Teolatria

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

GLÓRIA FUTURA PARA A IGREJA QUE REFLETE A GLÓRIA PRESENTE (1PE 5.10)



A palavra hebraica kabhod significa geralmente glória. Mas no sentido literal quer dizer peso, ou seja, quando Deus desce o peso de sua glória afasta o pecado e a iniquidade. Paulo fala um pouco disso quando visualiza a glória futura de Deus com a igreja (2Co 4.17).

A palavra doxa no grego possui dois significados. A glória, como esplendor da majestade e o outro sentido é opinião, juízo emitido, crença. Portanto o termo doxia patri quer dizer “glória ao Pai”, mas a palavra orthodoxia quer dizer “crença correta”.

Quando a Bíblia fala de glorificar, ela está se referindo ao sentido de majestade. Portanto, glorificar a Deus é reconhecer o esplendor de sua majestade. Mas quando a Bíblia fala de gloriar, está usando outro termo grego kauchema que significa orgulho, jactância. É que na língua portuguesa possui a mesma raiz, mas não no grego. Em certo aspecto, faz sentido, porque quando o homem se orgulha, obviamente está buscando alguma glória.

Deus distribuiu um pouco de sua glória entre nós


Ele comunicou sua glória na criação (Sl 19.1) e também a revelou ao seu povo no antigo pacto através da arca da aliança. Tanto é que quando a arca foi levada pelos filisteus, a nora do sacerdote Eli colocou o nome de seu filho de Icabode, que quer dizer: “Foi-se a glória” (1Sm 4.21,22). Deus também partilhou de sua glória com a humanidade, em especial com o gênero masculino (1Co 11.7). É por isso que Paulo diz que quando todos pecaram ficaram destituídos da glória de Deus (Rm 3.23).

Cristo, a glória de Deus, é vindo ao mundo


Finalmente, a glória de Deus foi revelada em Cristo (Jo 1.14). Ele deu uma demonstração desta glória a três de seus discípulos no monte santo (Mt 17.2). O autor aos Hebreus diz que Ele, Jesus, é o resplendor da glória de Deus – glória que Estêvão contemplou em sua morte (At 7.55; Hb 1.3). É assim que virá o Filho de Deus na sua parousia (Mt 24.30).

Portanto, a glória pertence a Deus somente, Ele não divide sua glória com ninguém (Is 42.8). A igreja não foi chamada para ter glória própria. Ela reflete a glória que é de Deus. Não é à igreja que as pessoas devem elogiar e sim a Deus, que lhe transfere a glória (Mt 5.16; Ef 3.21; Ap 12.7).

A igreja e a glória de Deus


Para ter seu propósito cumprido, revelando sua glória ao mundo através da igreja, Deus mesmo veio habitar em nós, na Pessoa do Espírito Santo (1Co 3.16; 6.19), a fim de que sua glória fulgurasse, já que nenhum homem pode refletir a glória de Deus por si só. A habitação do Espírito de Deus em nós nos possibilita a cada dia galgarmos os degraus da santificação (2Co 3.18). Paulo diz que o fato de contemplarmos a glória do Senhor, ainda que obscuramente (“como por espelho”) causa em nós transformação gradual dessa glória, para que um dia cheguemos conforme sua imagem.

Com essa verdade em mente, reconhecemos que é obrigação da igreja refletir a glória de Deus, uma vez que seu Espírito veio fazer habitação em nós. A igreja não tem brilho próprio, portanto, não merece elogio.  Ela é veículo da glória de Deus. De tal maneira a igreja foi chamada e capacitada para brilhar, que quando o mundo olha, não é a igreja que ele vê, mas Cristo mesmo. Tudo o que a igreja fizer deve refletir a glória de Deus, até mesmo as coisas mais simples e corriqueiras da vida (1Co 10.31).

Quando a igreja se nega a pregar o Evangelho, ela está se negando a refletir a glória de Deus, visto que o Evangelho revela a glória de Deus (1Tm 1.11). E quando ela prega outra coisa que não o Evangelho, ela está tentando privar Deus de sua glória, ou confundir a glória de Deus com as glórias deste mundo, uma vez que os atributos de Deus são revelados no Evangelho e o conjunto desses atributos é tido como sendo a glória de Deus (Rm 1.17; 2Co 4.1-6).

Deus planejou na eternidade conduzir muitos filhos à sua glória (Hb 2.10). Mas Ele não quer somente nos dar essa glória na eternidade, mas quer que a vivamos aqui desde já (Rm 9.23; Cl 1.27). Através da igreja Ele quer dar a conhecer as riquezas da sua glória e da sua graça (Ef 2.7). Mas ao contrário do que se pode pensar, a glória da igreja são as perseguições e não suas ufanias (Ef 3.13). É através das vituperações sofridas por servir ao Evangelho que a igreja prova sua glória (Rm 8.17; 1Pe 4.14). Para Pedro, a glória é o resultado que vem logo após o período de sofrimento (1Pe 1.11). Por isso a igreja deve se alegrar nos seus sofrimentos (1Pe 4.13).

A glória futura


Um dia, a igreja que soube refletir a glória de Deus na terra também será gloriosa (Ef 5.26,27). A palavra grega aqui quer dizer literalmente “em glória”, ou “envolvida na glória” (veja Ap 21.9-11). Todas as promessas para a igreja são promessas de que ela será envolvida pela glória de Cristo (Rm 8.18; Fp 3.21; Cl 3.4; 1Jo 3.2,3). Na ressurreição do corpo, os que morreram em Cristo receberão um corpo glorificado (1Co 15.42,43). Quando Cristo voltar, até a própria natureza será liberta do cativeiro do pecado para que tenhamos liberdade em nossa glória (Rm 8.21). Hoje Cristo é glorificado por nós, na sua segunda vinda, Cristo será glorificado em nós (2Ts 1.10).

Refletir a glória de Deus hoje é um desafio. O pecado nos rodeia muito de perto e as opções para pegar um atalho são inúmeras. Mas devemos trilhar o caminho que Jesus trilhou, o caminho do sofrimento. Esse é o caminho do aperfeiçoamento (Hb 2.10) que o próprio Filho de Deus trilhou. Somente no fim dele é que haverá a glória completa. A glória dos homens nos impedirá de termos a glória de Deus (Jo 12.43).

Dia tes písteos.

Pr. Cleilson

4 comentários:

  1. Oh, meu querido. Que bom ver você por aqui. Nesses dias tenho tido menos tempo para escritas... Tenho postado mais estudos e pregações. Então para não ficar só nesse tipo de postagem, publiquei este texto, que aliás foi também a pregação que fiz quinta-feira, a qual também vou publicar aqui em mp3 para baixar.

    Abraços.

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  2. Muito bom esse texto, quero ouvir esta pregação se possível.
    Sinto muito a falta de um lugar onde as pessoas são verdadeiras e onde a presença de Deus é real. Hoje em dia é extremamente difícil achar alguém que adore a Deus em espírito e em verdade. Queria poder ir para algum lugar onde o pecado não me perturbasse tanto, sou de são paulo capital e só quem vive aqui sabe como é difícil servir a Deus nos dias de hoje.

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  3. Oh, meu querido irmão David Massari. Eu morei em BH, capital mineira, imagino como realmente deve estar difícil cada vez mais servir a Deus em grandes cidades... nossa igreja tem origem lá em BH e muitos de nossos pastores realmente sofrem com isso em nossas igrejas... Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

    Vou publicar essa pregação em breve. Continue acessando o Teolatria e já poderá encontrar essa e outras pregações para baixar. Um abraço!

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