Teolatria

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A POSTURA CRISTÃ PERANTE A CIDADANIA DAS ELEIÇÕES



Estamos à beira das eleições para definir os governantes de nossa cidade pelos próximos 4 anos. Será neste domingo. Entretanto, não posso deixar de falar sobre algumas questões importantes para nós como igreja, uma vez que não nos comportamos como o mundo e nem a ele pertencemos (Jo 17.16). Mas ainda estamos no mundo (Jo 17.11) e precisamos saber, ou pelo menos nos lembrar de que maneira reage o filho de Deus que ainda habita neste mundo (Fp 2.15).

As considerações que farei a seguir usam a Palavra de Deus como norte para procedermos com prudência diante da nossa responsabilidade como cidadãos. Todavia, quero ressaltar que estamos num mundo caído e, consequentemente, toda forma de governo humano é falha e corrompida, pois quem está no poder é o homem e este corrupto. Mas Deus permitiu essa gama de sistemas de governo, uma vez que na forma teocrática (Deus como governante) o povo não conseguia preencher os requisitos santos e perfeitos de Deus. Surgiram então a monarquia, a república, o parlamentarismo, presidencialismo, democracia, regimes ditadores, com variados sistemas econômicos como socialismo, capitalismo, comunismo, etc. Bem, não importa qual seja o sistema de governo ou econômico de um país, todos eles são marcados pela corrupção e pela mancha enorme de pecado que existe no coração humano. Então vou me limitar ao nosso sistema que é o democrático presidencialista capitalista, e mostrar como deve ser a participação de um cristão verdadeiro na sua atividade sociopolítica, porque, querendo ou não, o cristão é um ser social e político.

A PRÁTICA DA ORAÇÃO PELOS GOVERNANTES NÃO ESGOTA NOSSO EXERCÍCIO DE CIDADANIA (1Tm 2.1-3)

Que devemos orar pelos nossos governantes todos nós já sabemos. O problema é que nem sempre nos atentamos para o fato de que só orar não basta. Nós vivemos num país democrático e todos temos o direito de exercer a nossa cidadania. Quando Paulo escreveu esse texto a Timóteo, eles viviam num regime monárquico, onde, mesmo com a presença do senado romano, o domínio era realmente do imperador. Em outras palavras, não havia muito o que o cristão fazer em termos de exercício de cidadania. Paulo tinha cidadania romana, mas isso não era privilégio da maioria dos cristãos, portanto, o que podiam fazer mesmo era orar.

Porém hoje, nós vivemos num país de livre expressão. Nossa cidadania pode ser exercida com liberdade. Podemos fazer algumas coisas além de orar. Paulo, por exemplo, exerceu sua cidadania romana na cidade de Filipos (At 16.36-39).

Na época de Paulo, eles não podiam eleger seus governantes. Os reis assumiam o trono de seu pai, ou algumas vezes havia conspirações para colocar outra família no trono. Com isso nasciam tramas, traições e muitos assassinatos. Em nossa época é tudo diferente. Nós podemos escolher nossos governantes para nos representar; nós podemos cobrar dos nossos representantes, caso não estejam cumprindo seu dever para com a sociedade. Continuamos sendo cidadãos, mas somos mais que isso, somos cristãos, somos representantes do Rei dos reis, o Qual governa com justiça e equidade. E é isso que devemos exigir dos nossos representantes no governo. Sabemos que ninguém tem condições humanas para reger com justiça, mas não podemos negar que ainda existe um pouco da imagem de Deus na humanidade e é isso que temos que exigir que seja demonstrado. O que não podemos fazer é pecar. Protestar e ser voz profética podemos e devemos.

Engraçado é que ouço muitos cristãos falarem que crente não se envolve com essas coisas, alguns até com ares de santidade, mas por trás vendem seu voto a troco de migalhas, de favores banais e ficam de rabo preso com corruptos, participando de sua corrupção. Ainda pensam que são eternos devedores por causa de um favor pessoal que recebeu daquele político imoral. Mas quero falar sobre outra coisa intimamente ligada a essa.

O VOTO É UMA BÊNÇÃO DE DEUS

Há praticamente três desencontros que algumas pessoas cometem com seu voto: uns jogam-no fora (anulam ou votam em branco), alegando que não têm ninguém em quem votar, ou que não se importam com a cidadania, outros dizem que vão votar em qualquer um (não têm critério) e outros negociam seu voto como já falamos. O voto é uma conquista de um povo que lutou pelo banimento da ditadura militar e colocou na mão do povo o direito de escolher quem ele quer que seja seu governante. E isto veio com a permissão de Deus. Há países que não podem exercer o direito de mostrar quem o povo gostaria que fosse seu governante. É claro que estamos longe de termos um representante que seja realmente confiável, como já vimos as razões para isso. Mas não devemos desperdiçar a chance de praticar a mais simples expressão de liberdade de cidadania que se pode ter: votar.

Os apóstolos, antes da descida do Espírito Santo, propuseram lançar sortes para escolher um dentre dois candidatos que preenchessem os requisitos do ministério apostólico (At 1.15-26). Em At 6.3,5 a igreja escolheu 7 homens para preencher as vagas de diáconos. E em At 14.21-23 foi feita uma eleição de presbíteros nas igrejas de Listra, Icônio e Antioquia.

Observe que para fazer a candidatura, os pretendentes deveriam preencher certas qualidades antes mesmo de serem colocados à escolha. Então eram escolhidos os melhores entre os que já preenchiam as exigências. Claro que estamos falando de governo eclesiástico, mas como já disse, a Bíblia nos dá um norte para praticarmos nossos direitos e deveres.

Antes de votarmos, e até mesmo antes de analisar os candidatos, deveríamos conhecer quais são os requisitos que eles devem preencher. Só então podemos analisar os que forem os melhores para que sejam dignos do nosso voto.

Quando anulamos ou votamos em branco (o que é um direito), estamos dizendo duas coisas: ou que nós não temos opções, ou que nós não nos importamos. Mas, entre os homens caídos, há alguns que ainda manifestam um pouco mais da imagem de Deus do que outros; ainda há aqueles que preenchem mais do que outros os requisitos para o cargo que pretendem ocupar. Esses merecem nosso voto.

Sobre a questão de vender o voto, ou trocá-lo por algum benefício, nós aprendemos com Daniel, que rejeitou os presentes, as propostas e as glórias do reino de Belsazar (Dn 5.16,17). O crente não vende nem troca seu voto. Ele não é egoísta, que olha só pro seu umbigo; ele olha para a cidade, para todos, ele ora e busca a paz na cidade e não benefícios pessoais (Jr 29.7). O homem é um ser comunitário, então é óbvio que nossa busca pelo bem deveria ser um bem comum a todos. A Bíblia diz que devemos nossas obrigações para com o Estado (Rm 13.7). Então, na hora de requerer, devemos requerer com vistas ao bem comum e não pessoal. Alguns dizem: “Mas todo mundo faz isso”... E a Bíblia diz: “Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos” (Lc 9.60).

UM REPRESENTANTE QUE PROJETE NOSSA CONCEPÇÃO DE MORALIDADE

Essa é nossa primeira eleição onde já passa a valer a lei da ficha limpa. Mas pelo visto, parece que essa lei não está fazendo quase nenhum efeito nem por parte da justiça nem tampouco do povo. Por parte da justiça, os candidatos sujos acabam sendo julgados com decisão favorável; e por parte do povo, as pessoas continuam votando no indivíduo corrupto.

Mas não para nós cristãos. Os cristãos devem colocar no poder aqueles candidatos que melhor projetem a nossa concepção de moralidade. Não se pode admitir que um cristão vote numa pessoa cujo passado político é comprovadamente imoral. Os crimes eleitorais passam desde a compra de votos até o enriquecimento ilícito com o erário público, muitos desses crimes são denunciados, investigados e comprovados e, por incrível que pareça, muitos crentes continuam dando sua parcela de contribuição para que a corrupção continue. Só pode ser por algum motivo, ou muito ingênuo ou muito corrupto para que cristãos façam isso. Ou se está ganhando algum benefício pessoal ou eclesiástico com isso (uma vez que muitos pastores também se vendem e vendem seu rebanho a troco de favores para sua igreja), ou é porque está sendo ludibriado pelo carisma do candidato, que sabe falar bem, abraça o povo, chora nos palcos de comícios, dá tapinha nas costas e promete um paraíso. Infelizmente há pessoas que votam em um candidato porque receberam dele um abraço ou um sorriso...

Em 1Tm 2.2 diz no final do versículo que o objetivo de orarmos pelos políticos é “para que vivamos uma vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito”. Essa última palavra pode significar “seriedade moral” tanto da nossa parte como da dos governantes. A pergunta é: que concepção de moralidade nós temos quando votamos num ser corrupto sob as máscaras de bonzinho? Até quando vamos ter a ilusão de que político gosta da gente? Podemos dizer que a minoria dos políticos trabalha realmente pelo povo. A esmagadora maioria está ali para fazer seu “pé-de-meia”.

Pesquise se o seu candidato está com a ficha limpa ou não. Não faz sentido se você diz que tem moral e vota num imoral, porque afinal essa é sua concepção de moralidade. Infelizmente a Lei ainda permite campanhas destes.

CONCLUSÃO

Vamos resumir o que propusemos aqui nesta mensagem:

Devemos orar pelos nossos governantes, mas precisamos agir com o exercício da cidadania porque temos liberdade para isso.

Não devemos jogar fora nosso voto, nem votar sem critério, antes, devemos escolher aqueles que preenchem os requisitos para o cargo a que concorrem.

Crente que vende seu voto é egoísta e inconsequente; só pensa em si mesmo e não se importa com as consequências de um governo corrupto.

Devemos votar naquele candidato que mais reflete nossa ideia de moralidade.

Candidatos simpáticos e alegres não devem nos enganar, pois não olhamos a aparência e sim a conduta anterior, se têm ou não problemas com a justiça.

Dia tes písteos.

Pr. Cleilson

3 comentários:

  1. Pr Cleilson, o senhor não mencionou os candidatos ao argo de vereador... estes são os que criam as leis municipais! dentre os muitos candidatos, há aqueles que foram eleitos e nada fizeram para o povo... há os que serão eleitos e nada farão pelo povo... e há os que dizem fazer algo pelo povo... na verdade, acho que o crente deve exerer, sim, o seu direito de cidadania; só não gosto da ideia do crente se envolver na política, defendendo este ou aquele candidato... acho que devemos votar e acolher a decidão da maioria, orando em todo tempo, para vivermos em paz com todos, se possível.......... abraços...

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    1. O texto procurou ser o mais generalizado possível, ou seja, as aplicações podem ser feitas a todos os cargos concorridos. Quando o texto diz "devemos escolher aqueles que preenchem os requisitos para o cargo a que concorrem", mostra que a população muitas vezes vota sem saber necessariamente qual o papel de um vereador, ou prefeito, ou deputado, etc. O cristão deveria estar por dentro disso e alertar uns aos outros, claro sem influenciar para este ou aquele candidato, mas mostrar as consequências de se escolher um que não preenche as qualidades necessárias.

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    2. agora entendi... e concordo plenamente.........

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