REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0858 - O AGIR DE DEUS DESAFIA NOSSA SABEDORIA E VONTADE

 


“Ó Deus, salva-me, pelo teu nome, e faze-me justiça, pelo teu poder” (Sl 54.1).


O Salmo 54 é um salmo cheio de contrastes. No v. 2, o salmista contrasta os ouvidos de Deus com a boca dele mesmo, que ora e clama. Os vs. 3,4 contrastam os ímpios que desejam tirar a vida do salmista, enquanto é o Senhor quem a sustenta. Os vs. 5,6 contrastam o mal que Deus retribuirá aos opressores com os sacrifícios de louvor que confessam que Deus é bom. E, finalmente, o v. 7 contrasta o livramento do salmista com a ruína de seus inimigos.

No primeiro contraste, entre o Deus que escuta e o crente que clama, aprendemos que nosso clamor deve ser conhecido diante de Deus, seja ele qual for. A Bíblia não nos proíbe de orar, pelo contrário, ela nos ordena a orar! E há garantia de que Ele nos ouve. Agora, se Deus vai nos responder conforme o desejo do nosso coração, isso é outra coisa, mas orar é um dever do cristão. Paulo disse isso aos filipenses, que suas orações deviam ser em tudo conhecidas diante de Deus (4.6).

Do segundo contraste aprendemos que é somente Deus quem sustenta a nossa vida. As pessoas têm medo de morrer, mas não se pode viver com confiança enquanto o medo de morrer atormenta. Isso não é vida. Os inimigos de Davi desejavam tirar-lhe a vida, mas ele sabia que quem o mantinha vivo era o Senhor. O apóstolo Paulo não tinha sua vida por preciosa, pois sabia que, enquanto fosse cumprir o ministério do Senhor, Deus não deixaria que ele morresse (At 20.24).

O terceiro contraste nos mostra que Deus é bom, mesmo quando faz aquilo que parece mau a algumas pessoas. No exemplo que Davi usa, Deus retribuiria o mal aos seus opressores dando cabo deles. E por que Deus faria isso? Davi responde que é por causa da fidelidade de Deus. Então, ainda que pareça mau aos olhos do opressor ser punido e destruído por Deus, a opinião do malfeitor não importa. O que importa é que isso é bom e revela que Deus é fiel!

O quarto contraste nos ensina que o livramento das tribulações de alguns resulta automaticamente na ruína de outros. Paulo diz aos tessalonicenses que Deus dará “em paga tribulação aos que vos atribulam e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco” (2Ts 1.6,7). Ao mesmo tempo em que o alívio vem aos atribulados, vem também a paga da tribulação aos que atribulam.

Estes contrastes nos dizem muito a respeito de Deus e Sua sábia maneira de agir. Muitos ímpios e até mesmo crentes desavisados passam despercebidos pelas formas impressionantes do agir de Deus, querendo que Deus faça as coisas do jeito deles e, com isso, deixam de oferecer louvores voluntários a Deus, como disse o salmista no v. 6, deixando assim de reconhecer Sua bondade.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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