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sábado, 9 de março de 2013

UMA ROSA NA LAPELA


PORQUE O AMOR DE CRISTO NOS CONSTRANGE, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram, 2 Coríntios 5:14.

Por: Mário Gardini

Daiane e Michel se conheceram durante a segunda guerra mundial.

Vou, sucintamente, tentar narrar-lhes essa história.

Visitando uma biblioteca, Michel viu na prateleira um livro antigo, com muitas anotações. O jovem, curioso, apanhou o livro e olhou a sobrecapa. Havia a seguinte informação manuscrita: “Se alguém pegar esse livro e o folhear, entre em contato comigo. O meu endereço está no rodapé, na última página deste livro. Assinado, Daiane”.

Pois bem, Michel começou a escrever cartas para a moça que lhe impressionou ao tomar conhecimento daquele antigo livro, muito usado e repleto de anotações.

Ambos começaram a trocar correspondências, e por cartas, iniciaram um namoro. Ele não a conhecia e ela jamais o tinha visto antes.

Cresceu a paixão e o romance, mesmo sem fotos ou muitas informações um do outro.

Marcaram um encontro em Londres, mas o moço, às vésperas do encontro tão esperado, fora convocado para a guerra e infelizmente ambos não puderam se conhecer pessoalmente naquela oportunidade.

Durante a guerra, Michel e Daiane continuaram trocando correspondências e o namoro se fortalecia, mesmo à distância.

Deu tudo certo. O rapaz voltou intacto da guerra. Escreveu para Daiane e marcou um encontro.

O local seria na estação de Londres. A moça aceitou conhecer um rapaz tão gentil e educado, a quem namorava fazia alguns meses por cartas, mesmo não o conhecendo. Entretanto, disse-lhe a senhorita: “Estarei na estação. Você vai me identificar facilmente. Estarei usando um vestido azul e trarei uma rosa vermelha na lapela”.

O dia do encontro chegou. Ansioso, o moço aguardava na estação a dama, sua amada para um primeiro encontro. Impaciente Michel ficava reparando em todas as moças que ali passavam.

Enfim, aparece uma mulher, bela, de cabelos loiros, de olhos verdes e compridos, e logo o moço imaginou: “É ela!”. Mas se lembrou: “Ela não está com um vestido azul e nem traz uma rosa vermelha na lapela”. Logo em seguida, passa uma senhora, com um vestido azul e uma rosa vermelha na lapela. Era uma senhora que aparentava mais ou menos 35 anos, de altura média e adiposa.

O moço se aproxima e gentilmente diz: “Então é você, a pessoa que se corresponde comigo há algum tempo. Eu sou Michel. Estou feliz em conhecê-la”. A senhora diz: “Moço, uma bela senhorita, de olhos verdes, cabelos loiros e compridos, me pediu que quando o senhor me abordasse, eu lhe entregasse essa rosa vermelha. Ela o aguarda do outro lado da rua para um café”.

Um teste para sondar o coração do moço. Uma mulher sábia que não queria ser escolhida e desejada pelos seus olhos verdes, cabelos loiros e compridos e nem por ser privilegiada com um rosto bonito.

Daiane e Michel se casaram. Viveram juntos até que a morte os separou.

Deus não olha as aparências. Somos amados por Ele. A sua graça nos aceita sem condições e Ele nos recebe sem olhar a importância das nossas conquistas, beleza ou qualidades. O Senhor veio com uma missão: resgatar a nossa vida e nos salvar, não do que fazemos, mas sim do que somos, rebeldes e cheios da feiura do pecado.


Mário Gardini

Mário Gardini é escritor
e colabora com artigos
no Teolatria.

3 comentários:

  1. Essa ilustração faz-me lembrar da minha hipocrisia... quantas vezes quero o que é mais atraente e não precisamente aquilo que Deus me dá... Ensina-me, Senhor, a aceitar o Teu; porque é melhor, não porque é atrativo aos meus desejos. Assim receberei o que realmente preciso e não o que eu quero (que no fim das contas é o pior)!

    Deus abençoe meu amigo e irmão, Mário Gardini por suas escritas abençoadoras e profícuas no nosso espaço virtual.

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  2. Bela ilustração Mário Gardini...
    Hoje em dia em nossa sociedade egoísta, onde, muitos olham aparências, roupas e etc, e esquecem de realmente olhar o que é mais importante, o coração das pessoas, a fé e o temor a Deus!!!!

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  3. A valorização da aparência em detrimento das virtudes interiores refletem a perversidade do coração do homem decaído.Nós que fomos resgatados pelo sangue de Jesus, devemos entender que o que os olhos veêm é supérfluo e superficial, tudo o que é visível um dia irá se corromper, mas o verdadeiro amor que procede de um coração cheio da graça de Deus, jamais acabará.Meus irmãos, que nosso olhar ultrapasse as fronteiras do que é tangível e palpável e que encontremos em cada ser humano o seu valor.

    Wesley A.Peronica

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