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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Diálogo nos relacionamentos - Caminho na luz, para liberdade e maturidade


Por: Pr. Wellington Miguel

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e sem Ele, nada do que foi feito se fez.” – Jo 1.1-3 

Antes a terra, estava sem forma e vazia, e havia trevas – Gn 1.2. Toda a natureza criada só veio a existir porque o “Verbo falou”!

Sem o verbo, sem a palavra, sem o diálogo, tudo em nossos relacionamentos fica sem forma, vazio e em trevas. Ninguém se entende, os propósitos ficam obscuros (confusos), não se constrói nada, não se gera nada, não há luz nem direção, não há alegria, nem parceria, nada fica bom e nem muito bom.

Antes da presença do pecado no mundo a palavra era instrumento exclusivo para trazer vida, comunicar vida, transmitir vida. Após a entrada do pecado no mundo através do homem, a palavra também foi sendo usada para promover o inverso daquilo para o qual fora criada. Agora o pecado usa a palavra para tornar as coisas em trevas, sem forma e vazia. A palavra mal utilizada promove esvaziamento de sonhos, de motivações, de forças provocando deformações nos relacionamentos.

A palavra tem poder. O propósito da palavra desde a criação do mundo foi construir, organizar e trazer vida. A palavra existe para comunicar vida. Em 1Jo 1.1 Jesus é chamado de o Verbo (ou Palavra) da vida. Veja, Jesus é o Verbo da vida e não da morte. Jesus comunicava vida. Até a Sua morte traz vida aos que creem.

Jesus é o Verbo de Deus. Ele é a Palavra. Quando Ele falou, o caos se organizou. Quando o Verbo falou, a primeira coisa que surgiu foi a luz Gn 1.3,4. A luz trouxe claridade, compreensão, possibilidade de se ver melhor a situação e, a partir daí, a melhor condição para começar a ordenar as coisas. Colocar tudo no seu devido lugar. Dialogar é lançar luz no problema que quer permanecer obscuro (confuso), sem nenhuma solução. O diálogo expõe o problema, a ferida, o aborrecimento, a insatisfação, o desgosto. E a finalidade não é piorar as coisas, mas dialogar de maneira inteligente e sábia a fim de ordená-las, resolvê-las de maneira construtiva e não destrutiva, encontrando caminhos de solução e cura para que haja restauração da relação que não pode ser interrompida.

A opção pelo silêncio mediante um conflito pode não ser a melhor postura, pois o silêncio pode representar indiferença, falsa paz, fuga da confrontação das ideias, enfim, o silêncio pode representar trevas.

Em 1Jo 1.7 João diz que se andarmos na luz como Deus na luz está, mantemos comunhão. Veja que devemos andar. Andar indica ação, movimento constante. É um movimento na luz. É um modo de ser. Esse andar na luz mantém (sustenta, conserva, cultiva) a comunhão (relacionamento). Lembramos que luz é diálogo compreensivo, é o diálogo que busca entender, respeitar, acolher, compadecer e curar. Que se conclui? Se andarmos no diálogo compreensivo, conservaremos o relacionamento.

O mais importante ainda está por vir. Ainda em 1 Jo 1.7 diz que o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado. O que isso quer dizer? Quer dizer que, no diálogo compreensivo, as pessoas num relacionamento conseguem liberar o perdão um para o outro e, se assim o fazem, eles também recebem o perdão de Deus – Mt 6.14,15. Os íntimos que não se perdoam também não recebem o perdão de Deus.

Andar na luz é expor o problema, o pecado, o erro, não para o apontamento, julgamento e condenação, mas para a libertação, cura, renovação, reconciliação e alegria.

O problema dos nossos problemas é a maneira como lidamos com o problema. Augusto Cury diz que “em muitas ocasiões o problema do doente não é a doença do doente, mas o próprio doente”, o problema do doente é a maneira como ele lida com a doença. Ciro Lima e Iara Diniz no seu livro “Edificando um novo Lar” afirmam que “os conflitos são desafios para um crescimento a dois”.

O diálogo precisa ser um trânsito livre e uma pista de mão-dupla. Andar na luz significa liberdade para falar e saber que serei ouvido, compreendido, aceito. Em alguns momentos de diálogo entre um casal, um mal começou a falar, o outro imediatamente interrompe como se já soubesse o que vai ser falado. Isso reprime, desrespeita e priva o outro do seu direito. O direito de expressão (confissão). Talvez o outro não vai ouvir porque tem medo de ser denunciado. Qual é o problema? Ninguém nasceu pronto para a vida. O diálogo é a oportunidade de me conhecer através do o outro.

No diálogo, o outro se torna um espelho. Ele começa a dizer como estou, como sou, como falo, como me comporto. E aquilo começa a incomodar. Ótimo! Ótimo? É ótimo! Você está se conhecendo. Você é exatamente o que ele ou ela está dizendo. O diálogo é maravilhoso. Ele é libertador. A liberdade está no conhecimento de mim mesmo a partir do outro. E então? Então, continue ouvindo! Porém o espelho não tem só a função de demonstrar o que está desagradando. O espelho também mostra o que melhorou.

O diálogo é também uma ótima maneira de celebrar e comemorar. O diálogo celebra as melhoras, as mudanças, o crescimento, ainda que sejam pequenos. O diálogo faz festa sem gastar um centavo, alegra mais do que o vinho e sustenta mais do que o alimento festivo.

Como disse, o diálogo precisa ser um trânsito livre. Não congestione, deixe o outro falar, ouça, observe, pense, ore no seu espírito, reconheça, por mais simples que seja o que se fala, pois nenhuma ideia que está sendo expressa em palavras é inútil. O que está sendo falado tem fundamento, tem uma razão. Até um louco quando fala, ele tem uma razão, um “porquê” interessante e que merece atenção, não despreze nenhum pensamento, nenhuma fala. Depois de ouvir tudo o que foi dito e, depois de ter valorizado, agora é a hora da pista de mão-dupla. Pois, por outro lado, tem gente que só quer falar, e o pior, quer ter a razão em tudo. A pista de mão-dupla quer dizer que vou falar, mas também vou ouvir. Então se prepare. Prepare-se, pois, talvez você não receberá aprovação em tudo o que foi falado, mas ouça, observe, pense, ore no espírito, reconheça. Afinal de contas estamos aprendendo. Diálogo é isso: ser pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar –Tg 1.19. Esse é o caminho para a maturidade do diálogo nos relacionamentos.

Há poder em suas palavras, poder para trazer à existência o que não existe, poder para fazer renascer sonhos, poder de valorizar o que está desvalorizado, poder para declarar a cura, poder para abrir os olhos, os ouvidos e a mente, poder de libertar, poder de fazer coisas que nem mesmo aquele que fala pode imaginar. Então, fale, dialogue, edifique, construa, organize e desfrute.

“A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto” - Pv 18.21

Soli Deo Gloria

Pr. Wellington Miguel

Fone: (31) 3661-9102/(31) 8814-3635 – e-mail: wellibete@yahoo.com.br

Pr. Wellington Miguel é pastor
na IMVC da cidade de Esmeraldas/MG
e pós-graduado em Teologia na área
de Aconselhamento

3 comentários:

  1. Como eu posto os artigos do amado Pr. Wellington, tenho o privilégio de ser o primeiro a comentar.

    Seus artigos são profundos, possuem a mágica de penetrar a alma do leitor, de mexer no mais endurecido coração!

    Isso ele recebeu de Deus como um dom, uma graça, uma 'charismata' do Pai. Deus continue te usando, meu querido.

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  2. Uma grande verdade que acabei de ler. Peço a Deus que nos ajude a praticar, pois assim muitas feridas vão sumir de nossas vidas.

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  3. Muito boa postagem Pr. Wellington, hoje nós temos muitos meios de comunicação, mas percebo que quanto mais meios de comunicação exitem mas distante as pessoas estão ficando umas das outras, próximos e distantes ao mesmo tempo, quase não se cultiva o diálogo entre vizinhos, e as famílias que trocaram o diálogo pelos programas de televisão e outros, muito triste isso diante de tantos benefícios que foram falados aqui. Que venhamos usar todos os meios que possuimos para dialogar com as pessoas, mas sempre que possível façamos isso pessoalmente, pois, nada substitui o aperto de mão e o abraço fraternal.

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