Teolatria

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quinta-feira, 15 de março de 2012

QUANDO O PERDÃO INCOMODA MAIS QUE O RANCOR

 

“Aquele que não pode perdoar destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar”, dizia George Herbert, um poeta, sacerdote e orador do país de Gales, no século 17. Nossos dias são marcados por uma enorme correria ativista, onde não se percebe a fragmentação que é deixada nos relacionamentos. Somos produto do meio. Então, se o meio em que vivemos é apressado e oportunista, nós também nos tornamos assim. Ferimos pessoas sem sequer percebermos que isso aconteceu. E, além disso, nos esquecemos facilmente de como magoamos os outros. Mas quem foi ferido não esquece. E é exatamente aqui que a estrada para e o corre-corre não faz mais sentido. Quando se sente a mágoa e a dor...

Geralmente ferimos mais aqueles com quem nosso relacionamento é mais contínuo. Já parou para pensar como nos damos bem com “os de fora” enquanto dentro de casa a tensão é inevitável? Por que isso se dá? Porque quanto maior for a intimidade, maior será o atrito do relacionamento e, consequentemente maior é o desgaste! Eu penso em um exemplo corriqueiro: a relação de uma motocicleta, normalmente é composta de corrente, coroa e pinhão. Por isso mesmo, esse conjunto de peças se chama “relação”. Devido ao atrito (relação) entre si, elas se desgastam com o tempo e, por mais que se cuide, é preciso fazer trocas periódicas. Assim são nossos relacionamentos. Quando se desgastam precisamos renovar a relação. A motocicleta continua a mesma, mas a relação tem que ser substituída. Não troque de amigos, renove a relação. Não troque de cônjuge, renove a relação. Não troque de emprego, renove a relação e assim por diante.

Uma pessoa machucada pode travar o andamento da sua própria vida e da vida daquele com quem se relaciona. Aqui entra o perdão. A palavra perdão no grego bíblico significa “deixar ir livremente”. Enquanto eu não perdoo, estou de algum modo prendendo aquela pessoa a mim, à minha amargura, à minha circunstância. Ao perdoar, eu permito a liberdade, o desprendimento, a leveza da brisa que rodeia o meu rosto e do meu próximo. Isso é perdão! Veja que contraste: enquanto não perdoo, mantenho a pessoa presa, sem contudo tê-la de verdade; depois que libero o perdão, liberto a pessoa, todavia, tendo-a junto a mim... a verdadeira liberdade prende, atrai, ajunta, só que espontaneamente.

E quando é que o perdão dói mais que o rancor? É quando falta humildade. Perdoar dá a entender a alguns que é atitude de quem está por cima, enquanto pedir perdão dá a entender que é atitude de quem está errado e precisa se humilhar. Na verdade, este conceito só pode ser aplicado a Deus, pois Ele é o único que está por cima e decidiu nos perdoar por Sua graça, enquanto nós é que estamos errados e precisamos nos humilhar. Mas entre seres humanos, isso não se aplica da mesma forma, pois estamos no nível do pecado e sempre erramos uns com os outros. Sendo assim, perdoando ou pedindo perdão, nossa atitude deve ser sempre a de humildade e reconhecimento de que somos imperfeitos e mesmo assim precisamos uns dos outros. Que o perdão seja a ponte que nos faça alcançar o outro lado, onde tem alguém preso a nós pelas correntes do rancor e da mágoa precisando ser livre para voltar a nós por essa ponte que nos interliga...

Dia tes písteos.

Pr. Cleilson

2 comentários:

  1. Concordo com o Pastor quando escreveu que o relacionamento quanto mais íntimo se desgasta mais.Peço muito a Deus para me fazer melhor em meu lar, ser um pai mais amoroso e um esposo que ame incondicionalmente a esposa.É no lar onde a pratica do perdão se mostra mais presente, pois via de regra deixamos a natureza caída se sobressair sobre o desejo do Espírito para nós, então passamos a agir como loucos e só depois é que vamos ver o quando nos afastamos do propósito de Deus.Eu peço a Deus que me dë um coração humilde, tanto para perdoar como para pedir perdão.É fato que o perdão cura as feridas da alma.Ele nos liberda da gaiola da angustia e da opressão.

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  2. Amado Pr. Cleilson, esse precioso texto me fez lembrar das palavras do Senhor: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo - Lc 23.34. Parece estranho esse pedido, pois, eles sabiam, de certa forma, o que faziam, porém não sabiam da intensidade da dor, não sabiam que estavam matando o Autor da vida, etc. O perdão é devido porque, aqueles que estão ofendendo, na verdade, não sabem o quanto estão ferindo.

    Forte abraço!

    Pr. Wellington
    IMVC Esmeraldas/MG

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