Teolatria

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segunda-feira, 19 de março de 2012

O SISTEMA, O PODER E A REVELAÇÃO

 

O sistema está impregnado em todo lugar. É uma interligação de vários elementos que buscam desempenhar uma determinada função. Todos estes elementos visam um alvo em comum. Eles seguem uma visão e, para chegar ao propósito determinado, utilizam-se de meios chamados métodos ou modelos. Empresas têm seu sistema, a política também, a igreja, a família, as redes de comunicação, os aparelhos cibernéticos, enfim, o sistema é o que faz o “mundo girar”.

O poder é a autoridade conferida, a capacidade de exercer soberania e domínio. A sociologia define poder como “a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, mesmo se estes resistirem de alguma maneira”. Há o poder político, o poder militar, o poder religioso e outros que exemplificam como alguém pode estar investido de comando sobre uma pessoa ou um grupo de pessoas.

O que seria, então, a revelação? Suponhamos que alguém é inserido num determinado sistema e investido de poder sobre um determinado grupo de valores ou de pessoas. A revelação entra em cena. Ela expõe publicamente o caráter de tal indivíduo, mediante o poder que lhe foi conferido dentro do sistema em que foi enquadrado. A título de exemplo, não podemos deixar de nos lembrar de quantas pessoas que eram humildes membros de igreja tornaram-se arrogantes pastores, porque não souberam lidar com o sistema e nem com o poder de domínio eclesiástico...

Separando assim nossa consideração, passamos a entender o que acontece com a maioria das pessoas que entra no sistema político. Tais pessoas passam a obter um poder, um domínio com o qual não estão acostumados a lidar. O poder político domina pessoas e o sistema político facilita a ganância. Então vem a revelação do caráter do indivíduo. Dono de um poder estranho e dentro de um sistema pronto e fechado na corrupção, seu caráter é revelado em uma de duas maneiras: ou ele se mantém digno, o que mostra que não foi modelado pelo sistema, nem pervertido pelo poder, ou ele se corrompe, o que mostra que essa corrupção já havia nele, apenas faltava-lhe a oportunidade para ser revelada.

Concluindo, então. O poder não corrompe, ele revela. Quem rouba na política, não é porque se tornou ladrão depois de político, mas porque já era em potencial, bastando apenas a oportunidade para revelar seu caráter. Por isso, nem mesmo os que se dizem cristãos estão isentos deste mal. Afinal, são quatro ou oito anos diante da facilidade de dominar e se perverter. Pelo fato de os escândalos políticos serem tão corriqueiros no nosso país, muitos cristãos já não se preocupam em ser diferentes, afinal, é mais fácil descer com todo mundo correnteza abaixo, do que nadar contra ela. O conselho do apóstolo Paulo é sabido de cor, mas desprezado quase que por completo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

Dia tes písteos.

Pr. Cleilson

3 comentários:

  1. De fato o problema do ser humano não está no sistema, este é malígno, contudo cabe ao homem a responsabilidade de se deixar levar pelo mesmo ou não.A raiz do problema está dentro de cada um de nós.O sr foi feliz Pr.Cleílson, em escrever que o cidadão não ficou desonesto por que entrou na política e sim que ele já era um desonesto ou ladrão em potencial, a política foi só uma espécie de espelho que revelou o verdadeiro caráter do tal político.Sejamos daqueles que nadam contra a maré da perversidade desse mundo.A vontade de Deus é que exalemos o bom perfume de Cristo vivendo uma vida íntegra, mesmo se estivermos exercendo um cargo de autoridade, seja ele na política, na igreja, numa empresa qualquer ou em outro ramo da sociedade.O cristão verdadeiro é aquele que influencia seu meio e nunca se deixa ser influenciado.

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  2. Bem observado, querido irmão. Que isso se estenda a todos os lugares onde nós estamos inseridos.

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  3. olá Prkêu!
    realmente faz sentido toda essa observação.

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