sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0714 - MAIOR REVELAÇÃO, MAIOR RESPONSABILIDADE!

 


Porque o nosso Deus é fogo consumidor” (Hb 12.29).


O contexto deste versículo, por incrível que pareça, está dentro do assunto da graça! As pessoas banalizaram tanto a graça de Deus, que não conseguem imaginar, na era da graça, um Deus que seja fogo consumidor. O pensamento popular é de um Deus brando, suave e só. Causa aversão à mente pós-moderna, a ideia de Deus consumindo com fogo.

Este pensamento é bastante popular entre os crentes também. Quanto aos incrédulos, não podemos esperar que tenham um conceito correto sobre Deus. Mas na igreja, deveria ser obrigação dos crentes não apenas saberem disso, dessa característica de Deus, como também de viver em santo temor a Seu respeito (v. 28).

A ideia do escritor bíblico é que a revelação de Deus cria responsabilidades. Na revelação natural, isto é, somente aquela que Deus Se revela por meio das coisas criadas, o apóstolo Paulo diz que o homem já é indesculpável (Rm 1.20). Na revelação por meio da consciência também, da mesma forma, o homem não terá desculpa (Rm 2.14-16). Na revelação por meio da lei, que foi dada no monte Sinai, o autor aos Hebreus diz que “não escaparam aqueles que recusaram ouvir quem, divinamente, os advertia sobre a terra” (v. 25). Assim também, os que receberam a revelação da graça serão muito mais cobrados!

Observe a intensidade da cobrança. A responsabilidade diante de Deus aumenta na medida em que a revelação é maior. Alguém que conheceu a graça será mais cobrado do que aquele que conheceu a lei, que, por sua vez, será mais cobrado do que aquele que só conheceu a criação. No entanto, não há ninguém que possa se justificar. A verdade é única: todos já são culpados – a revelação apenas define o grau de culpa.

Contudo, esse alto grau de revelação da graça, não deve nos amedrontar. Ela é muito mais gloriosa. O autor diz: “Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembleia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel” (vs. 22-24).

A revelação da graça é superior à revelação da lei e traz consigo muito mais glória. Mas a advertência vem junto: “Tende cuidado, não recuseis ao que fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ouvir quem, divinamente, os advertia sobre a terra, muito menos nós, os que nos desviamos daquele que dos céus nos adverte” (v. 25). Os que recusaram ouvir a lei não escaparam, muito menos os que se recusarem ouvir a Cristo.

A conclusão do autor é que nós, que recebemos a graça, recebemos com ela um “reino inabalável”. Por isso devemos reter essa graça e servirmos a Deus de modo agradável. Se rejeitarmos a graça deste Deus que é amor, conheceremos então, o Deus que é fogo consumidor! Qual é o grau de nossa revelação e como estamos respondendo a ela?

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0713 - LEPRA EMBRULHADA PARA PRESENTE!

 


Então, ele entrou e pôs-se diante de seu senhor. E disse-lhe Eliseu: De onde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte. Porém ele lhe disse: Porventura, não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou de sobre o seu carro, a encontrar-te? Era isso ocasião para tomares prata e para tomares vestes, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois, e servos, e servas? Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para sempre. Então, saiu de diante dele leproso, branco como a neve” (2Re 5.25-27).


A história de Geazi, discípulo de Eliseu, em relação a Naamã, é um dos relatos mais medonhos da Escritura. Geazi era aluno de Eliseu, assim como Eliseu era aluno de Elias. Os profetas não tinham muitos alunos, mas alguns ou um só em especial. Ao contrário de Eliseu, que pediu a Elias porção dobrada de seu espírito, para que fosse como que herdeiro de Elias e seus milagres, o que de fato recebeu, Geazi teve um fim desastroso e assombrador na história de sua vida.

Curado da lepra, Naamã trouxe presentes caríssimos para Eliseu, a fim de ser grato diante do profeta pela bênção recebida. No entanto, Eliseu rejeitou aqueles presentes, embora tenha despedido em paz o capitão sírio.

Todavia, os presentes rejeitados, provocaram a cobiça do discípulo de Eliseu, Geazi. Ele esperou que Naamã chegasse a certa distância e o seguiu, solicitando pelo menos um pouco daquele presente em nome de seu senhor, mentindo que havia chegado dois colegas dele à casa, precisando de um talento de prata (c. 30 kg) e duas peças de roupa. Obviamente, isso era bem menos do que o capitão havia oferecido ao profeta. Ele insistiu que levasse 60 kg de prata, além das roupas.

O grande problema é que Geazi não pensava que o coração de seu senhor o estava seguindo e, em revelação, viu tudo aquilo, todo aquele oportunismo cobiçoso. Ao voltar para Eliseu, Geazi não pôde esconder seu delito e sua sentença foi essa, ficar leproso e ainda passar a doença para suas gerações!

O grande problema da cobiça é que ela não nos avisa que não teremos somente as coisas boas que cobiçamos. Ela não diz que as pragas virão juntamente. Muitas vezes desejamos o bem, as virtudes e o desempenho de outras pessoas, mas não queremos suas mazelas, suas dificuldades e suas aflições.

Geazi perdeu uma grande oportunidade de ser o sucessor de Eliseu, assim como este o fora de Elias... Assim também, muitos crentes perderam a grande chance de serem herdeiros de homens de Deus por terem cobiçado muitos presentes, mas não contavam com a lepra embrulhada em seus pacotes!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0712 - BUSCANDO NOSSO LUGAR NO REINO

 


Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então, irás, envergonhado, ocupar o último lugar” (Lc 14.8,9).


Quem não já passou por uma situação assim? Convidado para um casamento, buscou sentar-se à frente quando, na verdade, aqueles lugares estavam reservados para os padrinhos e testemunhas? O vexame vem na hora em que o coordenador do evento pede que busque outro lugar para se sentar.

Jesus havia sido convidado para comer pão na casa de algum fariseu importante (v. 1). Ali eles observavam Jesus. Queriam ver se Ele cometeria alguma falha. Havia entre eles um homem hidrópico, isto é, que sofria de acúmulo de líquido em seus tecidos ou cavidades corporais. Provavelmente não convidado por aquele fariseu, mas seguidor de Jesus, com esperança de ser curado. Isto porque, depois que Jesus o curou, o despediu dali (v. 4). Obviamente o enfermo não era bem-vindo para aquele fariseu de alta classe.

Agora, depois de curar aquele homem num sábado, é Jesus que passa a reparar os demais convidados daquele fariseu (v. 7). Eles não puderam responder a Jesus nem encontrar falha em Seu trabalho de cura naquele sábado. Mas Jesus viu que eles brigavam pelos primeiros lugares. Dessa forma, Jesus lhes conta essa parábola que lemos no início. A lição está no v. 11: “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado”. Esta parábola é, portanto, uma censura de Jesus para aqueles homens.

No reino de Deus também é assim. Pessoas buscam posições que não são suas, porque seus corações estão inflados de orgulho e buscam promoção pessoal à vista da congregação. Jesus ensina que a verdadeira honra é dada e não tomada. Você deve permanecer humilde e esperar que Deus o eleve. Isso é verdade não só para quem almeja o ministério, mas também para quem já está nele.

Há pastores que não se misturam com o rebanho; buscam, todavia, estar envolvidos com outros pastores e frequentar locais e congressos que lhes deem destaque aos olhos dos homens. O pior é quando a igreja alimenta isso. Já ouvimos de membros de igreja se orgulharem de seu pastor não ter tempo para eles, pois vivia viajando para palestras e congressos.

Estas coisas serão colocadas por Deus em seu devido lugar. Talvez aqui mesmo na terra, onde Deus pode humilhar alguém que Ele não chamou e tirá-lo mais para o fundo, isto é, para os bastidores da igreja. Talvez Deus possa deixar para o dia do tribunal de Cristo, onde receberemos ou deixaremos de receber nossos galardões. Talvez (e esse é o pior) Deus esteja reservando para humilhar tal pessoa no inferno, onde ela sofrerá punição eterna pelo mesmo pecado do diabo, que é o orgulho.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0711 - GUIADO PELO CONSELHO DA PALAVRA

 


O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos” (Pv 12.15).


Vivemos em dias em que nossa geração pensa saber de tudo! Com o avanço tecnológico e da informação, o pouco que as pessoas ouvem dizer, já lhes é o suficiente para pensar que sabem por completo. Em dias como estes, o que menos iremos presenciar, será uma pessoa admitir que seu caminho está errado.

Porém, a Bíblia chama tal atitude de insensatez! Somente ao tolo seu caminho lhe parece reto. Ele não tem um padrão, exceto sua própria mente, que possa lhe dizer se o que ele pensa está ou não errado; esta é a razão pela qual ele sempre vai pensar que está certo. Em outro lugar, o sábio disse: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (14.12). Mesmo o tolo caminhando para a morte, ele não inclinará seus ouvidos para o conselho.

Já o sábio, diz o texto, ele ouve conselhos. Também em outra parte, Salomão diz que “na multidão de conselheiros há segurança” (11.14). Quem diria... o sábio, que era para dar conselhos, ele se presta a ouvir conselhos! De fato, diz o rei de Israel: “Quem anda com os sábios será sábio” (13.20). Além de sábio, vemos aqui sua característica de humildade.

Na nossa vida cristã, nós também temos uma norma, que é a Palavra de Deus. Todo que se diz crente, mas pensa como quer, não pode realmente se dizer crente. O próprio Salomão disse: “Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal” (3.7). Perceba que “temer ao Senhor” contrasta com “não ser sábio a seus próprios olhos”. Todo aquele que tem seu próprio conceito sobre qualquer coisa que não seja proveniente da Bíblia, não teme ao Senhor!

O conselho do cristão está na Palavra de Deus, não apenas na leitura particular, mas especialmente na orientação pastoral genuína, para não haver riscos de má interpretação e, consequentemente, mau entendimento da Escritura. Criar o próprio conceito, ou fazer mau juízo do que diz a Palavra e nisso confiar, também é ser insensato e pior que o incrédulo, pois este já está realmente afastado da vontade de Deus, enquanto o crente que se engana, pensa que está dentro da vontade de Deus, quando, na verdade, caminha para a perdição.

Não deixe que a neblina deste mundo soberbo enevoe seus olhos espirituais. Guie seus pensamentos pela Escritura e jamais será um tolo que acha que está certo.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0710 - POR QUE PRECISO DE JESUS

 


Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 7.25a).


Falhei com Deus quando eu nasci neste mundo. “Em iniquidade fui formado”, diz o salmista Davi (Sl 51.5). Falhei com Deus quando cresci, desejando o pecado, mesmo sem ninguém me ensinar (Sl 58.3). Foram os momentos constantes de pirraça, egoísmo e muitas brigas na infância. Falhei com Deus em minha desobediência para com meus pais, meus professores e desrespeito para com os mais velhos.

Falhei com Deus quando inclinei meu coração e meu corpo aos desejos de minha adolescência e juventude, quando Paulo ordenou: “Foge, também, dos desejos da mocidade” (2Tm 2.22). Falhei com Deus quando não lavei minhas mãos na inocência e não santifiquei meus lábios. Falhei com Deus quando meus pés caminharam para lugares impróprios e meus olhos ficaram parados diante do pecado, quando Davi disse: “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Sl 101.3).

Falhei com Deus quando deixei de fazer o bem, quando Tiago disse: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado” (Tg 4.17). Falhei com Deus quando troquei o reino de Deus por coisas passageiras e injustificáveis, quando Jesus disse: “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça” (Mt 6.33). Falhei com Deus quando não observei a vontade de Deus, quando Paulo disse: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição” (1Ts 4.3). 

Falhei com Deus quando deixei de dar graças por tudo, quando está escrito: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1Ts 5.18). Falhei com Deus quando falhei com meu irmão, quando ofendi um filho de Deus, quando não me reconciliei com ele, quando deixei de lhe pedir perdão e perdoá-lo, quando Jesus disse: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6.12).

Falhei com Deus quando duvidei de Sua Palavra e confiei em meu próprio braço para resolver meus problemas, quando Jeremias diz: “Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor” (Jr 17.5). Falhei com Deus quando não estendi minha mão para abençoar meu irmão, quando Salomão diz: “Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo” (Pv 3.27).

Falhei com Deus quando dei lugar à carne, caindo em pecado; lugar ao diabo, permitindo que a vontade dele fosse feita; lugar ao mundo quando raciocinei fora da Palavra de Deus, quando Paulo diz que deveria crucificar minha carne (Gl 5.24), não dar lugar ao diabo (Ef 4.26) e levar cativo meu pensamento à obediência de Cristo (2Co 10.5).

Diante de tantas falhas com Deus desde que nasci, por que razão eu pensaria que Ele deveria me aceitar? Por que razão eu pensaria que tenho condições de pagar minha dívida com Ele por minhas obras, sendo que tudo que faço Lhe ofende? Diante de tantas falhas com Deus, eu só posso me humilhar e profundamente triste perguntar: “Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24). Agora entendo por que preciso de Jesus...

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0709 - SOMENTE NA OBEDIÊNCIA DEUS MOSTRARÁ SUA GLÓRIA

 


Disse Moisés: Esta coisa que o Senhor ordenou fareis; e a glória do Senhor vos aparecerá” (Lv 9.6).


Apesar de o livro de Levítico ser quase abominado pelos crentes, nele lemos os detalhes especificados de como tinham que ser realizadas as ofertas para Deus. As coisas eram tão minuciosas que ficamos impressionados como Moisés e Arão se lembraram de cada detalhe para fazer exatamente conforme Deus tinha ordenado!

O livro de Levítico é chamado de “o livro da santidade de Deus”. Até mesmo na proibição de comer certos tipos de animais, o motivo que Deus dava era porque Ele é santo (Lv 11.44). Também todas as ofertas que deveriam ser levadas aos sacerdotes tinham sua forma de ser apresentadas. Não era de qualquer jeito. Isso nos leva a entender muito sobre o caráter de Deus.

Deus estabelece a forma de ser adorado porque Ele é Deus. Qualquer ser que exija adoração sem ser Deus é usurpador; e qualquer criatura que dirija adoração ao que não é Deus é idólatra e incorre em pecado severo contra Deus.

Quando Deus exigia até a forma pela qual devia ser adorado, Ele estava eliminando aquele pensamento do coração do homem, de que adoramos do jeito que queremos, do jeito que nos sentimos melhor. Os pagãos adoravam seus deuses com certos rituais e em certos lugares, mas Deus proibiu Seu povo de imitá-los (Dt 12.2,30; 16.21; 18.14).

Depois de todas as ordenanças de Deus a Moisés, de como as ofertas e sacrifícios deveriam Lhe ser apresentados, a palavra dele para seu irmão Arão foi a seguinte: “Esta coisa que o Senhor ordenou fareis; e a glória do Senhor vos aparecerá” (Lv 9.6). Bem, o que entendemos rapidamente aqui é que a glória do Senhor apareceria como sinal de aprovação pela obediência.

Isso não mudou por causa da velha aliança ou nova aliança. Isso é um princípio eterno do caráter de Deus. A glória de Deus só será manifesta quando Seu povo Lhe obedecer! Infelizmente, vivemos em tempos em que muitas pessoas na igreja pensam que podem “invocar” a glória de Deus com cânticos de meia hora de repetição, guitarras com delays enormes, teclados com pads infinitos e outras práticas mântricas orientais em cultos com salões escuros...

Absolutamente nada disso impressiona a Deus, por mais que os homens fiquem admirados! O aparecimento de lágrimas, comoção, choro compulsivo, transe ou qualquer outra reação extática que as pessoas tenham não indicam aprovação de Deus nem manifestação de Sua glória.

Apenas a obediência ao que o próprio Deus ordenou é que fará com que a glória de Deus apareça. As palavras de Moisés a seu irmão devem ser repetidas nas igrejas hoje: “Esta coisa que o Senhor ordenou fareis; e a glória do Senhor vos aparecerá”.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0708 - QUEM VAI REQUERER TUA ALMA?

 


Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12.20).


As pessoas desenvolveram uma mentalidade errada acerca de quem vai pedir a alma do ser humano. Muitos pensam que a morte vem com capuz e foice, outros acham que o diabo pode requerer a alma de alguém que foi muito mau, ainda outros pensam que a alma volta em outro corpo e por aí se levantam diversas teorias e pensamentos populares.

Todavia, a Bíblia nos diz que quem vai requerer a alma do homem é Deus. O que o diabo faria com uma pessoa no inferno? Absolutamente nada! Ele não tem poder nem aqui, exceto pela permissão de Deus, no inferno então, ali é que ele não terá mesmo poder nenhum sobre ninguém!

O inferno é de Deus e não do diabo. O inferno pertence a Deus tanto quanto o céu, a terra, o mar, todo o universo, visível e invisível. O diabo não é dono de nada e Deus é dono de tudo. No céu, Deus demonstrará Seu amor e no inferno Sua justiça! No céu estarão os filhos do amor de Deus e no inferno os filhos da ira de Deus (Jo 3.36; Ef 2.3). Os pés de Deus esmagarão os ímpios no inferno, enquanto Seus braços acalentarão os crentes no céu!

Alguns dizem que Deus não lança ninguém no inferno, mas Jesus disse o contrário: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28). Somente Deus pode fazer perecer no inferno. O diabo não tem esse poder. Aliás, o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41). No último dia, ele será lançado ali e sofrerá pior do que todos os anjos que caíram com ele e do que os ímpios que foram enganados por ele (Ap 20.10).

Nós devemos avisar às pessoas acerca disso. Por pensarem conforme o conceito popular, o temor delas se direciona para o ser errado. Não é ao diabo que devemos temer e sim a Deus. A ênfase na bondade de Deus levou muitas pessoas ao engano de que Deus não tem ira e nem exerce justiça e, se exerce, quando muito, é aqui na terra mesmo. Não, meus amigos! A ira de Deus é santa e justa tanto quanto Seu amor. Deus condena com ira total um ímpio, ao mesmo tempo em que sorri amavelmente para um salvo!

Devemos nos lembrar de que fomos salvos não do inferno ou do diabo, mas fomos salvos de Deus. Ele nos salvou dEle mesmo. Não tínhamos dívida com Satanás, mas éramos devedores eternos de Deus! O diabo não era ameaça para nós, mas Deus sim. A ira do diabo é pecaminosa, injusta e maldosa, mas a ira de Deus é santa, justa e correta! Só somos salvos da ira de Deus por meio do sangue do Seu Filho: “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5.9).

De quem você agora está com medo? Sim, deve ser de Deus mesmo. No entanto, Ele, por ser amor, enviou Seu Filho para resolver essa questão por nós. Uma vez que você confia sua eternidade a Cristo, então você é retirado de debaixo da ira de Deus para estar eternamente protegido por Seu imenso amor!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson