Teolatria

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

RELATIVISMO - UM COMICHÃO NOS OUVIDOS DO SÉCULO 21


O relativismo é a filosofia que ensina que cada um tem sua verdade, que não há verdade absoluta, não há um padrão único pelo qual alguém possa ser direcionado, pois aquilo que é verdade para alguém pode não ser para outro.


Essa filosofia nada mais é do que uma das várias formas pelas quais o mundo hodierno encontrou para fugir da verdade de Deus. Já que a verdade absoluta incomoda a humanidade dos nossos dias, então se desenvolveu essa ideia de que cada um tem sua verdade e não se deve incomodar os outros com aquilo que você acha que é a verdade.


Embora pareça recente, essa proposta vem do diabo desde o Éden. Ele conseguiu relativizar a verdade de Deus de tal modo que, por fim, chegou a negar descaradamente a verdade de Deus, levando o homem à ruína. Ele tentou isso com o Filho de Deus também, entretanto, Jesus estava apegado à Verdade Absoluta, que é a Palavra de Deus e, como o próprio diabo sabe que esta é a Verdade, então ele não pôde resistir ao Senhor Jesus e teve que ir embora!


O apóstolo Paulo disse que haveria um tempo em que as pessoas não suportariam a sã doutrina; mas tendo comichão nos ouvidos, tais pessoas amontoariam para si mestres segundo suas cobiças (2Tm 4.3,4). Já chegou esse tempo. A sã doutrina é a verdade absoluta da Palavra de Deus. Ela continua sendo a mesma, não muda, embora o mundo queira mudá-la e muitos escarneçam dela, afirmando que está ultrapassada. Mas, como Jesus disse, as palavras dEle não passarão, podendo passar céus e terra. Se a Palavra de Deus fosse como o mundo quer que ela seja, ela já teria caído no esquecimento...


O tempo vai passando e a verdade da Palavra de Deus incomoda mais ainda os ouvintes. Então o relativismo passa a ser uma espécie de remédio para aliviar a coceira que eles têm nos ouvidos, de modo que se torna uma desculpa para arranjarem vários tipos de mestres que ensinam exatamente aquilo que eles querem ouvir. Ao ouvirem o que querem, as pessoas do nosso século não se sentem culpadas, não sentem a necessidade do arrependimento, não têm receio da condenação, pensam que Jesus é um pop-star, um cara legal, um parceiro da hora que vai aceitando nossa proposta de vida e não está aí pra julgar ninguém. Se alguém prega a verdade absoluta da Palavra, então é rejeitado. Os ouvintes do século 21 dizem que essa é a verdade dele que, aliás, está caduca, eles não precisam ouvir mais isso.


Muitos pastores, pregadores e mestres, ao perceberem que ficar com a Palavra de Deus não dá mais ibope, não arrebanha mais pessoas, nem arrecadam mais dinheiro, resolveram ceder à exigência da maioria: tornaram-se mestres das cobiças deles, agora ensinam o que eles querem ouvir, tornaram-se negociadores no meio do Evangelho, vendilhões de bênçãos, injetores de autoestima, impressionistas, marketeiros (estabelecendo até mesmo metas financeiras e de número de fiéis, como as empresas), palestrantes motivacionais por trás dos púlpitos, cantores da onda da vitória, da prosperidade, da ressurreição dos símbolos do Antigo Testamento, adoradores de Mamom e tantas outras loucuras mais, que nem cabem aqui nesse artigo...


O pior é que deu certo (mas ao mesmo tempo deu errado). Os templos se enchem, mas as vidas não mudam; o número de evangélicos cresce, mas as orações e jejuns diminuem; consagra-se mais e mais pastores, mas suas pregações são vazias de Bíblia; multiplicam-se células, mas dividem-se igrejas; arrecada-se mais dinheiro, mas a pobreza e miséria espirituais aumentam; aparecem muitas curas, mas o povo continua cego.


Alguém disse certa vez que falar assim é coisa de pastor de igreja pequena, que não cresce. Está movido por inveja, ao ver que outras igrejas crescem enquanto a sua não. Em alguns casos pode até ser, mas não vamos nos esquecer de que há muitos outros casos que refletem apenas o zelo de ver a igreja como ela deveria ser, comprometida com a verdade absoluta. Assim como também nem todo crescimento de igreja é falso. Mas se todas as igrejas mantivessem a verdade absoluta, será que haveria esse crescimento estrambólico de evangélicos sem conversão? Não. Sabe por quê? Porque tais pessoas (com coceira nos ouvidos) ao ouvirem a verdade absoluta numa igreja e não gostassem, iriam para outra, mas iriam ouvir a mesma verdade. E se fosse para outra, ainda ouviriam a mesma verdade! E nessa sua fuga, tais pessoas só teriam duas alternativas: "ou eu me converto de verdade, ou esse negócio de crente não é pra mim"!


O problema é que quando tais pessoas ouvem a verdade da Palavra numa igreja comprometida com a Bíblia e não gostam, procuram outra e rapidamente encontram aquilo que dá uma coceirinha gostosa nos ouvidos e ficam por ali. Paulo disse que eles "amontoariam" mestres, mas não precisam disso, porque já encontram prontos tais mestres para falarem o que querem ouvir.


Meus queridos, onde fica a Bíblia nessa confusão toda? Não podemos usá-la de maneira irresponsável. Não podemos dar à Bíblia ou aos seus textos significados que eles não possuem. Não podemos torcer a Palavra para dizer o que nossos ouvintes querem ouvir. Ela é a Verdade Absoluta, pois Seu Autor não muda! Não podemos ceder ao relativismo do nosso século só pra ver nossa igreja crescer. Crescimento a todo custo não é saudável. É preferível mantermos a integridade, mesmo com um crescimento lento e termos mãos limpas diante do Trono Branco!


Digamos NÃO ao relativismo do nosso século, pois ele desmorona com qualquer senso moral, uma vez que deixa a verdade servir ao gosto de qualquer um. Se não há padrão de verdade, então quem pode dizer que nossa lei constitucional é justa? Quem pode condenar um assassino, se para ele sua verdade é aquela? Quem pode dizer que um adolescente está errado ao desobedecer seus pais, se ele pensa que tem razão? Temos que ter um padrão, senão as coisas perdem seu fundamento. E este padrão está na Palavra de Deus, porque como disse Jesus: "A Tua Palavra é a Verdade" (Jo 17.17).


Dia tes písteos.


Pr. Cleilson

3 comentários:

  1. Recentemente conversei com um amigo sobre esse lamentável quadro da Igreja "cristã" e, concluímos que nossa decisão deverá ser, nadar contra essa correnteza, tratar nosso coração pastoral e manter-nos àquilo que a sã doutrina propõe: "Pregue a Palavra" - II Tm 4.2

    Forte abraço, meu amigo Rev. Cleilson

    Wellington Miguel
    Esmeraldas/MG

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  2. Esse artigo reflete o cenário eclesiástico comtemporâneo.É necessário haver uma reforma no meio evangélico, um retorno a observância e prtática das sagradas escrituras.Só teremos uma igreja saudável quando os pastores se voltarem para Deus arrependidos de seus pecados e abandonarem os modismos e se renderem incondicionalmente aos princípios da palavra de Deus.Contudo, devemos também louvar a Deus pois ele sempre reverva seus remanescentes, sempre há um povo que o teme e que não abre mão de forma alguma de pregar a verdade absoluta que se encontra nas escrituras.

    Wesley Peronica

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  3. Graça e Paz!

    Uma palavra edificante e maravilhosa!

    Aislan

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