inimigo de Deus! Teria sido pior que Ninrode, Judas, Hitler ou algum outro crápula que esse mundo já conheceu. Na verdade, isso ainda demonstra certa bondade de Deus para com essa pessoa, visto que, se a tivesse deixado viver, ela sofreria um pior castigo no Dia do Juízo!

Os textos usados por aqueles que acreditam na salvação de todas as crianças (inclusive muitos calvinistas) não podem garantir esse pensamento. Um dos textos é aquele da morte do filho de Davi e Bate-Seba, filho do seu adultério. Depois de ter nascido a criança doente, ela foi piorando até morrer. Depois Davi diz, em sua explicação: “Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim” (2Sm 12.15-23). Dizem os intérpretes que Davi falava que, quando morresse, encontraria a criança no céu. Mas não é isso que o rei está dizendo. Apenas disse que ele, como um ser vivente, um dia iria para o estado em que sua criança se encontrava, o estado de morte, pois sua criança não poderia voltar para ele, isto é, em seu estado de vida física. Nada aqui diz sobre o estado eterno.

Mas talvez o texto mais usado seja aquele que mostra Jesus abençoando as criancinhas que os discípulos tentaram afastar dEle (Mt 19.14). Nem mesmo desse texto se pode garantir salvação para todas as crianças. O uso dos artigos definidos no grego pode indicar que Jesus estava garantindo a salvação daquelas crianças específicas e não de todas as crianças do mundo. Assim também o Senhor havia garantido a salvação dos 70 discípulos a quem Ele deu poder para pregar o evangelho. Ele disse que seus nomes estavam escritos no Livro da Vida (Lc 10.20). Mas Ele não disse isso a ninguém mais. Isso não significa que os nomes de todas as pessoas, nem mesmo todas as que se dizem discípulas de Cristo realmente estejam arrolados nos céus.

Quando olhamos o contexto dessa passagem nos Evangelhos, percebemos que os evangelistas colocam o episódio das crianças sempre em contraste com outros encontros de Jesus com certas pessoas que confiavam em si mesmas para a salvação. Em Mateus 19, que foi o exemplo que usamos, quem vem logo a seguir a encontrar-se com Jesus é o jovem rico. A diferença gritante entre ele e as crianças é que ele confiava em si mesmo, em sua guarda da lei, em suas riquezas como sinal do favor de Deus para a salvação. As crianças não são assim. Elas são dependentes e é isso que Jesus quer ensinar a Seus discípulos. Que eles sejam como elas e não como aquele jovem rico. Tanto é que no cap. anterior (Mt 18), Jesus coloca uma criança no meio dos discípulos e lhes diz que devem ser tais como uma criança (vs. 1-5). Ele completa o pensamento, dizendo que não podemos fazer um pequenino Seu tropeçar (v. 6), mas veja que Ele não está falando de criança mais e sim de Seus pequeninos, isto é, “que creem em Mim”! Jesus não está garantindo salvação de crianças, mas dizendo que os salvos se comportam nesse quesito como elas. Assim como crianças não se viram sozinhas, antes dependem dos adultos, assim quem quiser ser salvo, não pode depender de si mesmo, antes, do Pai Celeste. Os pequeninos são discípulos e não crianças.

Muitos crentes calvinistas que batizam seus filhos pensam que, por havê-los batizado na infância, asseguram a salvação de seus infantes. Nada disso também é garantia para a salvação deles. Na história do povo de Deus, muitos pais salvos tiveram filhos perversos e perdidos. A questão permanece aqui. Eles só serão salvos se tiverem sido escolhidos por Deus e, mesmo que morram na infância, nada disso muda o decreto eterno do Senhor. Nem mesmo o batismo infantil. Alguns pais querem se consolar com o fato de que, se seus filhos partiram para a eternidade na infância, logo estão salvos. Este é um consolo suposto. O que salva fará com que uma criança (ou qualquer ser humano) entre no reino de Deus é sua regeneração, mas não sabemos se Deus regenerou este ou aquele infante. Aliás, mesmo adultos, que professam sua fé em Cristo, isto não significa que serão salvos... Podemos estar enganados acerca de muitos que fizeram isso, mas cujas vidas no seu interior, somente Deus conhece.

O resumo da ópera é o seguinte.

1. Ninguém pode ser salvo porque é criança, ou por ter morrido na infância. A Bíblia é contra a crença na salvação pelo mérito ou pelas obras. A salvação é dom de Deus e Ele dá a quem Ele quer (Ef 2.8).

2. Somente as crianças eleitas serão salvas. Somente essas crianças Deus regenerou por Sua graça. As demais, Ele deixou em seu pecado original e não as quis remir, pois não eram vasos para honra e sim para ira.

3. Todas as crianças são geradas em pecado e o salário do pecado é a morte. Quando Deus dá a morte aos seres humanos, Ele apenas lhes dá o que merecem.

4. Quando Deus salva, Ele salva por Sua misericórdia, não sendo obrigado a isso em hipótese alguma. As crianças que são salvas, são apenas por causa da misericórdia de Deus.

5. Não existe alma criança (como também não existe alma velha). Todas as pessoas, na ressurreição, serão levantadas em sua fase adulta e prontas para o céu (glorificadas) ou para o inferno.

6. Pessoas que não foram salvas terão graus diferentes de castigo no inferno. As que morreram na infância certamente sofrerão menos do que aquelas que viveram em pecado aqui na terra.

7. Batismo infantil não salva criança nem lhe garante que esteja inserida na aliança. O sinal da aliança é o sangue de Jesus e não o batismo (Mt 26.28).

Aos pais que perderam seus filhos na infância, resta somente deixar ao encargo de Deus a questão de sua salvação. Não podemos afirmar a salvação de nenhuma pessoa que morre, seja em qual idade for, mas fica mais fácil identificar quando a pessoa deixou frutos de uma vida com Deus. Já no caso da infância, não sabemos o que seria esta pessoa no decorrer de sua vida, não sabemos os planos que Deus tinha para com ela. Mas certamente, se fossem planos salvíficos, ela foi salva, mesmo morrendo na infância. Porém, se foram planos de condenação, ela não será salva, mesmo nascendo morta!

Se deseja ler a parte dois, clique aqui.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0031 - GUARDIÃES DA DOUTRINA

 


Que guardes o mandato imaculado, irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo (1Tm 6.14).

Uma das maiores dificuldades dos porta-vozes da mensagem cristã é obedecer a um dos maiores mandamentos apostólicos com relação à doutrina, o mandamento de guardá-la pura até Jesus voltar. Paulo usa um verbo que significa “tomar conta, guardar, manter alguém no estado em que se encontra”. Este verbo vem do substantivo grego que significa prisão, ou vigia de prisioneiros. Guardar a doutrina é preservá-la inalterada, não permitir que qualquer coisa venha contaminá-la ou sequer mudá-la de lugar! Não há dúvida de que Timóteo entendeu a força dessa palavra, uma vez que, naquela época, um guarda que permitisse o preso fugir, era punido com a morte! Pesou então sobre os ombros daquele jovem pastor a responsabilidade de manter sob sua custódia intocável a doutrina ensinada pelo apóstolo.

Longe disso porém, foram caminhando os pregadores com o passar do tempo. Talvez um dos mandamentos apostólicos menos obedecidos seja este. Não se tem guardado o mandato, a doutrina, o ensino sem mancha, ao contrário, tem-se manchado com quase todas as sujeiras que escorrem pelas sarjetas deste século dominado pelo diabo. Esta palavra significa que o ensino cristão tem que ser tão limpo, que não dê ocasião para que alguém o acuse. Mas ao contrário, o que muito se ouve é um tipo de ensino vergonhoso e mal falado, escarnecido e rejeitado. O que fizeram com a doutrina cristã?

Paulo também diz que a doutrina tinha que ser mantida irrepreensível, isto é, intocável. O guardião da verdade deveria protegê-la a tal ponto que ninguém pudesse tocar nela, no sentido de alterar seu conteúdo. Hoje, todavia, não somente se permite que ela seja tocada e alterada, quanto os próprios que deveriam guardá-la têm corrompido seu conteúdo. Mas isto não é feito escancaradamente e sim de maneira sutil. A podridão não vem de uma vez, ela chega aos poucos até corromper por completo.

Finalmente, até quando este ensino puro e bíblico deve ser preservado? Durante alguns anos? Durante alguns séculos? Quem sabe preservá-la por alguns milênios? Não, diz Paulo, mas que seja com este afinco guardada até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo! O próprio Senhor exclamou certa vez: Quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra? (Lc 18.8).

Fica o lembrete para os pregadores, pastores e mestres, os que têm a vocação da Palavra. Não temos autorização para ensinar aquilo que achamos que a Bíblia diz, mas somente para ensinar o que ela diz. Procuremos nos alinhar aos que, durante a peregrinação da igreja na terra, mantiveram fiel a doutrina do evangelho ensinada por Jesus e Seus apóstolos. Não foram muitos os que se mantiveram fiéis, mas Deus os preservou, assim como preserva até hoje o remanescente que, além de não se contaminar com a sujeira deste mundo, conservam puro também o ensino bíblico até à vinda de nosso Senhor!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0030 - JEJUM E DESJEJUM PARA DEUS

 


Então, a palavra do SENHOR dos Exércitos me veio a mim, dizendo: Fala a todo o povo desta terra e aos sacerdotes: Quando jejuastes e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, acaso, foi para mim que jejuastes, com efeito, para mim? Quando comeis e bebeis, não é para vós mesmos que comeis e bebeis?” (Zc 7.4-6).

Durante 70 anos, o povo de Judá ficou cativo na Babilônia e, durante este período, eles relembravam o 5º mês, que foi o mês da destruição do templo por Nabucodonosor. Neste mês, eles jejuavam em lembrança da tristeza que passaram por ver sua cidade destruída e por tanto tempo que permaneceram em cativeiro na terra da Babilônia. Agora, já de volta à pátria, tendo já reconstruído o templo, alguns homens perguntam ao profeta Zacarias se era necessário continuar este jejum.

Esta é a resposta que o Senhor manda que lhes dê. O jejum que fizeram durante aquele período no cativeiro não foi para o Senhor. E pior que isso, o desjejum também não. Jejuavam para si mesmos; comiam e bebiam para si mesmos. Eis o grande problema da nossa natureza. Queremos fazer as coisas piedosas para angariarmos o favor de Deus. Nossa carne sempre quer algo para se vangloriar. Nossa natureza é soberba e, quando fazemos algo piedoso movidos pela carne, sempre caímos neste erro fatal. Furtamos algo que é do Espírito, a piedade, para a realizarmos por nosso próprio punho e, como resultado, nos gloriamos. Não há destruição maior para a vida de um crente.

O jejum que é feito para Deus é voltado para Ele com fome dEle. O crente se abstém da comida material um determinado dia, por um certo período de tempo, porque ele entende que estar com Deus durante aquele momento é muito mais valioso para si do que estar fazendo outra coisa, ainda que legítima e necessária. Sua fome por Deus é maior do que sua fome por nutrientes e alimentos. A mais fina iguaria não se compara ao apetite faminto da presença de Deus. Mas não. Geralmente nos voltamos em jejum para Deus como uma espécie de greve de fome, para que Deus atenda a alguns pedidos que nos parecem urgentes. Nos comportamos como crianças birrentas, chantageando Deus com nossas ceninhas, emburrados num canto, passando fome para que Ele nos responda. Deus diz aos tais: “Não é para Mim que jejuais”.

Porém, além deste impasse que temos com o que é espiritual, ainda existe o impasse com o que é considerado normal, que é o comer e o beber. Geralmente fazemos distinção entre o que é sagrado (como neste caso o jejum) e o que é comum ou profano (que neste caso é o comer e o beber). No entanto, aqui Deus está ensinando que não há essa divisão, essa dicotomia na vida de um crente. Não jejuamos para Deus e comemos e bebemos para nós. Não. Tudo o que fazemos deve ser para Ele! Paulo, o apóstolo, nos ensina que seja comer, seja beber, seja qualquer outra coisa, que tudo seja feito para a glória de Deus (1Co 10.31). Se comemos para nós mesmos, pouco adiantará o jejum para Deus, pois Ele não quer parte da nossa vida e das nossas ações, mas nos quer por completo. Talvez Ele esteja mais interessado que você coma e beba para Ele do que jejue para você mesmo! Seu comer e beber para a glória dEle tem mais valor do que o jejum que sua carne faz para depois se gloriar.

No exercício dessa piedade (e outras), que tenhamos em mente que tudo deve ser feito para a glória de Deus e com um intenso prazer nEle!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

domingo, 19 de fevereiro de 2023

AVIVAMENTOS: CAUSAS, CONSEQUÊNCIAS E APRENDIZADOS

No meio do povo de Deus, tanto na antiga como na nova aliança, sempre houve tempos de despertamento espiritual. Essas épocas sempre foram antecedidas de crises. Para reverter as crises, Deus então sempre trouxe para Seu povo um renovo, um avivamento.

A história bíblica é recheada desses acontecimentos. Uma geração de pecadores afastados da comunhão é seguida por outra geração que adora ao Senhor. Logo depois de relatar a descendência ímpia de Caim, Moisés fala de Enos, a partir do qual começou a se invocar o nome do Senhor (Gn 4.26). Depois da escolha de Deus sobre Abraão, um dos maiores movimentos de Deus foi a libertação de Seu povo da terra do Egito. Nessa instalação da religião israelita tivemos a doação da lei, a organização do povo como sacerdócio real de Deus, o surgimento dos profetas e da doutrina da antiga aliança, entre outras bênçãos.

Mas logo tiveram a crise do tempo dos juízes. Cada um fazia o que julgava certo a seus próprios olhos. O avivamento vem por meio de Samuel. Porém, isso não impede que haja um pedido nefasto e egoísta do povo, rejeitando a Deus e escolhendo um rei para si “como as outras nações”. A decadência que Saul trouxe a Israel só é retirada depois da estabilidade que Davi trouxe com sua ascensão ao trono e no reinado de paz do seu filho Salomão.

Mas nada evitou a crise que causou a divisão do reino em 931 a.C. Nessa divisão, o reino do norte sempre praticou a idolatria e, por este e outros motivos, Deus o sentenciou ao cativeiro assírio. Antes disso, houve um despertamento por meio do rei Jeú, quando eliminou os adoradores de Baal e a família de Acabe, mas ele também findou seu reinado e sua vida em idolatria. Com Judá não foi diferente, apesar de Deus trazer para essa nação do sul alguns momentos de despertamento espiritual. O rei Ezequias restaurou a crise de seu pai Acaz, um dos piores reis de Judá; Josias restaurou a pior de todas as crises cometida por seu avô Manassés; mas nada disso livrou Judá do cativeiro babilônico.

Mesmo o povo do sul tendo voltado do exílio, sua conduta não mudava. A reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém (por Zorobabel e Neemias) não foi suficiente para manter os resultados de um avivamento (trazido por Ageu e Zacarias). Futuramente, o povo recai no esquecimento de Deus, aderindo-se à helenização dos governos sucessores de Alexandre, o Grande. Restaurados sob o avivamento dos Macabeus, na rededicação do templo, na festa de Hanuká, os judeus não foram capazes de segurar os resultados disso. Entraram na crise promovida pela corrupção nos cargos sacerdotais, associando reino e sacerdócio na mesma pessoa, como Alexandre Janeu e seus descendentes, o que trouxe a confusão já estabelecida na elite religiosa nos dias do nosso Senhor.

Com a instalação do reino de Deus por meio de Jesus Cristo, o evangelho inaugura uma nova época e uma nova aliança. Deus tem um novo povo (novo, por assim dizer, pois já era Seu povo decretado desde a eternidade), composto de judeus e gentios, todos os que creem no nosso Senhor Jesus. O ponto inicial é o derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes (At 2) e assim, a igreja do Senhor é estabelecida. Em cada lugar em que a igreja era expandida havia manifestação gloriosa do Espírito Santo, como em Samaria, na casa de Cornélio, em Éfeso, etc.

Porém, nem mesmo a igreja ficou livre das crises. Os apóstolos escreveram cartas, epístolas e, todas elas, dentro de um contexto em que se exigia uma explicação mais detalhada do evangelho e da doutrina cristã. As igrejas sofriam interferência de sua cultura, perseguições dos opositores e, além disso, influência de seitas. Cristãos e pastores até, chegaram a receber ordem dos apóstolos e escritores neotestamentários para tomarem cuidado com a frieza e a apostasia. Paulo disse a Timóteo para não negligenciar o dom de Deus; o autor aos Hebreus alertou sobre o perigo dos crentes judeus retornarem para o judaísmo, pisoteando assim o sangue de Cristo; Pedro escreveu duas cartas para fortalecer os irmãos perseguidos e despertá-los sobre os falsos mestres bem como o Dia de Cristo. Ou seja, nem mesmo a igreja primitiva esteve livre de suas crises, das quais provinham alguns avivamentos e que, posteriormente, se seguiam também punições divinas.

É impossível relatar avivamentos na história do Cristianismo. Muitos são conhecidos e muitos não. Mas quase todos eles vieram de um momento crítico em que a igreja vivia e tiveram resultados transformadores. Os valdenses e albigenses, nos séculos XII e XIII; a Reforma Protestante com Lutero e outros reformadores no século XVI; os huguenotes e puritanos no século XVII; Jonathan Edwards na Nova Inglaterra, no século XVIII; em Londres, por meio de John Wesley; Edward Irving, pastor presbiteriano escocês em Londres, no século XIX; Charles Spurgeon com o avivamento da pregação da Palavra; Moody, nos EUA, também na mesma época, avivalista e evangelista; os morávios que, por meio de uma oração de 24 horas por dia durante 100 anos, fizeram a maior história de missões já ocorrida no Cristianismo; o avivamento da Coreia; da Rua Azusa; da China; em Toronto, Canadá; no Brasil, com o ressurgimento do pentecostalismo; enfim... Os avivamentos são uma constante na história da igreja.

Mas, o que acontece com a igreja depois dos avivamentos? Não podemos negar que eles acontecem. Os avivamentos são uma providência de Deus para despertar Seu povo em meio a alguma crise de sua época. Os resultados podem ser imediatos e a longo prazo. No geral, os resultados imediatos são excelentes. Vidas são transformadas, experiências com Deus são desfrutadas, há conversão de vidas, há um retorno à palavra e à oração, há despertamento para os dons espirituais, há curas e milagres em maior escala do que o normal, há arrependimento de pecados e mudanças sociais à volta da igreja e muitas outras gloriosas consequências imediatas do avivamento.

Porém, há também as consequências de longo prazo. Estas não são tão favoráveis assim. Como vimos nesse artigo, a sequência é uma repetição. Há uma crise, Deus envia o avivamento, há um renovo, há um distanciamento, Deus envia punição, a crise volta e assim, sucessivamente. As consequências de longo prazo são diversas. As pessoas podem se acostumar até mesmo com as bênçãos de avivamento. Igrejas passam a pensar que Deus só age assim; doutrinas estranhas são formadas a partir daquelas experiências; para não se perder o esplendor do avivamento, muitas igrejas continuam a forçar os acontecimentos, quando na verdade eles já acabaram; as pessoas se afastam da Bíblia; começam a criticar outras igrejas em que isso não acontece; e assim, o povo fica sujeito a vários resultados negativos de algo glorioso que Deus fez. É o caso das doutrinas estranhas de batismo no Espírito por meio de línguas e do arrebatamento secreto que surgiram no meio do avivamento da Rua Azusa, que se espalhou por alguns lugares na Europa. Envolveu homens cultos, como John Nelson Darby, John F. Walvoord, C. I. Scofield, que projetaram doutrinas estranhas derivadas deste avivamento. Não foi diferente com o avivamento de Toronto, Canadá, nas igrejas da Vinha do Aeroporto. Seu próprio líder, John Wimber, renegou o que ali acontecia! No Brasil não foi diferente. Milagres realmente ocorreram, reuniões de extensas orações, visões e dons espirituais marcaram o avivamento em nosso país, em meados de 1960. Mas o que futuramente se originou disso? Doutrinas estranhas, confusão de usos e costumes, excesso de disciplinas eclesiásticas em igrejas rigorosíssimas, como Deus é Amor, Congregação Cristã no Brasil, O Brasil para Cristo, Assembleias de Deus, etc. Pessoas se desviaram por causa do fardo pesado dessas igrejas.

Que lições e aprendizados tomamos disso? Primeiro, não podemos negar que Deus realmente promove avivamentos em Sua igreja. Tais avivamentos sempre vêm de Deus, sem dúvida, mas há igrejas que buscam mais por isso. Entretanto, as igrejas não devem buscar para se promoverem. Crescimento numérico, adesões por motivos miraculosos, essas coisas nunca foram realmente prova de que tais igrejas agradam a Deus. Se uma igreja busca pelo avivamento, ela deve entender as crises em que está inserida, tanto em si mesma, como na sociedade a seu redor e, ao buscar o avivamento, isso deve ser para promover sua santificação e influência.

Segundo, devemos tomar cuidado com o que está acontecendo no momento dos avivamentos. Nem todos os dons manifestos são obra do Espírito Santo. Há muito fogo estranho no meio disso. O discernimento nessa hora é imprescindível. Nossas emoções, sentimentalismos, euforias e outras sensações podem atrapalhar o movimento que a igreja está desfrutando, sem contar que o oportunista Satanás está de olho nessas coisas para tirar o seu proveito maligno. O avivamento de Toronto trouxe mais escândalo do que realmente mudanças significativas e proveitosas para as igrejas que o seguiram.

Terceiro, precisamos estar atentos aos resultados de curto e longo prazos. Que Deus derrama Sua bênção e poder, isso é indiscutível. Mas o que nós vamos fazer com tais bênçãos? Jamais a Bíblia deve ser substituída, ou sequer equiparada. As experiências mostram o que a Bíblia já dizia, mas elas não substituem nem se igualam à Palavra de Deus. As experiências precisam ser vivenciadas sob a orientação das Escrituras. O avivamento em Jerusalém por meio do rei Josias foi um retorno à Palavra, assim como também o da Reforma Protestante, por Lutero. Mas não basta ter a Bíblia como fonte do avivamento. Ela deve ser seu parâmetro consequente.

Em quarto lugar, não devemos nos esquecer dos ciclos. Isso é muito perigoso. O avivamento procede de alguma crise, mas nem toda crise gera avivamento! Mas, como em geral, as pessoas sempre voltam ao seu estado de letargia e indiferença, o que se segue ao avivamento é punição. Não só para a sociedade incrédula que cerca a igreja, como também à própria igreja, caso ela não compreenda o desejo de Deus com a bênção do avivamento que Ele dá.

Quinto, não podemos confundir as coisas e idolatrar o avivamento. Há pessoas que se deslocam de um canto do mundo para verificar um avivamento no outro lado do planeta e, com isso, muitos passam a idolatrar o movimento em vez de adorar ao Deus que o promoveu. Ao inverso, também não podemos negar os avivamentos, acusando-os de fogo estranho. Sabemos que há muito fogo estranho no meio de muitas igrejas, principalmente as pentecostais e carismáticas. Mas isso não significa que todo mover carismático seja fogo estranho. Deus dá sim, avivamentos para Sua igreja em vários locais do mundo, mesmo que não registrados ou documentados. Entretanto, é necessário esse discernimento.

Por último, precisamos lembrar que o avivamento é uma providência de Deus de modo temporal. Ele não vai acontecer sempre e também não deve ser a rocha na qual a igreja deve se firmar. Há momentos em que apenas uma certa igreja local é que precisa; há outros momentos em que quem precisa dele é a comunidade; há outras situações em que é a cidade que precisa ser incendiada; ou províncias inteiras, ou até mesmo a nação. Mas isso não vai ocorrer sempre e, quando não ocorrer, não é porque há algo de errado com a igreja. O que diz que está errado ou não com a igreja é a Bíblia e não a falta ou a presença de algum avivamento. Uma igreja presenteada por Deus com um avivamento deve Lhe ser grata, deve aproveitá-lo, mas não deve se esquecer dos cuidados e das lições que outros avivamentos já nos trouxeram na história.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0029 - VERDADES DO "VINDE A MIM"

 


“Vinde a mim todos os que estais cansados de carregar suas pesadas cargas, e Eu vos darei descanso” (Mt 11.28 – KJA).

Essa fala de Jesus é um dos textos mais belos de todo o NT, muito usado em evangelizações, porém também, por vezes, mal compreendido de seu sentido. Que este versículo é um convite, isso não se nega, devido ao verbo “vir” estar no imperativo. É um chamado do evangelho ao pecador.

Em primeiro lugar, este convite fala de Jesus mesmo, Aquele a Quem o pecador deve ir. Ele diz: “vinde a Mim”. Um dos conceitos mais perturbadores para os evangelistas é explicar qual o sentido de alguém vir a Jesus. Geralmente limitamos ao fato de alguém vir à igreja. Outras vezes apenas por confessar algumas palavras relacionadas ao credo ou profissão de fé. Certamente que isso também faz parte da vida de alguém que veio a Cristo. Entretanto, não se resume a isso. Vir a Cristo é um convite a um relacionamento, a uma mudança de vida e não somente das ações, mas, sobretudo, da natureza. Cristo não chama pessoas para serem melhoradas, mas para serem diferentes; não para serem conformadas, mas transformadas; não para serem treinadas ao Cristianismo, mas para terem uma natureza diferente e assim serem como o próprio Cristo.

Em segundo lugar, este convite é dirigido a um grupo específico. Embora aqui tenha a palavra “todos”, logo a seguir vem a explicação de quem são esses todos. São todos os que estão “cansados e sobrecarregados”. Ou na versão que lemos, “todos os que estão cansados de carregar suas pesadas cargas”. Logo vemos que o convite não é feito a todos sem exceção, mas a todos sem distinção. Todavia, o que caracteriza os destinatários deste chamado, é que eles devem estar cansados de seus pecados. Há muitas pessoas que amam seus pecados, que ainda sentem prazer neles e se deleitam em praticá-los. Não é a estes que o convite se aplica. Jesus chama os que já sentiram que seus pecados lhe são um fardo insuportável.

Em terceiro lugar, Jesus diz que lhes dará descanso. Ao contrário do que ouvimos muitos pregarem, Jesus não oferece um descanso terreno ou físico. Ele fala de um descanso em relação àquilo que oprime o ouvinte, isto é, o pecado. Nossos pecados fazem divisão entre nós e Deus (Is 59.2) e isso nos torna oprimidos, escravos do pecado. Jesus mesmo disse que quem comete pecado é escravo do pecado (Jo 8.34). É sobre isso que Jesus está falando. O alívio prometido é a verdadeira libertação do homem deste senhor cruel que lhe oprime e estrangula. É não somente a sensação de leveza que Ele nos traz, mas a convicção de que nossos pecados não estão mais sobre nós, que Ele já os carregou na cruz e nos deu um jugo leve e um suave fardo.

Se você já experimentou as bênçãos que esse convite tem, agradeça todos os dias por isto ao que te libertou. E, se ainda não experimentou, se de fato está cansado do fardo do pecado, o convite também se estende a você. Desfrutará de um alívio, não físico nem psicológico, mas o alívio de um escravo que agora é liberto para servir amavelmente ao que o libertou, o alívio espiritual!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

sábado, 18 de fevereiro de 2023

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0028 - AS NAÇÕES SE CONVERTERÃO

 


Lembrar-se-ão do SENHOR e a ele se converterão os confins da terra; perante ele se prostrarão todas as famílias das nações. Pois do SENHOR é o reino, é ele quem governa as nações. Todos os opulentos da terra hão de comer e adorar, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele, até aquele que não pode preservar a própria vida (Sl 22.27-29).

Embora Israel na Antiga Aliança fosse o povo escolhido de Deus, há muito, o próprio Deus já vinha dando vislumbres de que Seu povo não seria restrito a uma nação, mas que, de todas as nações, Ele escolheria um povo para ser Seu, a igreja! E, por ironia ou não, Deus anunciava esse vislumbre através dos próprios profetas hebreus. Desde Abraão, a quem Deus disse que nele seriam benditas todas as famílias da terra (Gn 12.3), até os profetas, como Zacarias, por exemplo, por intermédio de quem Deus disse: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, Ele anunciará paz às nações; o seu domínio se estenderá de mar a mar” (Zc 9.9,10).

Quando vem o Filho de Deus, Ele dá início ao reino de Deus no coração dos homens. Isto Ele faz pregando, ensinando e curando. Portanto, o reino de Deus já foi instaurado entre nós. Ao subir para os céus, Ele ordena que Seus seguidores continuem promovendo o crescimento deste reino a todas as nações, para que delas se façam discípulos, seguidores de Jesus (Mt 28.19). Os estudiosos chamam este processo de “já-ainda-não”, ou seja, o reino de Deus já foi inaugurado, mas ainda não consumado.

Agora, a promessa feita a Abraão começa a se cumprir. Nele, todas as famílias da terra seriam abençoadas. Não como os hebreus pensaram, que era necessário nascer da linhagem de Abraão para ser abençoado, mas como Jesus e os apóstolos nos ensinaram, que abençoado com Abraão é aquele que crê como Abraão creu: “De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão” (Gl 3.9).

Neste salmo que lemos, Davi diz que isto acontecerá (de todas as nações se prostrarem perante o Senhor) porque do Senhor é o reino (v. 28). Ele é Quem governa as nações. Essa prerrogativa é dEle. É o Senhor Quem será louvado, é diante dEle que todo joelho se dobrará e toda a língua confessará Seu senhorio para a glória de Deus Pai (Fp 2.10,11).

O evangelho é que alcança as nações. Por isso que Jesus disse que devemos “ir”. Porque Israel, apesar de ser o povo de Deus na Antiga Aliança, raramente ia a outras nações (exemplo, Jonas). Frequentemente, as pessoas é que vinham a Israel (exemplo da rainha de Sabá, Naamã e outros), mas agora, com Jesus, a missão da igreja não é que as pessoas venham, embora isso também seja plausível, mas que a igreja vá e faça com que pessoas de todas as nações adorem e se prostrem perante o Senhor, reconhecendo Seu senhorio e domínio perpétuos!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0027 - EVIDÊNCIAS DO ARREPENDIMENTO

 


“E acrescentou: ‘Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino’” (Lc 23.42).

Às vezes ouvimos alguns frios criminosos dizerem que não se arrependem de nada do que cometeram e que se tivessem oportunidade fariam tudo novamente. O conceito de arrependimento em nossos dias tem se tornado diluído do seu significado por conta de uma geração orgulhosa, que não admite suas falhas. Pronunciar esta palavra já machuca o ego das pessoas da nossa geração e, quando alguns se permitem ouvir acerca disso, sua opinião é totalmente vazia sobre o sentido desta palavra bem como demonstra ausência de evidência quando afirmam que se arrependeram.

Mas aqui temos neste relato, a história de um criminoso que não somente se arrependeu, como também mostrou claras evidências de seu arrependimento. O que veremos agora.

Primeiro, ele recebeu o princípio da sabedoria, que é o temor a Deus (v. 40; cf. Sl 111.10). Ele repreendeu o outro malfeitor por não temer a Deus, zombando de Jesus. Ele salienta que a sentença era igual, porém a justiça não era igual. A crucificação era a sentença dos três, mas a justiça era diferente. Eles eram punidos pelos crimes cometidos contra a sociedade; Jesus carregava os crimes dos que viessem a crer nEle dentre a humanidade!

Segundo, ele reconheceu sua culpa (v. 41). Ele diz que com justiça “nós” recebemos o castigo que nossos atos merecem. É significativo que estamos todos incluídos neste “nós” que ele pronuncia! Enquanto nossa sociedade é arrogante e levanta o nariz para não admitir seus erros, este homem admite e ainda coloca todos no mesmo nível, o que de fato é verdadeiro!

Terceiro, ele reconhece a inocência de Cristo (final do v. 41). No original, as palavras que ele utiliza para dizer que Cristo não fez nenhum mal, significam que Cristo não tinha “nada fora do lugar”. Não havia nada de errado com Jesus e o ladrão viu isso. Enquanto os “santos” da época consideraram Jesus como culpado, o que se vê pecador reconhece Jesus como Santo!

Quarto, ele reconhece a soberania de Cristo (v. 42). Ele vislumbra que Jesus é Rei e implora que Se lembre dele. O verbo grego está no imperfeito, o que significa que ele pedia isso a Jesus repetidamente. Quando todos abandonaram a Jesus, aquele homem pedia que Jesus não lhe abandonasse!

A pergunta é: será que nosso arrependimento tem demonstrado evidências suficientes da nossa profunda tristeza pelo pecado? Ou como nossa geração, ainda tentamos justificar nossos erros sem admiti-los? Arrependimento sem evidências não passa, na melhor das hipóteses, de um remorso barato e passageiro. Mas com evidências, transforma a mente do indivíduo, conduzindo-o para o Único que pode lhe dar as boas vindas ao Seu reino, Seu Paraíso!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0026 - OS TRÊS GEMIDOS

 


“Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.22,23,26).

Há três personagens nestes versículos que lemos que praticam a ação do gemido. Essa ação significa um suspiro, um anseio, um soluço, uma lamentação. A primeira personagem é a criação. A natureza geme, diz o apóstolo, porque ficou sujeita à vaidade, à inutilidade (v. 20). Todavia, ela tem uma esperança e esta esperança é ser redimida do cativeiro da corrupção. A natureza ficou sujeita aos efeitos da Queda de Adão e ainda aguarda o dia em que os filhos de Deus serão glorificados. Tudo na natureza se degenera por causa do pecado. A segunda lei da termodinâmica apenas confirma o que Paulo diz aqui. Tudo caminha para a degeneração, mas por causa do pecado. Toda a angústia que a natureza suporta, ela suporta porque aguarda a revelação dos filhos de Deus.

A segunda personagem que geme é a igreja. Paulo diz no v. 23 que não somente a natureza geme, mas também os que têm as primícias do Espírito. Aqui ele está falando dos salvos. E eles gemem no íntimo, de dentro de si sai um suspiro ansioso pelo dia da glorificação deste corpo que também, assim como a natureza, está preso pela carne do pecado e sujeito aos efeitos da Queda. Por isso a pergunta que Paulo faz no cap. 7.24: “Quem me livrará do corpo desta morte”? Os crentes que não conseguem suspirar pelo novo corpo, ainda não sentiram verdadeiramente o peso que o pecado causa neste corpo mortal!

O terceiro a gemer é o Espírito Santo (v. 26). Paulo diz que quando estamos orando sobre este assunto (gemendo porque nosso corpo ainda está sujeito aos efeitos do pecado), o Espírito vem assistir em nossa fraqueza. Ele vem nos ajudar em nossas limitações. Quando ele diz que não sabemos orar como convém, ele está falando que os crentes têm dificuldade em compreender realmente o peso que os efeitos da Queda nos trouxeram. Deveríamos, pela sensibilidade do Espírito, orar com muito maior intensidade sobre esse assunto. Mas que alegria saber que o Espírito faz isso diante de Deus por nós... e com gemidos que não se pronunciam!

Curioso que aqui não há o gemido dos ímpios. Por quê? Porque os ímpios gemerão eternamente com choro e ranger de dentes nas trevas eternas! Amaram o corpo da corrupção, agora estarão gemendo para sair daquela situação horrível e inescapável, mas sem sucesso. Mas se você hoje suspira pelo seu novo corpo, ore intensamente a Deus para que chegue logo esse dia em que todas as coisas serão convergidas e renovadas em Cristo Jesus e o nosso corpo será semelhante ao dEle!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0025 - HERODES NOS AMA OU NOS PERSEGUE?

 


“E Herodes o odiava, querendo matá-lo, e não podia. Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo, e o tinha em segurança. E, quando o ouvia, ficava perplexo, escutando-o de boa mente” (Mc 6.19,20).

A fala de um homem de Deus provoca reações distintas nos ouvintes. A conduta dele em justiça e retidão gera temor nos ouvintes, mesmo que estes sintam-se acusados em seu discurso. Isso não impede que ele seja odiado e muitas pessoas desejem que ele desapareça, por sua mensagem ser um incômodo. Todavia, ainda que odiado, é respeitado, é temido. E, se alguém parar pra ouvi-lo, ficará perplexo e o ouvirá de boa mente. Mas não o farão. Estão no erro e não admitem. Preferem silenciar o justo.

O poder de Herodes lhe fazia pensar que podia emudecer João Batista por abuso de autoridade. Mas seria apenas a força bruta calando a proclamação da verdade. E, embora seu propósito inicial fosse manter João apenas preso, no fim das contas teve que matá-lo para satisfazer um pedido malicioso e manter sua palavra de rei.

Hoje, em nosso país, não há esse poder, devido à “liberdade religiosa”, mas ainda assim, o verdadeiro pregador sofre extrema rejeição, tanto da sociedade e suas autoridades, como também da parte dos falsos profetas e seus seguidores, pois veem nele um obstáculo ao mercado da fé que muitos gostam de frequentar, como aqueles senhores da jovem adivinha em Filipos, que ficaram irados com Paulo por ter ele expulsado aquele espírito mau que lhes dava dinheiro através das adivinhações (At 16.16-18). Um pregador da verdade é um incômodo geral.

 Entretanto, ninguém pode negar, nem mesmo seus perseguidores, que ele tem a palavra fiel. Observe quantos pregadores fiéis têm seus admiradores, ainda que estes não obedeçam a uma só palavra daquilo que ouvem! Admiram sim, mas como não podem se humilhar e se arrepender, nem tampouco prender ou matar, então o isolam. Admiram-no de longe, reconhecem que falam a verdade, mas são incapazes de admitir e se converter.

Há países no mundo que fazem como Herodes. Matam e silenciam as testemunhas de Jesus pelo abuso do poder. Mas essas testemunhas não têm sua vida por preciosa. Morrem mesmo pelo testemunho que dão e não amam suas vidas, mesmo em face da morte (Ap 12.11).

A pergunta para nós é: estamos sendo admirados pelos Herodes dos nossos dias ou eles estão tentando nos silenciar? Os Herodes atuais nos odeiam ou nos amam? Falamos o que eles querem ouvir a fim de obtermos seu favor, ou anunciamos a palavra fiel em detrimento da nossa reputação e até da nossa própria vida?

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0024 - OS NOMES DE DEUS

 


“O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio” (Sl 91.1,2).

No AT, os nomes de Deus eram atribuídos através de experiências que os homens tinham com Ele. Por exemplo, da experiência de Isaque e seu pai com Deus, surge o conhecido nome de Deus Jeová Jiré, “o Senhor Proverá”, onde de fato Deus proveu um cordeiro para substituir o sacrifício de Isaque (Gn 22.8-15). Outro exemplo é o nome Jeová Raah, derivado da experiência de Davi com Deus como seu Pastor, que cuidava dele a ponto de Davi não sentir falta de nada (Sl 23.1). Assim, temos vários nomes de Deus conhecidos na Escritura, através da maneira como Deus Se revelava aos personagens bíblicos.

Neste salmo, temos 4 nomes que o salmista atribui a Deus, sugerindo algumas experiências que nós podemos desfrutar com Ele.

O primeiro é Elyon, o Altíssimo. Este nome significa “superior, de cima, alto, altíssimo”. Há muitos séculos, Melquisedeque, mesmo não sendo hebreu, já conhecia Deus por este nome (Gn 14.18), sendo esta uma das experiências mais curiosas da Bíblia! O salmista quer nos dizer que não há lugar mais seguro para se estar do que no esconderijo onde ninguém pode nos atingir. É muito alto o lugar onde nosso Deus está. Se habitamos nEle, estamos seguros.

Consequentemente, temos o segundo nome, Shadday, o Todo-Poderoso, ou Onipotente. Uma vez habitando nas alturas intangíveis do Altíssimo, descansar é um resultado natural. Afinal, estamos debaixo da sombra do Todo-Poderoso! Quem poderá nos incomodar? Quem pode competir com Seu poder?

Quem habita seguro descansa, diz o salmista. Então ele faz uma declaração ao seu Senhor. Este é o terceiro nome. A diferença agora é que este nome, Yahweh, não é resultado de experiência, mas de revelação. Foi este o nome que o próprio Deus disse a Moisés que é o Seu (Êx 3.14). Este nome deriva do verbo “ser” no hebraico. Deus é. Ele faz o verbo ser (que é transitivo direto) se tornar um verbo intransitivo. Não se pergunta de Deus: “Deus é o quê?” Ele é e ponto! Ele é o que é!

Finalmente, temos o nome mais abrangente, Elohiym, que fala da deidade, significa Deus. Porém o salmista diz que quem tem esse relacionamento, essa experiência, ele não apenas se dirige genericamente a Deus, mas o chama de “meu Deus”. Ele reconhece cada característica de Deus que obteve em suas experiências e lhe chama de “meu”.

Leia por completo este salmo com esta visão e perceba quantas experiências pode desfrutar com Deus aquele que tem um relacionamento com Ele por meio do Seu Filho Jesus Cristo, pois o próprio Cristo tem estes nomes. Ele é o Filho do Altíssimo (Lc 1.32), Ele é Todo-Poderoso (Mt 28.18), Ele é o Senhor (At 2.36) e Ele é Deus, o “meu Deus”, como disse Tomé ao vê-lo ressuscitado (Jo 20.28). Comece hoje mesmo este relacionamento com Ele e conheça Seus nomes por sua experiência.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0023 - RESPOSTA AO EVANGELHO

 


“Ao ouvirem tais palavras, ficaram agoniados em seu coração, e desejaram saber de Pedro e dos outros apóstolos: ‘Caros irmãos! O que devemos fazer’?” (At 2.37 – KJA)

Uma consequência frequente da pregação do verdadeiro evangelho é que o ouvinte agoniado perguntará: “o que eu devo fazer?”. Claro que nem todo ouvinte vai se agoniar, mas aquele em cujo coração o evangelho martelou, certamente surgirá esta pergunta.

Geralmente, na falha de anunciar o evangelho da verdade, nós é que perguntamos se o ouvinte não quer receber a Cristo. E ainda pior que isso, o ouvinte quer. Mas ele quer aquilo que pregamos e não o evangelho. Ele quer a superficialidade do que acabou de ouvir, então ele vem sim, à igreja talvez, mas não a Cristo, pois afinal, não foi Cristo que lhe foi apresentado. Com o passar do tempo na igreja, duas coisas podem acontecer: ou ele descobre quem é Cristo e não O quer mais, pois fica frustrado com o contraste entre o Cristo verdadeiro e o que lhe foi apresentado na pregação do evangelho raso, ou então ele vai viver na igreja como sócio de um clube, com seus privilégios e obrigações e nunca vai descobrir quem é o verdadeiro Cristo que nunca lhe foi apresentado, nem no dia em que ele ouviu o evangelho raso, nem depois, quando fez parte da igreja, que também não prega a Cristo. E assim vamos enchendo a igreja de pessoas que pensam que são crentes mas não conhecem a Cristo.

Mas Pedro pregou a Cristo, e Este crucificado e ressurreto (vs. 23,32)! E Lucas aqui nos relata que eles “ouvindo estas coisas” (ARA). Não nos enganemos, meus irmãos. Nossas palavras suaves não agonizam o coração de ninguém. Não para a conversão. Podemos constranger o coração das pessoas com um evangelho chantagista, melancólico, que faz o ouvinte até chorar com pena de Jesus que foi para a cruz por causa dele, mas jamais a pessoa se converterá. O que compunge o coração de alguém é o evangelho puro e irreticente. O evangelho que o homem não gosta de ouvir é exatamente este que salva. O evangelho que revela a justiça de Deus (Rm 1.17) enfurece o homem, mas arrebenta o coração daquele que crê. Evangelho fácil e bonito pode até trazer pessoas, mas não as traz convertidas.

Você pode estar pensando: “Se eu pregar o evangelho escancarado e alguém me perguntar o que deve fazer, qual será minha resposta”? Ainda tomemos o apóstolo Pedro como exemplo. Ele não teve receio de pregar o evangelho da cruz, chamando seus ouvintes de assassinos do Filho de Deus (v. 23), como também não teve medo de dar a resposta certa e curta para os que foram compungidos. Ele disse: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em o nome de Jesus Cristo para o perdão de vossos pecados” (v. 38). Será o que diríamos para alguém a quem supostamente pregássemos o evangelho nu e cru? Diríamos algo como: “Venha para nossa igreja, faça uma oração comigo agora, vamos confessar Jesus, vamos fazer um curso”, ou algo do tipo, mas sem falar no principal, que é arrependimento? Será que não pensaríamos: “Se eu falar em arrependimento, essa pessoa se arrependerá de ter me perguntado e nem volta aqui mais”?

Isso não cabe a nós. Foi-nos dado o mandamento de pregar o evangelho como ele é. O resto é com Aquele que vai convencer o ouvinte do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8).

Día tes písteos.

Pr. Cleilson