“Então Jesus lhes indagou: “Como podem afirmar que o
Cristo é filho de Davi?” (Lc 20.41 – KJA).
Quando nosso Senhor pisou Seus santos pés nesta imunda terra para cumprir Seu propósito eterno, poucas pessoas O reconheceram como filho de Davi. Alguns, como o cego de Jericó, a mulher cananeia e algumas crianças no meio da multidão na entrada triunfal, puderam chegar perto deste reconhecimento.
Os mestres da lei, apesar de ensinarem que o Messias prometido seria filho de Davi, todavia, não conseguiam duas coisas: nem perceber que Jesus era esse Messias, nem também entender Sua origem. Para eles, o Messias seria (e ainda será, na mente dos judeus) um homem que, ao vir, restauraria o reino famoso a Israel. Não são apenas judeus que assim pensam, senão que também todos os sionistas, inclusive sionistas cristãos, apesar de que a diferença é que os sionistas cristãos creem que Jesus é o Messias e não esperam outro.
Mas a pergunta de Jesus embaraça os saduceus, mestres da lei, escribas, fariseus e muitos judeus, inclusive discípulos dEle. Os doutores da lei, em vez de meditarem nas profecias e nos Salmos, colocaram seu pressuposto como ponto de partida de interpretação e erraram.
O Salmo 110 dizia o quê? “Assim declarou o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita e aguarda, enquanto de teus inimigos faço um objeto de descanso para teus pés!” (KJA). O primeiro SENHOR está todo maiúsculo, o que quer dizer que Davi se referia a Deus Pai, ainda que não tivesse o entendimento da Trindade. O segundo Senhor está só com a primeira letra maiúscula, em hebraico, Adonai, referindo-se a outro Senhor, que é Senhor de Davi, isto é, o Messias.
Davi não poderia chamá-lo de “meu Senhor” caso ele fosse seu filho, seu descendente. Ao contrário, inspirado pelo Espírito Santo, Davi diz que o Messias prometido é seu Senhor e não seu filho. Se Ele é Senhor de Davi, então não pode ser filho de Davi. Os escribas simplesmente colocaram seu pressuposto acima da dependência da Escritura e então ensinaram errado ao povo. Por isso, ainda que muitos reconhecessem Jesus como Messias, eram míopes e O chamavam de “filho de Davi”. Já os próprios escribas eram totalmente cegos, pois nem interpretaram direito, nem reconheceram Jesus como Messias.
Em Apocalipse, um dos 24 anciãos respondeu a João: “Não chores, pois o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos” (5.5). Se Ele é a raiz de Davi, então Ele é a origem de Davi. A raiz é que dá origem à árvore e não o contrário. Neste caso, Davi é que veio de Jesus e não Jesus de Davi, embora, como homem, descendeu de sua linhagem!
O que isso nos mostra? Que o Messias não é apenas um homem!
Ele é também Deus! Ele é eterno! Miqueias já tinha avisado, mas os escribas
eram cegos e surdos para compreenderem: “No entanto tu, Bete-Lechem, Belém,
Casa do Pão; Ephrathah, Efratá, Frutífera, embora pequena demais para figurar
entre os milhares de Judá, sairá de ti para mim aquele que será o governante
sobre todo Israel, cujas origens são desde os dias da eternidade!” (5.2 –
KJA).
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

Glória a Jesus
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