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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

MOTIVAÇÕES


Por: Rev. Wellington Miguel

Quero aqui partilhar com meus amigos sobre as motivações que nos levam a nos aproximar uns dos outros. Normalmente as proximidades que temos visam em sua maioria proporcionar benefícios para nós. Fazemos aquela costumeira pergunta: “Olá! Como está?” e outro diz: “Tudo bem!”. Sim, fazemos isso por educação e isso é bom. Mas, será que, de fato estou interessado em saber como está tal pessoa? Será que estou me importando com seu bem-estar quando lhe dirijo esta pergunta? 

Numa sociedade marcada pela urgência, o famoso “tô correndo atrás depois te ligo”; a paranoia do consumismo, a centralidade do “eu”, a supervalorização do corpo, vêm minando a riqueza da verdadeira e profunda amizade. Quando procuramos por alguém, normalmente é porque precisamos de algo. O “ter” tornou-se o modo de vida mais importante do que o “ser”. Estamos vivendo um tempo em que a sociedade está amando coisas e usando pessoas.

O mesmo está se dando na fé cristã. Pessoas se utilizam de Deus (se é que o podem). Fazem de Deus o seu servo. Esquecem-se, ou nunca se interessaram em compreender que a oração é um lugar, antes, de comunhão (intimidade). Pessoas vão à igreja, porém com motivações estranhas. O culto é um ambiente onde o principal propósito é oferecer, porém muitos vão para requerer.

Nossos relacionamentos familiares também sofrem dessa crise. Em muitos lares, o diálogo limita-se à solicitação de favores e deveres. Não há afetividade entre cônjuges, nem entre pais e filhos. Quando se aproximam é para fazer cobranças. Pense. Quanto tempo você gasta num diálogo descontraído com a família, no ouvir o relatório do dia dos filhos e do cônjuge? Quanto tempo gasta orando em família, se é que se lembra disso pelo menos nas refeições? E as histórias de famílias, as histórias bíblicas, assuntos profundos que falam do “ser” e menos de coisas? E os diálogos que se importam com o bem estar do outro?

Certo dia estava me preparando para viajar. Com pressa lavava o carro quando, de repente, fui surpreendido por um homem que vivia nas ruas embriagado. Eu pensei: “Agora não!”. Mas notei em seus olhos uma necessidade de receber atenção. Então, abandonei a esponja, desliguei a água e lá iniciamos um longo diálogo sobre o plano que Deus tinha para ele, de lhe transformar e salvar. Minha viagem? Obviamente atrasou! Mas aquele homem, dias depois veio a mim e disse: “Quero servir ao Senhor com você em sua igreja”. Compreendi e aprendi o valor de um tempo bem investido.

Meus amigos, talvez seja estranho o que vou lhes dizer, mas que tal pararmos? Repensar nossa filosofia de vida, o que realmente vale a pena, quais são os valores de vida que adotamos. Parar e observar nosso (a) esposo (a) que há muito tempo gostaria de viver momentos de exclusividade com você e essa correria e distração não o (a) permitiu ver. Parar e observar o quão distantes estamos de uma verdadeira comunhão com Deus e de Sua igreja. Agendar visitas a um (a) amigo (a), não para lhe pedir favores e outros, mas para cuidar, encorajar, auxiliar.


“Não posso parar”. Talvez você esteja pensando nisso. Mas, você um dia vai parar, não sei de que forma, mas vai. A própria vida vai fazer isso. Por quê? Porque ela clama pela profundidade, pela qualidade de tempo, pela atenção, pela oração. Veja isso em você mesmo...

Há muitas coisas que gostaria de tratar, mas não quero ser enfadonho. Fico por aqui, numa expectativa de ajudar de alguma forma e despertamos da sonolência dos nossos tempos e assim vivermos para a glória de Deus.


Forte abraço!

Wellington Miguel

Rev. Wellington Miguel é pastor
na IMVC da cidade de Esmeraldas/MG
e pós-graduado em Teologia na área
de Aconselhamento

3 comentários:

  1. Graça, Misericódia e Paz!

    Belo texto. Curto, verdadeiro e profundo o bastante para que muitos de nós repensemos sobre a corrida desenfreada pelas coisas.

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    1. Verdade meu amigo Aislan Vilalba. A inversão de valores está crescente na sociedade e em seus setores como a família, a igreja e os laços entre amigos. Queremos "fazer vida" sem antes vivenciá-la, queremos edificar sem fundamentar. Relacionamento é convivência, relacionamento é fundamento. Fundamentar e conviver requer qualidade e tempo.

      Forte abraço!

      A Senhor toda a glória!

      Wellington Miguel
      Esmeraldas

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  2. É verdade, querido Aislan. Sempre tenho dito que não basta fazer as coisas certas, é preciso ter as motivações certas para se fazer o que é certo. E esse texto nos ajuda a refletir sobre alguns aspectos dos estímulos que nos impulsionam a fazer o que devemos fazer.

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