“Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe
abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele.
E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me
comprazo” (Mt 3.16,17).
Ao final do batismo de Jesus, a manifestação da Trindade foi espetacular! O Filho de Deus saindo das águas do Jordão, o Espírito descendo sobre Ele e a voz do Pai sendo ouvida a Seu respeito! Sobre Jesus, aprendemos que Ele veio cumprir toda a justiça, foi o que Ele disse para João no v. 15.
Essa justiça que Ele veio cumprir foi Sua obra na cruz. Ele daria Sua justiça aos que nEle creem e levaria seus pecados sobre a cruz. O batismo dEle então foi uma antecipação disso. Ele realmente não precisava Se batizar, nisso João estava certo. Mas João Batista não sabia como seria cumprido o ministério do Filho de Deus. Ele achava que seria uma libertação nacional, tirando Israel das garras do império romano.
Mas Jesus sabia como seria Seu ministério. Ele teria de cumprir a justiça de Deus. A palavra “cumprir” ali, é do grego plēroō, que significa “preencher”. A justiça de Deus tinha uma lacuna, a saber, os pecados dos homens cometidos, como disse Paulo em Rm 3.25,26: “a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”.
Jesus devia cumprir, ou preencher essa lacuna dos pecados anteriormente cometidos, isto é, Ele devia satisfazer a justiça de Deus neste tempo presente. De modo algum Ele tinha pecado, mas como Ele veio para carregar os nossos pecados, então Ele tinha de Se batizar, a fim de representar aqueles que Ele veio salvar. Ali em Seu batismo, Ele figurava que levava os nossos pecados e não os dEle, assim como de fato os levou na cruz, os nossos e não os dEle, pois jamais pecou!
Diante de tamanha expressão dessa cena, não foi sem motivo que João teve a visão gloriosa do Espírito descendo sobre Ele em forma de pomba! Ali começava a se cumprir em Cristo a profecia de Is 61. Não que o Espírito não estivesse antes sobre Ele, mas que a partir dali, Ele começaria uma etapa ministerial, ungido pelo Espírito Santo, como declarou Pedro em At 10.38.
Dos altos céus, o Pai contemplou toda aquele belo episódio no Jordão e Se alegrou sobremaneira, a ponto de fazer uma declaração audível: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”! Sim, o prazer do Pai estava em Seu Filho desde sempre, mas agora revelando isso a Ele de modo especial, pois sabia que Jesus estava disposto a cumprir toda Sua vontade, ainda que fosse aquela dura vontade de ter que suportar Sua santa ira em nosso lugar, a fim de, com justiça, resolver essa questão do pecado!
Jesus não foi daqueles que começam uma coisa e não terminam!
Ele começou a demonstrar Sua submissão a Deus no batismo e levou isso até à morte
e morte de cruz! Por saber disso, o Pai expressou Seu grande contentamento a
respeito do Seu santo Filho, antes mesmo de ir ao Gólgota “preencher” toda a
justiça exigida por Deus, em nosso lugar!
Día tes písteos.
Pr. Cleilson
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