terça-feira, 30 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0708 - QUEM VAI REQUERER TUA ALMA?

 


Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12.20).


As pessoas desenvolveram uma mentalidade errada acerca de quem vai pedir a alma do ser humano. Muitos pensam que a morte vem com capuz e foice, outros acham que o diabo pode requerer a alma de alguém que foi muito mau, ainda outros pensam que a alma volta em outro corpo e por aí se levantam diversas teorias e pensamentos populares.

Todavia, a Bíblia nos diz que quem vai requerer a alma do homem é Deus. O que o diabo faria com uma pessoa no inferno? Absolutamente nada! Ele não tem poder nem aqui, exceto pela permissão de Deus, no inferno então, ali é que ele não terá mesmo poder nenhum sobre ninguém!

O inferno é de Deus e não do diabo. O inferno pertence a Deus tanto quanto o céu, a terra, o mar, todo o universo, visível e invisível. O diabo não é dono de nada e Deus é dono de tudo. No céu, Deus demonstrará Seu amor e no inferno Sua justiça! No céu estarão os filhos do amor de Deus e no inferno os filhos da ira de Deus (Jo 3.36; Ef 2.3). Os pés de Deus esmagarão os ímpios no inferno, enquanto Seus braços acalentarão os crentes no céu!

Alguns dizem que Deus não lança ninguém no inferno, mas Jesus disse o contrário: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28). Somente Deus pode fazer perecer no inferno. O diabo não tem esse poder. Aliás, o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41). No último dia, ele será lançado ali e sofrerá pior do que todos os anjos que caíram com ele e do que os ímpios que foram enganados por ele (Ap 20.10).

Nós devemos avisar às pessoas acerca disso. Por pensarem conforme o conceito popular, o temor delas se direciona para o ser errado. Não é ao diabo que devemos temer e sim a Deus. A ênfase na bondade de Deus levou muitas pessoas ao engano de que Deus não tem ira e nem exerce justiça e, se exerce, quando muito, é aqui na terra mesmo. Não, meus amigos! A ira de Deus é santa e justa tanto quanto Seu amor. Deus condena com ira total um ímpio, ao mesmo tempo em que sorri amavelmente para um salvo!

Devemos nos lembrar de que fomos salvos não do inferno ou do diabo, mas fomos salvos de Deus. Ele nos salvou dEle mesmo. Não tínhamos dívida com Satanás, mas éramos devedores eternos de Deus! O diabo não era ameaça para nós, mas Deus sim. A ira do diabo é pecaminosa, injusta e maldosa, mas a ira de Deus é santa, justa e correta! Só somos salvos da ira de Deus por meio do sangue do Seu Filho: “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5.9).

De quem você agora está com medo? Sim, deve ser de Deus mesmo. No entanto, Ele, por ser amor, enviou Seu Filho para resolver essa questão por nós. Uma vez que você confia sua eternidade a Cristo, então você é retirado de debaixo da ira de Deus para estar eternamente protegido por Seu imenso amor!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0707 - A FÉ E O GRÃO

 


E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível” (Mt 17.20).


Muitas vezes ouvimos dizer que Jesus queria que Seus discípulos tivessem fé do tamanho de um grão de mostarda. Mas, na realidade, Jesus não estava falando do tamanho da fé e sim do seu efeito.

Observe que o texto não diz do tamanho de um grão e sim “como um grão de mostarda”. Aliás, Jesus condenou o tamanho da fé, quando disse que eles não puderam realizar o milagre porque eram de uma fé pequena. Porém, ao explicar-lhes como deveria ser sua fé, Ele ilustrou usando o exemplo de um grão de mostarda, nada a ver com o tamanho.

Também, o assunto de fé aqui não se refere à fé salvadora e sim à fé miraculosa. A fé salvadora é dada a todos os salvos igualmente. Já a fé miraculosa é aquela pela qual o indivíduo crê que Deus fará milagres, uns creem mais, outros menos.

O grão de mostarda é realmente pequeno, como Jesus contou em uma de Suas parábolas (13.32). Entretanto, quando aplicada na terra, torna-se a maior das hortaliças! É disso que Jesus está falando. Sua fé miraculosa pode ser pequena sim, mas se ela for como um grão de mostarda, certamente fará milagres, pois ela será plantada no terreno certo, que é a Palavra de Deus.

Esta fé não é algo subjetivo, como se o milagre dependesse da minha fé e sim algo objetivo, ou seja, o objeto da minha fé é a Palavra de Deus. Se Deus falou, então eu creio e aquilo vai acontecer. E de fato Deus havia falado. Jesus, que é Deus, diz Mt 10.1, “deu-lhes autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades”. Os discípulos experimentaram antes o poder dos milagres em nome de Jesus.

Mas agora não puderam expulsar o demônio do filho daquele homem! Por quê? A fé diminuiu. Eles haviam crido na autoridade que Jesus lhes dera, mas agora, ao que parece, confiaram não mais na Palavra e sim em sua própria autonomia! Eis o segredo do fracasso. Jesus censurou a todos ali presentes: “Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?” (v. 17).

Não importa o tamanho de sua fé. Importa que você plante sua fé no terreno certo. Se Deus falou, então pode executar e o resultado virá. Porém, se você tiver uma fé muito grande, maior do que todos na igreja, de nada adiantará se você tentar realizar algo que não foi aprovado pela ordem de Deus. Fé não é ter confiança para fazer o que eu quero e sim ter confiança para fazer o que Deus mandou.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0706 - MANDAMENTO E ENSINO

 


Ordena e ensina estas coisas” (1Tm 4.11).


As últimas décadas da humanidade estão sendo assustadoras. Há vários sentidos em que isto é verdade, mas especialmente no que diz respeito a relativizar tudo, inclusive a verdade da Palavra de Deus. A Bíblia tem sido vista pela nossa geração como um livro de religião, semelhante aos demais livros religiosos que existem.

O enfraquecimento moral da nossa sociedade cristã surge deste mesmo conceito. No meio dos crentes há aqueles que dizem que a Bíblia precisa ser reinterpretada, reformulada e até mesmo rejeitada! Já existem cristãos que não afirmam mais que Jesus é o único caminho para Deus! Dizem também que é possível alcançar a salvação por outros meios que não o evangelho! Em breve as bases eclesiásticas estarão tomadas por estes conceitos relativistas.

Porém, o que o apóstolo Paulo diz a Timóteo, é que tudo o que ele estava lhe ensinando deveria ser uma regra de fé e prática. As cartas de Paulo, bem como as demais Escrituras, deveriam ser tomadas como verdades absolutas, vindas da parte de Deus, por meio da revelação de Jesus Cristo, mediante o Seu Espírito Santo!

Quando Paulo diz a Timóteo que “ordene” estas coisas, isto é, a sua doutrina, ele usa a palavra parangéllō. Para quer dizer “ao lado de” e angéllō dá origem à nossa palavra “anjo”, que quer dizer “mensageiro”, neste caso, a mensagem. Não é apenas uma proclamação de uma mensagem, mas estar autorizado a cobrar, a dar um comando que passou por todos os canais apropriados para fazer a exigência da mensagem!

Há pessoas que pensam que a doutrina bíblica é só para ser ensinada, mas não é o que vemos aqui. Paulo, além de ordenar a Timóteo que “ensine” (os verbos estão no imperativo), ele também exige que Timóteo “ordene” à igreja aquilo que ele, Paulo, estava lhe escrevendo.

A doutrina bíblica não é um conjunto de opiniões que você pode escolher o que vai e o que não vai obedecer. Se você se diz crente em Jesus Cristo, você está submetido inteiramente ao que os Seus apóstolos disseram através de suas cartas. O que eles dizem não é opinião, é mandamento!

Os que foram chamados para a área do ensino e da liderança na igreja, devem também cobrar, ordenar, mas, acima de tudo, ensinar estas coisas. É claro que não se pode exigir o que não se ensinou, mas também não se pode ensinar e não se exigir.

Ao se exigir também não se pode fazer de modo a transparecer perante a igreja que o líder é inerrante ou infalível. Há líderes que cobram de maneira hostil e tirânica. A cobrança realmente deve ser feita, mas em espírito de brandura e amor. Entretanto, vai se enrijecendo à medida que o ouvinte se demonstra cada vez mais incorrigível.

Aprender da Palavra é bom, mas não se pode separar o ensino da exigência. Mandamentos são ordenanças porque quem os deu foi Deus e Ele, por definição, é autoridade. Seus filhos Lhe obedecem por aprendizado e amor, mas também por dever!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0705 - COMO MORRE UM SERVO DE DEUS

 


Também houve outro homem, Urias, filho de Semaías, de Quiriate-Jearim, que profetizava em nome do Senhor e profetizou contra esta cidade e contra esta terra, segundo todas as palavras de Jeremias” (Jr 26.20).


Um profeta quase desconhecido de todos os leitores da Bíblia é o profeta Urias. Ele viveu na mesma época de Jeremias e sua profecia era correta da mesma forma que a profecia de Jeremias. Ainda possuía a mesma semelhança em seu conteúdo, que era conteúdo de condenação para o povo de Jerusalém, que não se arrependia de suas maldades.

O rei Jeoaquim, quando ouviu as palavras do profeta Urias, procurou matá-lo, mas Urias fugiu para o Egito (v. 21). Jeremias, ao contrário, se entregou à vontade dos que também desejavam matá-lo (v. 14). No entanto, havia um homem influente que protegia Jeremias (v. 24).

Porém, de nada adiantou a Urias ter fugido para o Egito, pois o rei enviou capatazes sob a liderança de um homem chamado Elnatã para capturarem Urias lá no Egito (v. 22). Ele foi trazido de volta à presença do rei Jeoaquim, que mandou que fosse executado ali mesmo e seu cadáver foi lançado “nas sepulturas da plebe”, isto é, numa cova qualquer (v. 23).

Os servos de Deus são usados por Deus da forma que o próprio Deus quer. Eles são usados para levar Sua Palavra e, enquanto estiverem pregando a mensagem de Deus, nada pode lhes acontecer! Eles têm de cumprir seu chamado. Mas encerrando o chamado, os homens de Deus podem ser recolhidos por Deus por meio da morte, independente se trágica ou não.

Os dias de Urias tinham se encerrado como profeta de Deus em Jerusalém. Sendo assim, Deus o entregou nas mãos dos rebeldes para ser morto. A nós, nos parece ser injusto. Já o caso do profeta Miqueias, nos dias do rei Ezequias, que também profetizou contra o povo, o resultado foi diferente. O rei Ezequias temia a Deus, deu ouvidos às palavras de Miqueias e não o matou (vs. 18,19).

Depois da morte do profeta Urias, Jeremias ainda ficou vivo, mesmo pregando suas duras palavras. Os conspiradores de sua morte se reuniram e acharam por bem não matá-lo. Mas isto porque seu ministério ainda não havia acabado. Deus havia dito a Jeremias, desde que o chamou, que ele seria protegido das ameaças do povo rebelde (1.18,19).

Mas a tradição judaica diz que, no fim do ministério de Jeremias, ele foi levado pelos líderes de Jerusalém para o Egito e lá ele foi também assassinado. Havia acabado a obra que ele fora chamado a fazer. A tradição também diz que Isaías, bem antes de Jeremias, foi serrado ao meio pelo rei Manassés. Assim, Deus livrou alguns e outros não.

O autor aos Hebreus mostra essa diferença. Enquanto uns “fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada” (vs. 33,34), outros “foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada” (v. 37). Se foi trágica sua morte ou não, o que importa é como tenha sido fiel em sua vida. Não interessa como um homem de Deus morreu e sim como ele viveu.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0704 - SE DEUS NÃO PODE SER TENTADO PELO MAL, COMO JESUS FOI TENTADO PELO MAL?

 


Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” (Tg 1.13).


Quando lemos que Deus não pode ser tentado pelo mal e, ao mesmo tempo, encontramos nos Evangelhos que Jesus foi tentado, pode-se dar margem à pergunta: se Deus não pode ser tentado pelo mal; se Jesus é Deus; se Ele foi tentado pelo maligno; como fica essa questão?

Primeiramente, devemos traduzir a palavra “mal” aqui em Tiago e a palavra “maligno”, que se refere frequentemente a Satanás, no NT. Há duas palavras gregas para “mal”. Uma se refere aos males do mundo caído, ou seja, os males como doenças, acidentes, imprevistos e coisas afins. É a palavra grega kakós. Já a palavra ponerós, que muitas vezes foi também traduzida por “mal”, se refere ao mal personalizado, isto é, o maligno.

A palavra que Tiago está usando aqui é a palavra kakós. Ele está dizendo que Deus não pode ser tentado pelos males do dia a dia e, de fato, não pode mesmo. Essas coisas não atingem a Deus. Ainda que Jesus, mesmo em carne, não tendo deixado de ser Deus, passando por todas as privações e aflições do mundo caído, como pobreza, padecimento e dores, mesmo assim, Ele não podia ser tentado por esse tipo de mal. Tais coisas não constituíam uma tentação para Ele.

É disso que Tiago está falando. Ele está dizendo que os contratempos do mundo caído não podem atingir a Deus, nem mesmo o Deus encarnado, ainda que estivesse sujeito a passar por tudo isso. Isso que quer dizer “Deus não pode ser tentado pelo mal”.

Já no que diz respeito ao mal personalizado, Deus em carne foi tentado sim. Os Evangelhos nos mostram claramente isso. O maligno (ponerós) tentou Jesus e Jesus é Deus. O que Tiago está dizendo é que, para nós, os males do mundo caído se constituem em tentação, uma vez que, quando passamos pelas aflições deste mundo, logo se manifestam as cobiças do nosso coração contra Deus.

O maligno, que é o mal personalizado, pode nos tentar usando os males do mundo caído, inclusive foi o que ele fez contra Jó. Mas contra Jesus, o maligno não pôde usar nada deste mundo caído para tentar Jesus, porque Jesus, sendo Deus, não pode ser tentado pelo mal, isto é, pelos males do cotidiano. Por isso, o diabo teve que usar outros recursos para tentar Jesus.

O alerta de Tiago é que nós somos facilmente envolvidos na tentação, porque a semente do pecado já está em nosso coração. Não é Deus quem está nos tentando, não é Ele quem nos induz à tentação, afinal, quando Deus ordena alguma coisa, isso deve ser feito e pecado é exatamente não fazer, mesmo assim, Ele nos coloca em situações de tentação para nos testar, mas não para nos induzir a pecar. O Espírito Santo também levou Jesus ao deserto para ser tentado, porém, Ele mesmo não tentou Jesus, senão o diabo.

Nossas tentações são testes. Os males deste mundo caído já nos induzem à tentação naturalmente. Deus nos coloca diante deles e diante de nós mesmos, para que conheçamos o ambiente em que vivemos e também a nós mesmos, como somos pecadores, inclinados para o mal e que necessitamos da graça de Deus para vencermos antes que as tentações, as nossas inclinações.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

domingo, 21 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0703 - DEUS CONFIRMA SEU SACERDOTE



O bordão do homem que eu escolher, esse florescerá; assim, farei cessar de sobre mim as murmurações que os filhos de Israel proferem contra vós” (Nm 17.5).


Diante de tantas murmurações do povo de Israel contra o Senhor, Deus sempre respondia com alguma evidência de Sua presença ou da confirmação de Seus servos. A terra engoliu Coré, Datã e Abirão para comprovar a liderança de Moisés, maná desceu do céu para confirmar a presença e o cuidado de Deus pelo Seu povo, Miriã ficou leprosa por questionar a autoridade de seu irmão e não foi diferente no episódio aqui relatado em Nm 17.

Diante do questionamento de muitos líderes de tribos acerca do sacerdócio de Arão, Deus ordenou que cada chefe de tribo trouxesse um galho de amendoeira com seu nome e de sua tribo escritos nele. Arão representava a tribo de Levi, à qual pertencia. Aquele a quem Deus houvesse escolhido para ser o sacerdote, seu bordão, milagrosamente iria florescer como prova do chamado de Deus.

Naquele dia, os 12 chefes das 12 tribos, colocaram seus galhos de amendoeira perante a Arca da Aliança. Somente a vara de Arão floresceu! E, além disso, ela também produziu flores e deu amêndoas (v. 8)! Desta forma, o Senhor testificou que havia escolhido Arão realmente para ser o intercessor de Seu povo.

Quando nosso Senhor esteve aqui entre os homens, Ele também foi questionado. Muitos Lhe perguntavam: “Com que autoridade fazes estas coisas?” (Mt 21.23). Eles não criam que Deus tinha escolhido Jesus para ser de fato nosso representante perante Ele. Ainda aqui em Mt 21, Jesus diz aos Seus opositores: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (v. 42), mostrando-lhes que, embora Ele estivesse sendo rejeitado pelos homens, era, contudo, escolhido de Deus.

Mas o nosso Deus testificou Seu Filho também. Assim como Deus confirmou o sacerdócio de Arão ao produzir vida daquele galho morto de amendoeira, assim também Deus trouxe Seu Filho de volta à vida ao terceiro dia daquela tumba de morte! Ele foi vindicado, corroborado, justificado por Deus! Assim como os filhos de Israel reconheceram seu pecado e temeram não serem mais recebidos no santuário de Deus, senão por meio de um sacerdote (Nm 17.13), assim também todos os que reconhecem seu pecado, podem ser recebidos por Deus por intermédio deste Sumo Sacerdote escolhido pelo próprio Deus!

A vara de amendoeira florida e frutificada encerrou a disputa em Israel. Cristo ressuscitado também produz Seus gloriosos frutos, que somos nós, os que Ele mesmo salvou. E toda disputa é encerrada – “porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5). 

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0702 - A CERTEZA DO PERDÃO DE DEUS

 


Meus filhinhos, eu vos escrevo estas coisas para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo” (1Jo 2.1 – A21).


A fé cristã é pautada na Palavra de Deus. Todo que se diz crente, convertido pela fé no Senhor Jesus Cristo, deve declarar sua confiança naquilo que está escrito na Bíblia. Como se resume a frase, a Bíblia é nosso livro de regra de fé e prática. O dever do crente é discernir o que na Bíblia é lei, história ou doutrina. A doutrina fala de modo direto, a história fala de exemplos e a lei de princípios da vontade de Deus. De toda forma, toda Escritura é válida para nossa regra de vida.

No que diz respeito ao perdão de Deus, o ensino da Escritura é que “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9). Esta palavra é para o crente, não para o ímpio. Deus não perdoa o ímpio, somente o crente. Veja o que o apóstolo João disse no v. 7: “mas, se andarmos na luz, assim como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. O ímpio não tem comunhão e o sangue de Jesus purifica somente o que crê.

O problema é que muitos crentes não creem no perdão de Deus. Eles esperam sentir em seu coração que estão perdoados. Mas a Palavra de Deus nos diz que não andamos pelo que sentimos e sim pela fé (2Co 5.7). Muitas vezes queremos sentir o perdão de Deus da mesma forma como sentimos o peso do pecado. Mas o exercício da fé, às vezes, vai exigir que creiamos, mesmo sem sentir que estamos perdoados.

O nosso inimigo acusador sabe que nós somos dados aos sentimentos. Portanto, ele sempre vai acusar nossa mente de que não fomos perdoados, pois, afinal, ainda nos condena. Mas veja o que disse ainda o apóstolo João: “Nisto conheceremos que somos da verdade e tranquilizaremos nosso coração diante dele; pois, se o coração nos condena, Deus é maior que nosso coração; ele conhece todas as coisas” (1Jo 3.19,20). Sim, Deus é maior do que as acusações de nosso coração. Tranquilize seu coração diante dEle!

Em vez de você dizer que não sabe se está perdoado porque não sente em seu coração, diga: “Eu creio no perdão, porque a Palavra de Deus diz que se eu confessar, estarei perdoado”! O que importa é o que diz a Bíblia e não o que você sente. Apenas desse modo você poderá se sair vencedor sobre as acusações do diabo.

Nunca coloque em xeque a verdade eficaz da Palavra de Deus por causa da instabilidade de seus sentimentos. Eles são assim, ora estão em alta, ora em baixa; ora estão eufóricos, ora estão desanimados. Mas a Palavra de Deus não muda em absolutamente nada! Ela não muda porque é de Deus e Deus não muda! Creia no que a Bíblia diz e confie no perdão de Deus para sua vida. Prossiga sua jornada da fé confiante que Deus vela por Sua Palavra e não pelas oscilações de nossas sensações.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson