REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0861 - CATIVO FOI O CATIVEIRO

 


“Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens” (Ef 4.8).


O apóstolo Paulo pega esse verso lá do Salmo 68.18, um salmo de Davi, que elogiava Deus por estar sempre presente em suas guerras, dando-lhe vitória. Lá no salmo, Davi diz que Deus é quem subia e levava cativo o cativeiro, recebendo homens por dádiva, ou seja, Deus, como vencedor que pelejava por Israel, subia e levava cativos os inimigos de Seu povo, inclusive rebeldes, como diz o salmo lá.

Aqui, Paulo, inspirado pelo Espírito de Deus, vê que este salmo se aplica a Jesus, que é Deus, o qual subiu em Sua ascensão, levou de fato, cativo o cativeiro real, que é o cativeiro maligno e, ao invés de receber homens por dádivas, como disse antes Davi, Ele deu dádivas aos homens! No salmo, os homens, inimigos de Israel, eram os troféus de guerra de Deus; aqui na carta aos efésios, os homens são os libertos por Jesus do cativeiro do diabo e que recebem os troféus!

Paulo diz que esses troféus, essas dádivas, são os dons que Jesus concedeu a Seus servos. A uns foi concedido ser apóstolos, a outros profetas, a outros evangelistas, a outros pastores e mestres (v. 11)! Que interessante! Que curioso! Que maravilhoso! Jesus transforma os cativos do diabo em livres e lhes concede dádivas poderosas para lutarem contra o cativeiro onde eles estavam!

Com estas dádivas, os apóstolos e profetas fundamentaram a igreja de Jesus com sua doutrina. Os evangelistas trazem mais e mais cativos do diabo para a igreja e os pastores e mestres os fortalecem, ensinando e cuidando deles.

Com estas dádivas, Jesus aperfeiçoa os santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo (v. 12). Embora estes ministérios dados por Jesus não sejam para todos, ainda assim, todo o corpo de Cristo é edificado, pois todos os santos podem desempenhar seu serviço, mesmo que não sejam esses aqui indicados.

O objetivo é duplo, um positivo e outro negativo, diz Paulo. Com o objetivo positivo, Jesus quer que todos cheguemos à unidade da fé (v. 13), ou seja, o aperfeiçoamento nos faz crer na mesma doutrina que nos fortificou. Ele quer também que cheguemos à unidade do pleno conhecimento dEle mesmo, o Filho de Deus. Isto significa uma profunda comunhão com Jesus! Ele quer que atinjamos a perfeita varonilidade, que só se encontra na imagem dEle – é por isso que o Espírito nos transforma de glória em glória (2Co 3.18) – para sermos conformes à imagem do Seu Filho (Rm 8.29).

No aspecto negativo, Jesus quer que não sejamos mais meninos (v. 14). Os meninos são agitados de um lado para outro, não têm firmeza, são imaturos e não têm discernimento das coisas espirituais. Por isso, os homens que induzem ao erro com suas artimanhas sempre conseguem seus intentos com crentes crianças. Mas não podem nada contra aqueles que são firmados na doutrina dos apóstolos e nos cuidados pastorais.

Graças a Deus que o cativeiro que nos prendia foi levado cativo por Cristo! Somos livres e, como se não bastasse, ainda recebemos dons daquele que nos libertou! Glória ao Salvador!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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