“Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos
céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai” (Mt 24.36).
Quando Jesus pregou aos Seus discípulos o Sermão Profético, Ele usou o método de profecia costumeiro no Antigo Testamento. Ele falava de coisas próximas junto com coisas futuras. Entre as coisas que Ele falou, uma delas tem trazido confusão sobre a deidade de Cristo. Os arianos, testemunhas de jeová, unitaristas, mórmons e outras religiões falsas que negam a divindade de Cristo gostam disso. Trata-se do fato de Jesus ter dito que “nem o Filho” sabe daquele Dia e hora.
Como não é nosso propósito nos debruçar sobre esse aparente impasse, deixamos claro apenas que Cristo estava falando de Sua humanidade. Assim como Ele abriu mão de Sua glória e não usou Seus atributos divinos em causa própria enquanto esteve na terra, Ele fez isso automaticamente com Sua onisciência a respeito desse assunto. Ele preferiu aprender as coisas aqui na terra por meio da obediência (Hb 5.8) e não da onisciência. Se assim não fosse, Sua mãe não precisaria ter-Lhe ensinado absolutamente nada: ler, escrever, aprender histórias, etc.
Torna-se óbvio, portanto, que como Deus, Ele sabe o Dia e a hora de Sua vinda. Mas o que vamos enfatizar aqui é a conjunção adversativa que Ele usou, isto é, a palavrinha “porém” (ou “mas”, dependendo da versão). Jesus está procurando avisar aos discípulos que, apesar dos sinais que Ele apresentou como antecedentes de Seu retorno, por mais claros que sejam, o Dia e a hora mesmo ninguém sabe. Veja que antes deste v. 36, o que Ele tem dito é a respeito dos sinais.
Mas alguém poderia se dar ao luxo de relaxar, imaginando que, uma vez que os sinais foram tão claramente avisados por Jesus sobre Sua vinda, esse alguém poderia se comportar de modo despreocupado, pois poderia prever o Dia e a hora desse acontecimento. Por isso Jesus usa a palavra “porém”, para exortar à vigilância. Ele quer dizer: “Embora Eu tenha falado com clareza sobre os sinais que antecederão a Minha volta, porém, vocês não poderão saber o Dia nem a hora, visto que nem anjos nem Eu mesmo, como Filho, sabemos. Então vigiem”.
Assim, Jesus usa a época de Noé como exemplo. As pessoas sabiam que ia ter um dilúvio. Mas viveram despreocupadas, pensando que poderiam evitar sua destruição. Pensaram que podiam ser salvas na última hora. Jesus disse que não tem jeito: “e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (v. 39). Então, a ênfase está no v. 42: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor”.
Novamente, nosso Senhor usa outro exemplo; do pai de família
que, se “soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e
não deixaria que fosse arrombada a sua casa” (v. 43). Ou seja, esteja
sempre apercebido (v. 44), mesmo que Jesus tenha sido claro ao falar dos sinais
do fim. Nosso conhecimento escatológico não pode prever o Dia nem a hora, como
algumas seitas fracassaram em tentar, portanto, “vigiar” é a palavra final.
Día tes písteos.
Pr. Cleilson
Amém
ResponderExcluir