terça-feira, 30 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0708 - QUEM VAI REQUERER TUA ALMA?

 


Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12.20).


As pessoas desenvolveram uma mentalidade errada acerca de quem vai pedir a alma do ser humano. Muitos pensam que a morte vem com capuz e foice, outros acham que o diabo pode requerer a alma de alguém que foi muito mau, ainda outros pensam que a alma volta em outro corpo e por aí se levantam diversas teorias e pensamentos populares.

Todavia, a Bíblia nos diz que quem vai requerer a alma do homem é Deus. O que o diabo faria com uma pessoa no inferno? Absolutamente nada! Ele não tem poder nem aqui, exceto pela permissão de Deus, no inferno então, ali é que ele não terá mesmo poder nenhum sobre ninguém!

O inferno é de Deus e não do diabo. O inferno pertence a Deus tanto quanto o céu, a terra, o mar, todo o universo, visível e invisível. O diabo não é dono de nada e Deus é dono de tudo. No céu, Deus demonstrará Seu amor e no inferno Sua justiça! No céu estarão os filhos do amor de Deus e no inferno os filhos da ira de Deus (Jo 3.36; Ef 2.3). Os pés de Deus esmagarão os ímpios no inferno, enquanto Seus braços acalentarão os crentes no céu!

Alguns dizem que Deus não lança ninguém no inferno, mas Jesus disse o contrário: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28). Somente Deus pode fazer perecer no inferno. O diabo não tem esse poder. Aliás, o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41). No último dia, ele será lançado ali e sofrerá pior do que todos os anjos que caíram com ele e do que os ímpios que foram enganados por ele (Ap 20.10).

Nós devemos avisar às pessoas acerca disso. Por pensarem conforme o conceito popular, o temor delas se direciona para o ser errado. Não é ao diabo que devemos temer e sim a Deus. A ênfase na bondade de Deus levou muitas pessoas ao engano de que Deus não tem ira e nem exerce justiça e, se exerce, quando muito, é aqui na terra mesmo. Não, meus amigos! A ira de Deus é santa e justa tanto quanto Seu amor. Deus condena com ira total um ímpio, ao mesmo tempo em que sorri amavelmente para um salvo!

Devemos nos lembrar de que fomos salvos não do inferno ou do diabo, mas fomos salvos de Deus. Ele nos salvou dEle mesmo. Não tínhamos dívida com Satanás, mas éramos devedores eternos de Deus! O diabo não era ameaça para nós, mas Deus sim. A ira do diabo é pecaminosa, injusta e maldosa, mas a ira de Deus é santa, justa e correta! Só somos salvos da ira de Deus por meio do sangue do Seu Filho: “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5.9).

De quem você agora está com medo? Sim, deve ser de Deus mesmo. No entanto, Ele, por ser amor, enviou Seu Filho para resolver essa questão por nós. Uma vez que você confia sua eternidade a Cristo, então você é retirado de debaixo da ira de Deus para estar eternamente protegido por Seu imenso amor!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0707 - A FÉ E O GRÃO

 


E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível” (Mt 17.20).


Muitas vezes ouvimos dizer que Jesus queria que Seus discípulos tivessem fé do tamanho de um grão de mostarda. Mas, na realidade, Jesus não estava falando do tamanho da fé e sim do seu efeito.

Observe que o texto não diz do tamanho de um grão e sim “como um grão de mostarda”. Aliás, Jesus condenou o tamanho da fé, quando disse que eles não puderam realizar o milagre porque eram de uma fé pequena. Porém, ao explicar-lhes como deveria ser sua fé, Ele ilustrou usando o exemplo de um grão de mostarda, nada a ver com o tamanho.

Também, o assunto de fé aqui não se refere à fé salvadora e sim à fé miraculosa. A fé salvadora é dada a todos os salvos igualmente. Já a fé miraculosa é aquela pela qual o indivíduo crê que Deus fará milagres, uns creem mais, outros menos.

O grão de mostarda é realmente pequeno, como Jesus contou em uma de Suas parábolas (13.32). Entretanto, quando aplicada na terra, torna-se a maior das hortaliças! É disso que Jesus está falando. Sua fé miraculosa pode ser pequena sim, mas se ela for como um grão de mostarda, certamente fará milagres, pois ela será plantada no terreno certo, que é a Palavra de Deus.

Esta fé não é algo subjetivo, como se o milagre dependesse da minha fé e sim algo objetivo, ou seja, o objeto da minha fé é a Palavra de Deus. Se Deus falou, então eu creio e aquilo vai acontecer. E de fato Deus havia falado. Jesus, que é Deus, diz Mt 10.1, “deu-lhes autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades”. Os discípulos experimentaram antes o poder dos milagres em nome de Jesus.

Mas agora não puderam expulsar o demônio do filho daquele homem! Por quê? A fé diminuiu. Eles haviam crido na autoridade que Jesus lhes dera, mas agora, ao que parece, confiaram não mais na Palavra e sim em sua própria autonomia! Eis o segredo do fracasso. Jesus censurou a todos ali presentes: “Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?” (v. 17).

Não importa o tamanho de sua fé. Importa que você plante sua fé no terreno certo. Se Deus falou, então pode executar e o resultado virá. Porém, se você tiver uma fé muito grande, maior do que todos na igreja, de nada adiantará se você tentar realizar algo que não foi aprovado pela ordem de Deus. Fé não é ter confiança para fazer o que eu quero e sim ter confiança para fazer o que Deus mandou.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0706 - MANDAMENTO E ENSINO

 


Ordena e ensina estas coisas” (1Tm 4.11).


As últimas décadas da humanidade estão sendo assustadoras. Há vários sentidos em que isto é verdade, mas especialmente no que diz respeito a relativizar tudo, inclusive a verdade da Palavra de Deus. A Bíblia tem sido vista pela nossa geração como um livro de religião, semelhante aos demais livros religiosos que existem.

O enfraquecimento moral da nossa sociedade cristã surge deste mesmo conceito. No meio dos crentes há aqueles que dizem que a Bíblia precisa ser reinterpretada, reformulada e até mesmo rejeitada! Já existem cristãos que não afirmam mais que Jesus é o único caminho para Deus! Dizem também que é possível alcançar a salvação por outros meios que não o evangelho! Em breve as bases eclesiásticas estarão tomadas por estes conceitos relativistas.

Porém, o que o apóstolo Paulo diz a Timóteo, é que tudo o que ele estava lhe ensinando deveria ser uma regra de fé e prática. As cartas de Paulo, bem como as demais Escrituras, deveriam ser tomadas como verdades absolutas, vindas da parte de Deus, por meio da revelação de Jesus Cristo, mediante o Seu Espírito Santo!

Quando Paulo diz a Timóteo que “ordene” estas coisas, isto é, a sua doutrina, ele usa a palavra parangéllō. Para quer dizer “ao lado de” e angéllō dá origem à nossa palavra “anjo”, que quer dizer “mensageiro”, neste caso, a mensagem. Não é apenas uma proclamação de uma mensagem, mas estar autorizado a cobrar, a dar um comando que passou por todos os canais apropriados para fazer a exigência da mensagem!

Há pessoas que pensam que a doutrina bíblica é só para ser ensinada, mas não é o que vemos aqui. Paulo, além de ordenar a Timóteo que “ensine” (os verbos estão no imperativo), ele também exige que Timóteo “ordene” à igreja aquilo que ele, Paulo, estava lhe escrevendo.

A doutrina bíblica não é um conjunto de opiniões que você pode escolher o que vai e o que não vai obedecer. Se você se diz crente em Jesus Cristo, você está submetido inteiramente ao que os Seus apóstolos disseram através de suas cartas. O que eles dizem não é opinião, é mandamento!

Os que foram chamados para a área do ensino e da liderança na igreja, devem também cobrar, ordenar, mas, acima de tudo, ensinar estas coisas. É claro que não se pode exigir o que não se ensinou, mas também não se pode ensinar e não se exigir.

Ao se exigir também não se pode fazer de modo a transparecer perante a igreja que o líder é inerrante ou infalível. Há líderes que cobram de maneira hostil e tirânica. A cobrança realmente deve ser feita, mas em espírito de brandura e amor. Entretanto, vai se enrijecendo à medida que o ouvinte se demonstra cada vez mais incorrigível.

Aprender da Palavra é bom, mas não se pode separar o ensino da exigência. Mandamentos são ordenanças porque quem os deu foi Deus e Ele, por definição, é autoridade. Seus filhos Lhe obedecem por aprendizado e amor, mas também por dever!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0705 - COMO MORRE UM SERVO DE DEUS

 


Também houve outro homem, Urias, filho de Semaías, de Quiriate-Jearim, que profetizava em nome do Senhor e profetizou contra esta cidade e contra esta terra, segundo todas as palavras de Jeremias” (Jr 26.20).


Um profeta quase desconhecido de todos os leitores da Bíblia é o profeta Urias. Ele viveu na mesma época de Jeremias e sua profecia era correta da mesma forma que a profecia de Jeremias. Ainda possuía a mesma semelhança em seu conteúdo, que era conteúdo de condenação para o povo de Jerusalém, que não se arrependia de suas maldades.

O rei Jeoaquim, quando ouviu as palavras do profeta Urias, procurou matá-lo, mas Urias fugiu para o Egito (v. 21). Jeremias, ao contrário, se entregou à vontade dos que também desejavam matá-lo (v. 14). No entanto, havia um homem influente que protegia Jeremias (v. 24).

Porém, de nada adiantou a Urias ter fugido para o Egito, pois o rei enviou capatazes sob a liderança de um homem chamado Elnatã para capturarem Urias lá no Egito (v. 22). Ele foi trazido de volta à presença do rei Jeoaquim, que mandou que fosse executado ali mesmo e seu cadáver foi lançado “nas sepulturas da plebe”, isto é, numa cova qualquer (v. 23).

Os servos de Deus são usados por Deus da forma que o próprio Deus quer. Eles são usados para levar Sua Palavra e, enquanto estiverem pregando a mensagem de Deus, nada pode lhes acontecer! Eles têm de cumprir seu chamado. Mas encerrando o chamado, os homens de Deus podem ser recolhidos por Deus por meio da morte, independente se trágica ou não.

Os dias de Urias tinham se encerrado como profeta de Deus em Jerusalém. Sendo assim, Deus o entregou nas mãos dos rebeldes para ser morto. A nós, nos parece ser injusto. Já o caso do profeta Miqueias, nos dias do rei Ezequias, que também profetizou contra o povo, o resultado foi diferente. O rei Ezequias temia a Deus, deu ouvidos às palavras de Miqueias e não o matou (vs. 18,19).

Depois da morte do profeta Urias, Jeremias ainda ficou vivo, mesmo pregando suas duras palavras. Os conspiradores de sua morte se reuniram e acharam por bem não matá-lo. Mas isto porque seu ministério ainda não havia acabado. Deus havia dito a Jeremias, desde que o chamou, que ele seria protegido das ameaças do povo rebelde (1.18,19).

Mas a tradição judaica diz que, no fim do ministério de Jeremias, ele foi levado pelos líderes de Jerusalém para o Egito e lá ele foi também assassinado. Havia acabado a obra que ele fora chamado a fazer. A tradição também diz que Isaías, bem antes de Jeremias, foi serrado ao meio pelo rei Manassés. Assim, Deus livrou alguns e outros não.

O autor aos Hebreus mostra essa diferença. Enquanto uns “fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada” (vs. 33,34), outros “foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada” (v. 37). Se foi trágica sua morte ou não, o que importa é como tenha sido fiel em sua vida. Não interessa como um homem de Deus morreu e sim como ele viveu.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0704 - SE DEUS NÃO PODE SER TENTADO PELO MAL, COMO JESUS FOI TENTADO PELO MAL?

 


Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” (Tg 1.13).


Quando lemos que Deus não pode ser tentado pelo mal e, ao mesmo tempo, encontramos nos Evangelhos que Jesus foi tentado, pode-se dar margem à pergunta: se Deus não pode ser tentado pelo mal; se Jesus é Deus; se Ele foi tentado pelo maligno; como fica essa questão?

Primeiramente, devemos traduzir a palavra “mal” aqui em Tiago e a palavra “maligno”, que se refere frequentemente a Satanás, no NT. Há duas palavras gregas para “mal”. Uma se refere aos males do mundo caído, ou seja, os males como doenças, acidentes, imprevistos e coisas afins. É a palavra grega kakós. Já a palavra ponerós, que muitas vezes foi também traduzida por “mal”, se refere ao mal personalizado, isto é, o maligno.

A palavra que Tiago está usando aqui é a palavra kakós. Ele está dizendo que Deus não pode ser tentado pelos males do dia a dia e, de fato, não pode mesmo. Essas coisas não atingem a Deus. Ainda que Jesus, mesmo em carne, não tendo deixado de ser Deus, passando por todas as privações e aflições do mundo caído, como pobreza, padecimento e dores, mesmo assim, Ele não podia ser tentado por esse tipo de mal. Tais coisas não constituíam uma tentação para Ele.

É disso que Tiago está falando. Ele está dizendo que os contratempos do mundo caído não podem atingir a Deus, nem mesmo o Deus encarnado, ainda que estivesse sujeito a passar por tudo isso. Isso que quer dizer “Deus não pode ser tentado pelo mal”.

Já no que diz respeito ao mal personalizado, Deus em carne foi tentado sim. Os Evangelhos nos mostram claramente isso. O maligno (ponerós) tentou Jesus e Jesus é Deus. O que Tiago está dizendo é que, para nós, os males do mundo caído se constituem em tentação, uma vez que, quando passamos pelas aflições deste mundo, logo se manifestam as cobiças do nosso coração contra Deus.

O maligno, que é o mal personalizado, pode nos tentar usando os males do mundo caído, inclusive foi o que ele fez contra Jó. Mas contra Jesus, o maligno não pôde usar nada deste mundo caído para tentar Jesus, porque Jesus, sendo Deus, não pode ser tentado pelo mal, isto é, pelos males do cotidiano. Por isso, o diabo teve que usar outros recursos para tentar Jesus.

O alerta de Tiago é que nós somos facilmente envolvidos na tentação, porque a semente do pecado já está em nosso coração. Não é Deus quem está nos tentando, não é Ele quem nos induz à tentação, afinal, quando Deus ordena alguma coisa, isso deve ser feito e pecado é exatamente não fazer, mesmo assim, Ele nos coloca em situações de tentação para nos testar, mas não para nos induzir a pecar. O Espírito Santo também levou Jesus ao deserto para ser tentado, porém, Ele mesmo não tentou Jesus, senão o diabo.

Nossas tentações são testes. Os males deste mundo caído já nos induzem à tentação naturalmente. Deus nos coloca diante deles e diante de nós mesmos, para que conheçamos o ambiente em que vivemos e também a nós mesmos, como somos pecadores, inclinados para o mal e que necessitamos da graça de Deus para vencermos antes que as tentações, as nossas inclinações.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

domingo, 21 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0703 - DEUS CONFIRMA SEU SACERDOTE



O bordão do homem que eu escolher, esse florescerá; assim, farei cessar de sobre mim as murmurações que os filhos de Israel proferem contra vós” (Nm 17.5).


Diante de tantas murmurações do povo de Israel contra o Senhor, Deus sempre respondia com alguma evidência de Sua presença ou da confirmação de Seus servos. A terra engoliu Coré, Datã e Abirão para comprovar a liderança de Moisés, maná desceu do céu para confirmar a presença e o cuidado de Deus pelo Seu povo, Miriã ficou leprosa por questionar a autoridade de seu irmão e não foi diferente no episódio aqui relatado em Nm 17.

Diante do questionamento de muitos líderes de tribos acerca do sacerdócio de Arão, Deus ordenou que cada chefe de tribo trouxesse um galho de amendoeira com seu nome e de sua tribo escritos nele. Arão representava a tribo de Levi, à qual pertencia. Aquele a quem Deus houvesse escolhido para ser o sacerdote, seu bordão, milagrosamente iria florescer como prova do chamado de Deus.

Naquele dia, os 12 chefes das 12 tribos, colocaram seus galhos de amendoeira perante a Arca da Aliança. Somente a vara de Arão floresceu! E, além disso, ela também produziu flores e deu amêndoas (v. 8)! Desta forma, o Senhor testificou que havia escolhido Arão realmente para ser o intercessor de Seu povo.

Quando nosso Senhor esteve aqui entre os homens, Ele também foi questionado. Muitos Lhe perguntavam: “Com que autoridade fazes estas coisas?” (Mt 21.23). Eles não criam que Deus tinha escolhido Jesus para ser de fato nosso representante perante Ele. Ainda aqui em Mt 21, Jesus diz aos Seus opositores: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (v. 42), mostrando-lhes que, embora Ele estivesse sendo rejeitado pelos homens, era, contudo, escolhido de Deus.

Mas o nosso Deus testificou Seu Filho também. Assim como Deus confirmou o sacerdócio de Arão ao produzir vida daquele galho morto de amendoeira, assim também Deus trouxe Seu Filho de volta à vida ao terceiro dia daquela tumba de morte! Ele foi vindicado, corroborado, justificado por Deus! Assim como os filhos de Israel reconheceram seu pecado e temeram não serem mais recebidos no santuário de Deus, senão por meio de um sacerdote (Nm 17.13), assim também todos os que reconhecem seu pecado, podem ser recebidos por Deus por intermédio deste Sumo Sacerdote escolhido pelo próprio Deus!

A vara de amendoeira florida e frutificada encerrou a disputa em Israel. Cristo ressuscitado também produz Seus gloriosos frutos, que somos nós, os que Ele mesmo salvou. E toda disputa é encerrada – “porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5). 

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0702 - A CERTEZA DO PERDÃO DE DEUS

 


Meus filhinhos, eu vos escrevo estas coisas para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo” (1Jo 2.1 – A21).


A fé cristã é pautada na Palavra de Deus. Todo que se diz crente, convertido pela fé no Senhor Jesus Cristo, deve declarar sua confiança naquilo que está escrito na Bíblia. Como se resume a frase, a Bíblia é nosso livro de regra de fé e prática. O dever do crente é discernir o que na Bíblia é lei, história ou doutrina. A doutrina fala de modo direto, a história fala de exemplos e a lei de princípios da vontade de Deus. De toda forma, toda Escritura é válida para nossa regra de vida.

No que diz respeito ao perdão de Deus, o ensino da Escritura é que “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9). Esta palavra é para o crente, não para o ímpio. Deus não perdoa o ímpio, somente o crente. Veja o que o apóstolo João disse no v. 7: “mas, se andarmos na luz, assim como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. O ímpio não tem comunhão e o sangue de Jesus purifica somente o que crê.

O problema é que muitos crentes não creem no perdão de Deus. Eles esperam sentir em seu coração que estão perdoados. Mas a Palavra de Deus nos diz que não andamos pelo que sentimos e sim pela fé (2Co 5.7). Muitas vezes queremos sentir o perdão de Deus da mesma forma como sentimos o peso do pecado. Mas o exercício da fé, às vezes, vai exigir que creiamos, mesmo sem sentir que estamos perdoados.

O nosso inimigo acusador sabe que nós somos dados aos sentimentos. Portanto, ele sempre vai acusar nossa mente de que não fomos perdoados, pois, afinal, ainda nos condena. Mas veja o que disse ainda o apóstolo João: “Nisto conheceremos que somos da verdade e tranquilizaremos nosso coração diante dele; pois, se o coração nos condena, Deus é maior que nosso coração; ele conhece todas as coisas” (1Jo 3.19,20). Sim, Deus é maior do que as acusações de nosso coração. Tranquilize seu coração diante dEle!

Em vez de você dizer que não sabe se está perdoado porque não sente em seu coração, diga: “Eu creio no perdão, porque a Palavra de Deus diz que se eu confessar, estarei perdoado”! O que importa é o que diz a Bíblia e não o que você sente. Apenas desse modo você poderá se sair vencedor sobre as acusações do diabo.

Nunca coloque em xeque a verdade eficaz da Palavra de Deus por causa da instabilidade de seus sentimentos. Eles são assim, ora estão em alta, ora em baixa; ora estão eufóricos, ora estão desanimados. Mas a Palavra de Deus não muda em absolutamente nada! Ela não muda porque é de Deus e Deus não muda! Creia no que a Bíblia diz e confie no perdão de Deus para sua vida. Prossiga sua jornada da fé confiante que Deus vela por Sua Palavra e não pelas oscilações de nossas sensações.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0701 - NÃO DÊ NENHUM PASSO FORA DO TEMPO DE DEUS

 


Disse-lhes, pois, Jesus: O meu tempo ainda não chegou, mas o vosso sempre está presente” (Jo 7.6).


Andar com Deus e andar sob a direção de Deus é algo que deveria marcar todo cristão. Quando Jesus foi confrontado por Seus próprios irmãos, eles imaginavam que Jesus era um fanfarrão que queria Se aparecer. Então sugeriram que Ele fosse para a capital, a fim de que fosse visto por mais pessoas.

A resposta de Jesus é carregada de profundo significado: “O meu tempo ainda não chegou”. Isso é viver debaixo da direção de Deus! Saber se seu tempo chegou ou não é determinante na sua vida espiritual. Jesus sabia disso. Ele havia dito à Sua mãe na festa de casamento: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (Jo 2.4).

Quando vivemos sob a direção de Deus, não precipitamos. Talvez um dos maiores inimigos dos homens de Deus seja exatamente a precipitação. Diante de uma sugestão como aquela dos irmãos de Jesus, de que modo muitos pregadores, cantores, missionários, conferencistas e outros ícones evangélicos responderiam? É provável que dissessem: “Têm razão... meu lugar é no meio das multidões”. E ainda, para espiritualizar, diriam que esta era a vontade de Deus!

Mas Jesus não! Ele não Se deixava iludir por propostas megalomaníacas! Ele não veio a este mundo para Se aparecer. Ele veio para Se sacrificar! Ele veio para dar a Sua vida em resgate de muitos. E estes muitos foram aqueles que o Pai Lhe deu! Ele sempre virou as costas para esse tipo de sugestão, pois sabia que eram frequentemente malignas.

Mas Jesus não apenas rejeitou a ideia de Seus irmãos, mostrando que Ele estava submisso à vontade do Pai, como também desmascarou a natureza humana e pecaminosa que havia neles e que há em nós também. Jesus disse: “mas o vosso sempre está presente”. O que o nosso Senhor está dizendo é que nós estamos sempre prontos para atendermos os desejos da nossa carne. Não poupamos esforços nem perdemos tempo para isso.

Eis aqui outra realidade que nos difere por completo de Jesus. Ele sempre viveu para fazer a vontade do Pai. Nunca houve um passo sequer do nosso Salvador, que Ele desse, fora do modo e do tempo que o Pai Lhe havia designado! Já com relação a nós, o oposto é a verdade. Praticamente todos os nossos passos são totalmente desvirtuados e distantes da vontade de Deus.

Sinceramente, será que não gostaríamos de ouvir de Jesus que nossa hora também é programada pelo Pai? Bom seria que Ele nos dirigisse tais palavras. Por isso, uma vez que conhecemos a Deus e Sua Palavra, é hora de nos submetermos à vontade de Deus e não darmos nenhum passo que esteja fora do Seu plano glorioso para nós. Ainda que seja por uma proposta aparentemente irresistível.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0700 - CUIDADO COM REMENDOS NOVOS EM ROUPAS VELHAS!

 


Nenhum homem põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo rompe a roupa, e faz-se pior a rotura” (Mt 9.16 – KJF).


Está crescendo em nossa nação cristã evangélica um conceito estranho sobre a validade dos ensinos de Cristo. Esse conceito alega que os Evangelhos fazem parte da Lei, pois Cristo ainda não havia morrido. Para os que o defendem, o evangelho só vem depois da morte de Cristo. Assim, esse movimento tem negado os ensinos de Cristo, ficando somente com os escritos epistolares, como as cartas de Paulo, por exemplo.

Não é de se estranhar como o diabo, repetidas vezes, volta ao seio cristão trazendo as velhas mentiras com novas roupagens. Houve no séc. II da era cristã um herege chamado Marcião que, dominado por sua crença gnóstica, eliminou da Bíblia o Antigo Testamento, os Evangelhos e muitas cartas, ficando apenas com algumas de Paulo. A liderança logo percebeu o perigo dessa mutilação e rapidamente entrou com providência, confirmando os livros inspirados para a igreja.

Esta frase de Jesus mostra exatamente o contrário do que esse movimento prega. Enquanto esses hereges dizem que o que Jesus falou ainda era Lei, o próprio Jesus faz distinção total entre o que Ele disse e o que os homens da lei diziam. Isso é muito claro no Sermão do Monte, onde nosso Mestre repete várias vezes: “Ouvistes o que foi dito” e contrapõe com “Eu, porém, vos digo” (Mt 5.21ss).

Aqui em Mt 9, Jesus diz que o ensino dos fariseus era a roupa velha e o Seu ensino era o pano novo. Quando tenta se remendar o rasgado de uma roupa velha com pano novo, isso nunca dá certo. A rotura fica sempre maior! Jesus está dizendo exatamente isso. Seu ensino e o ensino dos mestres da lei não se arrematam. Você deve comprar roupa nova, em vez de remendar a roupa velha. Você deve viver o evangelho de Cristo, em vez de viver a velharia da lei.

Essa “nova” roupagem da heresia de Marcião tenta defender a graça, mas escorrega, acusando exatamente Aquele que veio trazer a graça! É impressionante como a mentira se engasga com seu próprio vômito! O profeta João Batista disse: “Porque a lei foi dada por meio de Moisés, mas graça e verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1.17). Agora, os enganadores dizem que Jesus falava da lei...

É correto que a morte de Jesus autenticou a nova aliança, mas o conteúdo da nova aliança é aquilo que Ele ensinou antes de morrer. Desprezar o que Jesus ensinou antes de morrer na cruz é o mesmo que rasgar o testamento de uma pessoa que já morreu, só porque ele o escreveu enquanto estava vivo... Isso é um contrassenso descabido! É isso que eles fazem: desprezam os ensinos de Cristo, porque Cristo ensinou antes de morrer...

Ironicamente, os hereges de hoje tentam usar remendos novos na velha roupa de Marcião... É necessário que a igreja do Senhor esteja atenta a essas “novidades”, porque o diabo sempre troca de coleira, mas permanece o mesmo cachorro!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0699 - DESENVOLVENDO A NOSSA SALVAÇÃO

 


Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12).


Apesar de a igreja de Filipos ser uma das mais amadas pelo apóstolo Paulo, provavelmente a mais amada, mesmo assim, ela não estava livre de problemas. De fato, nela, o apóstolo demonstra sua alma, sua afeição e seu carinho para com a igreja, em sua linguagem, nas expressões de gratidão, na forma como se dirige à igreja, mas também não deixa de repreendê-la por seus erros.

O mandamento do presente versículo diz respeito ao desenvolvimento da salvação. Alguém poderia objetar, dizendo que a salvação é algo pronto, completo e realizado, que não precisa ser desenvolvido. Entretanto, sabemos que, embora para Deus ela seja um ato já concluído, todavia para nós ela está em processo.

Porém, o fato de estar em processo não significa que possa ser frustrado, inacabado ou desfeito. O próprio Paulo disse que estava convicto “de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (1.6).

O processo da salvação que o apóstolo Paulo nos ordena a desenvolver é nada menos do que a nossa santificação, o processo no qual cooperamos com Deus para nosso crescimento e maturidade. Não temos participação ativa na predestinação, nem na regeneração, na justificação, nem na adoção e na glorificação. Todavia, participamos juntamente na santificação e na perseverança.

Ainda assim, é o próprio Deus quem opera isso em nós. Paulo disse: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (v. 13). Os verbos “efetuar” e “realizar” são os mesmos no texto original. Significa trabalhar. Deus é quem trabalha em nós o querer e o trabalhar.

O contexto do cap. 2 nos indica de que modo os filipenses deveriam desenvolver a salvação, assim como nós também. O resumo está no v. 14: “Fazei tudo sem murmurações nem contendas”. Aliás, ele vem falando disso desde o início do capítulo; que a igreja pense a mesma coisa, que tenha o mesmo amor, que seja unida em alma e sentimento (v. 2), que não tenha partidarismo, mas que faça as coisas por humildade (v. 3).

Então, ele coloca o exemplo de Cristo para a igreja (vs. 6-11), para mostrar como deve ser o procedimento de um crente que desenvolve sua salvação. Agindo como Cristo, os membros da igreja seriam “filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta” (v. 15).

Portanto, não há segredo nem motivo para debate se um crente pode ou não desenvolver sua salvação. Em outros textos do NT isso fica claro que sim. Além de possível é necessário! Vemos isso na lista do fruto do Espírito em Gl 5.22,23 e em 2Pe 1.5-7. Desenvolver a salvação não é criar a salvação ou salvar-se a si mesmo. Antes, é colocar em prática o maravilhoso dom da salvação que Deus nos deu.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

domingo, 14 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0698 - MISERICÓRDIA QUE DURA PARA SEMPRE

 


“Oh! Tributai louvores ao Deus dos céus, porque a sua misericórdia dura para sempre” (Sl 136.26).


Alguém pode perguntar por que o Salmo 136 é repetitivo na segunda linha de cada verso. E a resposta é a própria frase – “porque a sua misericórdia dura para sempre”. Na repetição, o autor quer mostrar a infinitude da misericórdia de Deus para com Seu povo.

Além disso, cada parte inicial do verso mostra atributos e obras de Deus, mas sempre encerrando cada verso com essa repetição. Assim aprendemos que quando Deus revela Seus atributos e Suas obras para nós, isso também é um ato da misericórdia infinita de Deus para conosco.

Deus poderia não ter nos criado. Isso em nada diminuiria Sua glória. Ele poderia também ter nos criado, mas não Se revelado a nós. Ele continuaria excelso, soberano e glorioso. Portanto, o fato de ter Ele nos criado e, além disso, manifestado a grandeza de Suas obras e a magnitude de Seus atributos, só nos diz o quanto Sua misericórdia realmente dura para sempre!

O cântico também mostra certos atos divinos que são, muitas vezes criticados pelos ímpios, a saber, atos de justiça e vingança sobre os inimigos de Deus e Seu povo. Nos vs. 10-12, temos a ação de Deus contra o inimigo (v. 10), o livramento que isso trouxe a Seu povo (v. 11) e uma manifestação do poder de Deus que executou isso (v. 12). Contra quem, a favor de quem e, de fato, Quem fez! Todas estas colocações do salmista são explicadas pela grandeza da misericórdia de Deus. Sim, até mesmo atos de vingança e justiça!

O reconhecimento de que tudo o que sabemos de Deus é por causa de Sua misericórdia deve nos levar a sermos adoradores prostrados, extremamente gratos por isso. Deus não teve mesquinhez em Sua revelação para aqueles a quem Ele quis demonstrar Seu amor. É claro que Ele revela apenas o suficiente e o que nos basta, mas essa suficiência jamais é estagnada. Ela caminha em passos crescentes para o aprofundamento da nossa comunhão com Ele.

A palavra misericórdia tão repetida nesse Salmo refere-se à gentiliza ou bondade de Deus. Por causa de Sua bondade, Deus concede favores e benefícios aos homens. Porém, muito mais do que isso, por Sua misericórdia, Ele demonstra amor afetivo para com Seu povo. Israel provou essa bondade de Deus na antiga aliança e hoje, em Cristo, a igreja também prova dessa amável afeição!

Foi na cruz, num triste dia de sexta-feira de Páscoa, que Deus demonstrou de modo mais profundo a Sua misericórdia para com os pecadores. O salmista não tinha vivido essa experiência. Mas como ele disse no v. 23 – “Deus Se lembrou do nosso abatimento” e, por causa de Sua enorme compaixão por nós em nossa miséria, “por causa do grande amor com que nos amou”, como disse Paulo em Ef 2.4, Ele nos deu vida – pela graça somos salvos!

Não ache cansativa a repetição do Salmo 136. Ela devia, na verdade, fazer parte da nossa oração e do nosso louvor a Deus. É só “porque a Sua misericórdia dura para sempre” que não somos consumidos, pois ela se renova a cada manhã, até que surja para nós o dia eterno na glória!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0697 - O CASTIGO DOS SALVOS É DIFERENTE DO CASTIGO DOS ÍMPIOS

 


Consumirei os homens e os animais, consumirei as aves do céu, e os peixes do mar, e as ofensas com os perversos; e exterminarei os homens de sobre a face da terra, diz o Senhor” (Sf 1.3).


O profeta Sofonias era parente do rei Josias. Este rei era bisneto de Ezequias e Sofonias era tataraneto. Embora tivesse linhagem real, não tinha, todavia, a dinastia, ou seja, não era herdeiro direto ao trono, visto que não era filho dos primogênitos do falecido rei Ezequias.

Porém, mesmo sendo primo distante de Josias, o profeta Sofonias não se intimidou em trazer a palavra de Deus para o povo da cidade do rei, a cidade de Jerusalém, uma palavra de ameaça, a qual se cumpriu alguns anos mais tarde, debaixo da espada do rei babilônio, Nabucodonosor.

Dentre várias palavras de ameaça de castigo que Sofonias trouxe ao povo de Judá, tem uma que é muito interessante. No v. 3 diz: “Consumirei os homens e os animais... e as ofensas com os perversos”. Muitos alegam que Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. Entretanto, o profeta diz, inspirado por Deus, que os perversos são consumidos junto com suas ofensas!

É claro que Deus ama pecadores, porém, somente os pecadores que Ele decidiu salvar (Rm 5.8). Foi por eles que Deus enviou Seu Filho para morrer pelos pecados deles (Mt 1.21). E mesmo os pecadores que Deus amou, nasceram debaixo da ira de Deus (Ef 2.3). Mas, como já eram objeto do Seu amor desde a eternidade (Rm 8.29), então para cada um deles chegará o tempo da salvação, que os livra da ira, justificando-os de seus pecados.

Davi diz no Salmo 5.5,6: “Os arrogantes não permanecerão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a iniquidade. Tu destróis os que proferem mentira; o Senhor abomina ao sanguinário e ao fraudulento”. É óbvio, portanto, que Deus não só odeia o pecado, como também os que o praticam.

Mas, quando Ele ama, Ele ama por Sua livre misericórdia. Veja ainda o que disse Davi no v. 7: “porém eu, pela riqueza da tua misericórdia, entrarei na tua casa e me prostrarei diante do teu santo templo, no teu temor”. Não é porque ele fosse melhor que os ímpios, mas somente pela riqueza da misericórdia de Deus. Paulo disse isso também em Ef 2.4, sobre o Deus rico em misericórdia.

Sofonias trouxe uma dura palavra de ameaça para o povo de Deus. Entretanto, Deus não permitia que outros povos maltratassem Seu povo. Em Sf 2.8-10, Deus disse que faria como fez com Sodoma e Gomorra aos povos de Moabe e Amom, porque “escarneceram e se gabaram contra o povo do Senhor dos Exércitos”. Ainda que Deus corrija e discipline Seu povo, todavia, não os deixa nas mãos de Seus inimigos.

Quando somos perseguidos pelo mundo, também é uma expressão da correção de Deus a nós. Pedro diz que quando sofremos como cristãos, devemos glorificar a Deus, pois “a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe 4.16,17).

Mas ele alerta gravemente sobre os ímpios, dizendo: “ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?” Isso prova que nosso castigo é totalmente diferente do castigo dos ímpios. A nós, que somos amados por Deus, Ele nos disciplina. Aos que Ele aborrece, Ele condena.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0696 - A PREGAÇÃO É MAIOR DO QUE O PREGADOR

 


Jesus lhes respondeu: Ainda que eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro; porque sei de onde vim e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho nem para onde vou” (Jo 8.14 – A21).


Acusado de legislar em causa própria, Jesus teve de dar uma resposta pronta para os fariseus, após dizer que Ele é a luz do mundo e todo aquele que O segue não andará em trevas. A resposta de Jesus é fulminante, porque Ele apelou para Sua origem, que é sobre-humana, é divina, na verdade!

O testemunho de Jesus não depende da lei humana para ser verdadeiro. O nosso sim. Nós precisamos de testemunhas, provas e muitos outros documentos que corroborem nossa veracidade. Mas nós somos daqui, viemos da terra e para ela voltaremos. Nós somos pecadores, não somos confiáveis, nosso autoelogio é suspeito.

Mas nosso Senhor não. Ele veio do céu. Ele sabia de onde tinha vindo e por que veio. Sabia também que voltaria para o Pai com Sua obra perfeitamente realizada. A classe à qual Jesus pertence, a saber, a divindade, não erra, não pode se submeter aos critérios humanos egoístas e injustos. Esta é a razão por que Jesus disse isso aos fariseus que O acusaram de Se autoelogiar.

Porém, o que dizer dos crentes, que pregam o evangelho de nosso Senhor Jesus? Eles são homens imperfeitos pregando o evangelho do Homem Perfeito. Nesse caso, embora seja adequado e necessário que os pregadores do evangelho deem bom testemunho em sua própria vida, não é, de fato, sua vida que vai corroborar o evangelho pregado. Como disse Jesus mais tarde, “quem me rejeita, e não aceita as minhas palavras, já tem seu juiz: a palavra que tenho pregado, essa o julgará no último dia” (12.48).

A Palavra de Deus é perfeita como o próprio Deus. O que os homens de Deus pregam é a verdade de Deus e não estão sujeitos a falso testemunho, uma vez que pregam exatamente a verdade de Deus! Ao contrário, são os ouvintes que ficam sujeitos a julgamento de Deus, caso rejeitem aquilo que é proclamado pelos fiéis evangelistas.

Ninguém poderá alegar no dia do Juízo Final que não seguiu o evangelho por causa do mau testemunho de algum crente. É claro que há crentes que dão mau testemunho. Entretanto, o evangelho é puro mesmo quando os crentes são impuros. O que nós falamos é maior do que nós mesmos. O evangelho está acima do juízo humano.

Portanto, incline seus ouvidos com humildade quando ouvir falar do verdadeiro evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é lá de cima, tanto quanto o nosso Salvador. Ele é o evangelho perfeito da nossa salvação e, mesmo que pessoas imperfeitas o proclamem, não é seguro para você confiar na sua acusação contra um cristão. Ele já foi justificado pela fé em Cristo e você não. Ele sabe para onde vai e você não. O testemunho dele é verdadeiro e o seu não. Você acha que compensa rejeitar o que um cristão diz por causa de alguma acusação?

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0695 - O SOPRO GELADO DA INIQUIDADE CONTRA O AMOR

 


E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12).


Quando nosso Senhor Jesus falou da grande e assustadora frieza do amor que haveria de acontecer devido ao aumento da iniquidade, Ele não estava Se referindo a pessoas ímpias. A palavra “amor” é do grego agapē e, na linguagem cristã, o ímpio não possui esse amor. Ele estava falando mesmo de crentes, pessoas que conheceram o amor de Deus, mas deram mais lugar à injustiça do que à vontade de Deus.

De fato, os últimos séculos do cristianismo têm se mostrado mais nocivos à estabilidade do amor cristão. Basta fazer uma comparação com o amor cristão das igrejas dos primeiros séculos. A igreja primitiva amava a ponto de transformar seu amor em algo palpável, não somente visível! A igreja atual não consegue...

Uma das provas do aumento da iniquidade pode se ver há cerca de 200 anos. O iluminismo roubando o coração dos supostos intelectuais, alegando que não precisavam mais de Deus para explicar nada; o modernismo endurecendo os incrédulos, fazendo-os rejeitar qualquer coisa que não pudesse ser provada cientificamente; e o pós-modernismo diluindo a verdade, dizendo que cada um tem a sua. Diante de tanta iniquidade, explica-se por que muitos crentes sucumbiram seu amor à frieza.

A palavra que Jesus utiliza para “esfriar” é uma palavra grega que significa “esfriar soprando”, isto é, quando se deseja esfriar um alimento quente. O esfriamento do amor é intencional. Não é um simples abandono do amor, mas uma investida contra seu fervor natural. Isso é muito triste, inclusive porque é o que vemos claramente na vida de muitos cristãos.

Nenhum cristão pode alegar que Deus não lhe deu esse amor, pois o apóstolo Paulo nos diz que “o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5.5). Se você alega não ter esse amor, é porque você não tem o Espírito Santo e, como disse o próprio Paulo, “se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9).

Crentes, acordem para o amor cristão! Vejam as qualidades maravilhosas que tem esse amor que Deus derramou em nós: ele é sem hipocrisia; detesta o mal e se apega ao bem; ele procede do coração; ele nos faz considerar-nos irmãos; ele nos faz preferir o outro em honra ao invés de nós mesmos; ele não é mesquinho no cuidado da obra de Deus, mas é fervoroso no espírito; ele nos leva a ter alegria pela vinda de Cristo; nos dá paciência na tribulação e perseverança na oração; ele compartilha as necessidades dos santos e pratica a hospitalidade; ele nos leva a abençoar os que nos perseguem, a nos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram; ele busca unidade no sentimento, abomina o orgulho e não se considera o mais sábio; ele busca ter paz com todos e não busca vingança; dá de comer e beber ao inimigo e vence o mal com o bem (Rm 12.9-21)!

Foi este amor que Deus derramou em nossos corações. Você acha que ele se esfriaria assim, do nada? Ou de fato somos nós que temos soprado contra ele o sopro gelado da iniquidade?

Día tēs písteōs.

Pr. Cleilson

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0694 - PRECIPITAÇÃO É PECADO CONTRA O CONHECIMENTO DE DEUS

 


Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado” (Pv 19.2).


Em sua natureza caída, o ser humano é, naturalmente precipitado. Grande parte de todos os nossos problemas vem exatamente porque nossas ações, que geraram estes problemas, foram feitas sem refletir. Além disso, temos o problema da nossa reflexão também ser manchada pela Queda e, por isso, a limitação em avaliar as consequências.

A versão ARC é a que mais se aproxima do texto original em hebraico. No lugar de: “Não é bom proceder sem refletir”, ela diz: “Assim também ficar a alma sem conhecimento não é bom”. O provérbio está falando da alma, ou da pessoa que se satisfaz em ficar ou viver sem conhecimento ou discernimento. É muito diferente das versões que temos em português...

O que o texto sagrado nos diz é que só poderemos refletir corretamente, quando prezarmos pelo conhecimento. Entretanto, o conhecimento não é aquilo que supomos. Nosso conhecimento não pode ser autônomo, senão, ele pode nos conduzir a decisões intuitivas e, muitas vezes, erradas.

O conhecimento deve ser padronizado e objetivo, ou seja, ele deve estar fora de nós, a fim de que nossas decisões sejam julgadas por este padrão externo, se estão certas ou erradas. Observe que o provérbio ainda diz que “peca quem é precipitado”. Por quê? Só porque a pessoa não avaliou sua decisão e suas implicações? Não. Mas principalmente porque sua alma estava sem o conhecimento correto, portanto, ela não tinha condições de avaliar honestamente.

Neste caso, o pecado aqui é errar o alvo, errar o caminho. Tanto serve para o erro das decisões corriqueiras da vida, como também para o erro das decisões nas coisas concernentes ao âmbito espiritual, muito embora, nenhuma coisa corriqueira na vida do crente exclui sua devida espiritualidade. Se honramos a Deus nas coisas cotidianas quando as fazemos para a glória de Deus, então também pecamos nas coisas tidas como corriqueiras quando nelas Deus não é glorificado!

Mas, afinal, de onde procede o conhecimento do crente? O conhecimento procede da Palavra de Deus. “Lâmpada para os meus pés é Tua Palavra e luz para o meu caminho”, disse o salmista (Sl 119.105). Jesus disse: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). E, de acordo com o próprio Jesus, a verdade é a Palavra: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

Toda decisão que tomamos, que não passa rigorosamente pelo critério da Palavra de Deus, é decisão de uma alma sem conhecimento, o que não é bom! Ao agirmos com base nessa decisão que não levou em conta a Palavra, então o resultado é pecar. Por isso, crentes precipitados desagradam a Deus, precisam se arrepender desse pecado e se voltar para o conselho da Palavra: “Bem-aventurado o varão que... tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1.1,2).

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

domingo, 7 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0693 - O SUPOSTO ARREPENDIMENTO DE ÚLTIMA HORA

 


E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (Lc 23.42 – ACF).


Pessoas morrem todos os dias, tanto ímpios como crentes. Obviamente que a mídia só dá ênfase àqueles que são famosos, que vão lhe render ibope e, em geral, estes são os ímpios. Acontece que muitos desses ímpios morrem de forma trágica (assim como alguns crentes também), daí surgem questionamentos sobre o estado intermediário dessas pessoas.

É claro que não podemos de modo nenhum condenar ninguém ao inferno, porém, tampouco podemos colocar alguém no céu. Isso cabe somente ao Juiz de tudo e todos. Entretanto, há uma pergunta que muitos fazem sobre os ímpios que morreram, principalmente de forma trágica: “E se tiverem se arrependido na última hora”? Falemos sobre isso.

Em primeiro lugar, o arrependimento não é um remorso ou um pesar pelas coisas erradas que se faz. O arrependimento, segundo a Bíblia, apesar de conter um pesar, ele é antecedido por uma consciência do pecado, não só o cometido, mas o pecado enraizado no coração humano e é sucedido de confissão e abandono das práticas pecaminosas. Segue-se a isso o reconhecimento de Cristo como único Salvador.

Segundo, para o ímpio ter consciência disso, é preciso que ele ouça a palavra da pregação, caso contrário, ele não pode se arrepender. Um ímpio não tem a menor noção dessas coisas concernentes ao verdadeiro arrependimento, portanto, é impossível que ele se arrependa na última hora.

Terceiro, mesmo quando em vida, o ímpio pode até ter ouvido falar do verdadeiro arrependimento através de algum pregador honesto da Palavra, mas rejeitou o tempo todo. Por que ele aceitaria naquela última respiração? A Bíblia diz que os pecadores impenitentes, isto é, os que não se arrependem, são quebrados por Deus, julgados e destruídos, sem condição de cura (Pv 29.1). Diz também que Deus mesmo os entrega ao pecado (Rm 1.24-32). Ainda diz que a ira de Deus os atinge e eles não se arrependem, antes, blasfemam de Deus (Ap 9.20,21; 16.9).

Em quarto lugar, o ímpio, em seu estágio final, não pensa em Deus nem em Seu Filho Jesus Cristo, ao contrário, ele pensa em como pode sair daquela situação, para se vingar ou continuar em sua impiedade. Até porque suas mortes geralmente são trágicas e rápidas. Ele não tem condições normais de raciocinar. Enquanto em vida não executou o raciocínio sobre a pregação, não vai raciocinar nesse momento de agonia.

Usar o ladrão na cruz como exemplo de quem se arrependeu na última hora é ignorar os processos bíblicos do verdadeiro arrependimento. Aquele homem não estava em sua última hora, pois a morte de cruz era lenta; ele também ouviu o próprio Jesus falar Suas santas palavras na cruz; ele reconheceu seu estado pecaminoso e a inocência de Cristo; ele reconheceu Jesus como Senhor e Rei; e Jesus lhe garantiu a vida eterna (Lc 23.39-43).

Não acredite em arrependimento de última hora e sim no tempo que se chama Hoje (Hb 3.13,15). Como dizia J. C. Ryle: “Na cruz, Jesus salvou um ladrão para que ninguém se desespere; mas somente um para que ninguém se acomode”.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0692 - PARA QUEM ESTÁ NO POÇO, A SOLUÇÃO VEM DE CIMA

 


Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9).


Depois que Adão caiu no Éden, nunca mais houve alguém capaz de reverter a situação perante Deus. A queda do primeiro casal no jardim foi a queda da humanidade. A corrupção de nosso primeiro pai foi legada a todo ser humano que nasceu depois dele, de modo que o resultado final foi a separação de Deus. Isso que quer dizer “morte”.

O próprio estado caído e falido do homem faz com que ele pense que consiga reverter esse quadro fatal. Em sua mente carnal e pecaminosa, ele acha que pode fazer alguma coisa para se ajeitar com Deus, mas não pode! Isso é um engano do seu coração caído.

Em geral se pensa que “boas obras” agradam a Deus. E, quando se pensa em boas obras, normalmente se pensa em fazer atos de caridade para pessoas carentes. Ora, mas não foi contra pessoas carentes que nós pecamos! Nós pecamos contra Deus! E, nesse caso, nós é que ficamos carentes – carentes da glória dEle, da qual fomos destituídos (Rm 3.23)!

Deus considera nossas obras de justiça como trapo da imundícia, foi o que Ele mesmo disse pelo profeta (Is 64.6). Isso porque elas não procedem de um coração puro. Por melhores que sejam nossas intenções em ajudar um necessitado, nosso coração é corrompido e enganoso (Jr 17.9). Perante Deus isso não tem valor para salvação, embora tenha valor social.

Quando o ser humano pensa que sua bondade para com o próximo pode alcançar o favor de Deus, ele simplesmente ainda está em orgulho, pensando que pode resolver o problema do pecado. Nesse caso, ele despreza a sabedoria e o amor de Deus, aos quais ele diz considerar, pois, se o homem pudesse religar-se a Deus por suas boas obras, Deus não precisaria ter enviado Seu Filho!

A única atitude que agrada a Deus é aquela de profunda humildade, em reconhecer que Deus enviou Seu Filho justamente porque nós não éramos e não somos capazes de resolver o problema do pecado. Quem reconhece isso, abre mão de qualquer mérito e, mesmo que faça boas obras, admite que isso não poderá reconciliá-lo com Deus! Então passa a depender única e exclusivamente de Cristo. Depois disso, pode crer que suas obras serão aceitas por Deus.

Pense o seguinte: depois de Adão, todos nós nascemos em um poço profundo de lama. Ninguém é capaz de sair dali por si mesmo. Nem mesmo as boas intenções podem tirar-nos dessa calamidade. A solução para quem está em um poço profundo vem de cima e não de baixo. Exatamente por isso que Deus enviou Seu Filho. Ele sim, veio de cima, veio do céu, compadecido de pecadores condenados à morte eterna, que jamais podem sair do lamaçal profundo de seu poço de perdição!

Ou você reconhece sua incapacidade e aceita Cristo como único Salvador, ou você está condenado a se debater eternamente nessa lama suja, com a inútil ilusão de que um dia poderá sair de lá! Nenhum ser humano conseguiu resolver esse problema, não é você quem vai conseguir. Somente lá do alto é que veio a solução. E isso, porque Deus assim o quis.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0691 - O MILAGRE DO SOL PARAR NADA É DIANTE DO MILAGRE NA CRUZ

 


Então, Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor entregou os amorreus nas mãos dos filhos de Israel; e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeão, e tu, lua, no vale de Aijalom. E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no Livro dos Justos? O sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro” (Js 10.12,13).


Esse evento magnífico e sobrenatural é bastante conhecido na história da humanidade. Cientistas críticos se colocam contra, teólogos liberais tentam “demitologizar”, estudiosos crentes tentam explicar, mas o fato é que ocorreu. Houve um dia na terra em que o sol demorou a se pôr para que Deus desse vitória a Seu povo!

Interessante é que o texto diz que Josué falou ao Senhor, antes de dirigir-se ao sol e à lua. E quando ele se dirigiu aos astros, em um ato de completa e impressionante fé, ele falou “na presença dos israelitas”! Talvez, algum de nós, mesmo com a confirmação de Deus, falaria em segredo e não na frente de uma multidão...

Josué precisava da claridade do dia para encerrar com vitória sua campanha contra os amorreus. Seu clamor foi ouvido e algo sobrenatural aconteceu. Aquele dia se estendeu além dos limites naturais e o povo de Deus foi vitorioso. Por mais tentativas que existam de se explicar este milagre, o que é mais impressionante é que isso aconteceu exatamente na hora em que Josué clamou ao Senhor!

Anos antes, seu antecessor, Moisés, também passou por uma experiência maravilhosa de milagre, de algo sobrenatural. Ele clamou, estendeu seu bordão em direção ao mar Vermelho e este se abriu. Há muitas explicações para esse evento, mas o milagre maior foi que Deus abriu o mar exatamente na hora em que Seu servo Lhe pediu, manteve-o aberto até Seu povo passar e o fechou exatamente sobre os inimigos egípcios!

O nome “Josué”, em hebraico, é o mesmo nome “Jesus”, no grego. Ambos significam “o Senhor salva”. Josué precisou do sol para vencer inimigos humanos; Jesus na cruz, logo antes de morrer, viu o sol se esconder por três horas, onde houve trevas sobre toda a terra (Mt 27.45), para vencer inimigos espirituais. Josué conquistou uma terra material para o povo de Israel; Jesus, por Sua morte, conquistou a vida eterna para a igreja! Josué venceu inimigos em vida e na claridade; Jesus venceu na escuridão e na morte!

Cremos no milagre do sol ter parado para Josué fazer sua obra, mas nunca foi maior do que o milagre que o outro Josué fez na cruz, realizando Sua obra de salvação eterna para todos os que nEle creem. Diante do que Ele fez na cruz por nós, o sol ter parado para Josué e o povo de Israel não foi absolutamente nada!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0690 - A ESTABILIDADE ECONÔMICA DE UMA NAÇÃO NÃO SIGNIFICA BÊNÇÃO DE DEUS

 


No décimo quinto ano de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, começou a reinar em Samaria, Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel, e reinou quarenta e um anos. E fez o que era mau aos olhos do Senhor” (2Re 14.23,24).


O rei Jeroboão II foi um dos piores reis de Israel, depois da divisão do reino e, no reino do Norte, foi o que mais tempo reinou, 41 anos. Seu reino foi um reino próspero, ele conseguiu restaurar várias cidades para Israel, de acordo com as profecias de Jonas para ele (v. 25).

Porém, muito embora ele tenha sido um rei longevo e próspero, isso não significa que Deus estava aprovando seu governo sobre Israel. Era um reinado de conquistas e boas economias, ou seja, politicamente estável, mas moralmente catastrófico!

Um dos erros de muitos crentes em nosso país é exatamente o mesmo. Imaginam que uma nação é abençoada ou não, com base em sua prosperidade, condições dinheiristas, estabilidade econômica e outros parâmetros relacionados ao bem-estar financeiro.

Mas para Deus, os padrões são outros. Uma nação pode ir muito bem financeiramente, enquanto escorrega em uma falência moral indizível! Para o mundo é até compreensível esse raciocínio, pois o mundo não tem esperança na eternidade, portanto, sua expectativa é terrena. Mas é inaceitável para a igreja de Cristo ter esse tipo de pensamento!

Uma das razões por que a igreja desenvolveu esse tipo de conclusão a respeito de uma “nação abençoada” é a mesma razão pela qual ela pensa sobre a prosperidade do crente. Muitos pensam que um crente próspero está agradando a Deus, por isso se deu bem materialmente. Já um crente que passa por aperto econômico, esse aí está em débito ou dívida com Deus.

Contudo, nosso pensamento deve ser governado pela Palavra de Deus. Ela é o parâmetro para nossas conclusões. Um país estabilizado em sua economia nada tem a ver com a aprovação de Deus a respeito de seu governo, assim como uma igreja rica nada tem a ver com a concordância divina a seu respeito só por esse motivo.

A igreja deve se desvincular desse pensamento imoral, idólatra, pois a avareza é idolatria (Ef 5.5; Cl 3.5), de que uma nação ou uma igreja é aprovada por Deus pelo fato de tudo lhe estar indo bem no aspecto financeiro. Somente assim a igreja pode erguer sua voz contra os pecados da nação e até contra os pecados dela mesma!

Assim como para Deus um país deve sujeitar-se à Sua lei, assim também para a igreja, o país onde ela está inserida deve ser avaliado pela moralidade bíblica, independente de sua condição econômica. O fato de uma nação caminhar em boa estabilidade financeira tem cegado a igreja e a confundido sobre a bênção de Deus, de modo a manter a igreja calada sobre os pecados desta nação e conivente com eles!

O v. 27 nos diz que “ainda não falara o Senhor em apagar o nome de Israel de debaixo do céu; porém o livrou por meio de Jeroboão, filho de Jeoás”. Porém, quando chegou o dia da destruição, a prosperidade não salvou Israel. Também não salvará o Brasil.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0689 - ALGUÉM AÍ É DIGNO DA PAZ?

 


E, quando entrardes em uma casa, saudai-a; e, se a casa for digna, deixai sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para vós a vossa paz” (Mt 10.12,13 – KJF).


A prática da evangelização tem sido diluída pela própria igreja que deveria pregar o evangelho robusto e puro como ele é. As palavras do evangelho oferecem salvação e vida eterna sim, mas somente para aqueles que, ao serem confrontados com sua condição de pecadores, reconhecem isto e se rendem arrependidos.

Os diálogos atualmente são marcados por uma prepotência muito grande. As pessoas arrogam saber de tudo. Basta ler algumas discussões virtuais ou comentários sobre alguma postagem. Como o evangelho não transige com a sabedoria humana, muito menos com a tolice, então, apresentar o evangelho como ele é, irá ofender muita gente. Essa é uma das razões por que muitas igrejas mudaram o conteúdo da proclamação. Fizeram isso para se tornarem aceitáveis e o evangelho mais agradável.

Porém, como disse Jesus a Seus discípulos: “quando entrardes em uma casa, saudai-a”. A saudação é saudação de paz, como sabemos. Ao entrarmos em uma casa para pregar o evangelho, devemos desejar paz àquela casa. O problema é que nem mesmo muitos crentes sabem o que significa a paz.

A paz aqui não é um simples cumprimento, como um “bom dia” ou “boa tarde” que gentilmente falamos uns aos outros. A paz que nosso Senhor Se refere é a paz com Deus, aquela que Ele mesmo veio dar aos que creem. “Portanto, sendo justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”, disse Paulo aos romanos (Rm 5.1).

Ao entrarmos em uma casa devemos desejar-lhe a paz com Deus, isto é, que aquela família se arrependa de seus pecados, que creia em Cristo como Senhor e Salvador, a fim de obter a paz com Deus, pois sem ela, somos inimigos de Deus.

Se tal casa não for digna da paz, ou seja, se aquela família rejeitar a única solução para o pecado, então ela permanecerá em guerra contra Deus. Isso não é uma questão de educação ou falta dela; e sim uma questão de aceitação do evangelho. Aquela família que rejeitar a pregação do evangelho estará atraindo para si mesma uma condenação mais terrível do que a de Sodoma e Gomorra (v. 15).

Honestamente, Jesus não deu muita esperança de aceitação. Embora haja muita, todavia, não é proporcional à rejeição. De fato, a rejeição é muito maior. Jesus disse que, por causa do evangelho, “o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho” (v. 21). Disse também que seremos “odiados de todos os homens por causa do meu nome” (v. 22). Mas deu uma palavra de consolo e encorajamento: “E não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno” (v. 28).

Vá avante, meu irmão! Deus nos chamou para sermos embaixadores de Cristo e rogarmos ao mundo que se reconcilie com Deus (2Co 5.20). Só você que já tem a paz, pode proclamar a paz.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0688 - A CIDADE SANTA: QUEM ESTARÁ LÁ?

 


Nela não entrará coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira, mas somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21.27).


Quando o apóstolo João foi levado pelo anjo a contemplar a esposa do Cordeiro, que é a igreja, ele a viu de modo simbólico, como uma cidade. O anjo disse que lhe mostraria a esposa do Cordeiro e, quando o leva para vê-la de um alto monte, leva-o em espírito e lhe mostra a cidade santa, a Nova Jerusalém (vs. 9,10). Por aqui, já observamos que a Nova Jerusalém não é uma cidade, mas a figura da igreja salva na eternidade.

As características que ele detalha desta cidade são também representações simbólicas das características da igreja do Senhor. Por exemplo, o jaspe cristalino do v. 11 representa a pureza da igreja. As 12 portas que estão no muro representam os salvos da antiga aliança, visto que nas portas estão escritos os nomes dos 12 patriarcas (v. 12). Quando o v. 13 diz que estas portas estavam três para cada lado dos pontos cardeais, significa que a igreja abriu as portas para todas as nações do mundo.

No v. 14 vemos os fundamentos da cidade. Ali, ao invés dos nomes dos patriarcas, estavam os nomes dos apóstolos. Isto significa que a igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos, isto é, a doutrina deles (Ef 2.20; At 2.42).

A medida da cidade no v. 15 significa proteção. Já no v. 16, o fato da cidade ser como um cubo de três medidas iguais, comprimento, largura e altura, todas de 12 mil estádios, significa a perfeita medida de Cristo a qual a igreja atingiu (Ef 4.13). O número 12 fala dos salvos, lembrando os 12 patriarcas e os 12 apóstolos e o número mil representa grandeza. A igreja é composta de um grande número de salvos, porém, nem um sobrará e nem um só faltará.

A medida do muro em 144 côvados quer dizer o mesmo, pois 144 é 12 vezes 12. Aqui, nos lembramos dos patriarcas, que representam os salvos da antiga aliança e os apóstolos que representam os salvos da nova aliança. Por isso 12 vezes 12. Do v. 18-21, as pedras preciosas representam a beleza e a glória da igreja, pois “Cristo amou a igreja... a fim de santificá-la, tendo-a purificado com o lavar da água, pela palavra, para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.25-27).

Não é, pois, de se estranhar a ausência de impureza naquele lugar de glória. Aqui agora não somos puros, mas estamos sendo purificados. Os praticantes de abominação, de todo tipo de pecado e mentira, não poderão entrar lá, somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. Sabemos que os salvos, neste livro, já têm seus nomes inscritos lá desde a fundação do mundo (17.8). Não se tira nem se acrescenta.

Se seu nome estiver inscrito ali, você sentirá o desejo de vir a Cristo. Cedo ou tarde, isso acontecerá a você, mas somente por meio da pregação do verdadeiro evangelho. Por isso fique atento ao chamado de Deus. Mas, se seu nome não estiver no livro da vida, você não terá desejo algum por Cristo, por isso não fará sentido você morar no céu, pois é Ele, quem você rejeitou, que estará lá.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson