Teolatria

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

QUEM É O MEU PRÓXIMO? DE QUEM EU DEVO SER O PRÓXIMO? QUAL A PERGUNTA CERTA?


Uma excelente observação foi feita pelo teólogo batista norte-americano Warren Wendel Wiersbe acerca da pergunta do mestre e intérprete da lei feita para Jesus acerca do que fazer para herdar a vida eterna. Jesus lhe devolvera a pergunta, querendo saber como ele interpretava o que estava escrito na lei. Sabiamente, o homem respondeu o duplo resumo da lei: o amor a Deus (compromisso vertical) e o amor ao próximo (compromisso horizontal). Jesus lhe parabeniza pela resposta e tenta concluir: "Faze isto e viverás" (Lc 10.28). Entretanto, o homem prossegue a discussão na tentativa de justificar-se, dizendo: "Quem é o meu próximo?" Então Jesus lhe conta uma parábola, a do bom samaritano.

Wiersbe observa bem que aquele homem, que se achava sábio fez a pergunta errada. Ele perguntou "quem é o meu próximo?" e na pergunta-resposta de Jesus em Lc 10.36, Ele diz "quem foi o próximo do que estava caído?" Jesus não está preocupado em quem deve ser nosso próximo, mas para quem nós devemos ser o próximo?

É possível que na mente daquele mestre da lei estivesse o seguinte pensamento: "Quem é o meu próximo para que eu o ame como a mim mesmo?" É até um bom pensamento, mas não o completo suficiente para preencher o verdadeiro requisito da lei. Na mente de Jesus, portanto, estava o seguinte pensamento: "O meu próximo não é aquele a quem eu tenho que amar, mas aquele que pratica o amor por mim é que é o meu próximo"! Assim fica claro então que eu é que tenho que ser o próximo de alguém e não ter alguém como meu próximo. Aqui está a virada de mesa de Jesus: se eu penso em alguém como meu próximo, posso até estar com boas intenções, mas na opinião de Jesus, quando eu penso assim, no fundo eu estou querendo que esse alguém faça algo por mim, quando, na verdade, eu é que tenho que fazer algo por ele, sendo assim o próximo dele!

Na visão de Jesus, o próximo é o que faz, não aquele para quem se faz; o próximo é o personagem ativo, não o agente receptivo; é o que "faz aos outros aquilo que quer que os outros lhe façam" (Lc 6.31), antes mesmo que alguém lhe faça o que ele gostaria! É o que ama, não o amado! É o benfeitor, não o beneficiado! É o que leva o remédio, não o doente! É o tratador, não o tratado!

Temos essa tendência de perguntar quem é o nosso próximo porque é natural de nós fazermos acepção de pessoas. É muito fácil neste caso ser o próximo do meu amigo. Por isso, nem sempre tenho coragem de perguntar quem é o meu próximo, porque tenho medo de que a resposta seja um mendigo, uma criança abandonada, um viciado, um marginal. Na verdade, eles não são o meu próximo! Eu é que tenho que ser o próximo deles! Tomar a iniciativa é uma virtude da qual a igreja padece grande necessidade! Aprendemos muito facilmente receber, mas Jesus disse: "Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber" (At 20.35). Temos para dar, mas não queremos. Dar exige abrir mão e estamos acostumados a reter o que temos. Somos ótimos receptores e péssimos entregadores!

Agora, antes de perguntar quem é o meu próximo, vou olhar com uma visão diferente. Vou viver para ser o próximo de alguém!

Dia tes písteos.

Pr. Cleilson

3 comentários:

  1. Artigo muito pertinente para os nossos dias onde impera o individualismo. Cristianismo verdadeiro é aquele onde o cristão estende a mão aos necessitados, ele não pergunta quem deve ajudar, pois ele sabe que é seu dever amparar os que sofrem.Há sempre alguém para sermos seu próximo, talvez essa pessoa mora ao nosso lado e ainda não agimos corretamente até agora.Como está nossa vida? Estamos refletindo o amor de Deus aos outros? É algo para pensarmos.Que Deus nos ajude a sermos como aquele samaritano, alguém que se importa com as necessidades dos outros independente de quem seja.

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  2. Amem...quero ser o próximo de alguém. :0

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  3. Surpreendente! Esse artigo corrigiu nossa postura cristã, cuja missão é servir, de forma não passiva, de quem apenas espera, porém, de forma ativa,nos dispondo, nos oferecendo, providenciando e se entregando. Nesse artigo compreendemos melhor o ensino joanino: "Nisto consiste o amor - Cristo deu (iniciativa) a sua vida por nós e devemos dar a nossa vida uns pelos outros - I Jo 3.16

    Pr. Wellington Miguel
    Esmeraldas/MG

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