REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0857 - ASSASSINOS FUGITIVOS, ASSASSINOS RESGATADOS

 


“O homem culpado pelo sangue de outro será fugitivo até a morte. Que ninguém o ajude!” (Pv 28.17).


Quando aconteceu o primeiro assassinato no mundo, ainda não havia uma lei que proibisse esse crime. No entanto, ao contrário do que muitos dizem, não é a existência da lei que caracteriza uma ação como pecado. Neste exemplo mesmo, não havia lei, e o que Caim fez a seu irmão foi pecado diante de Deus!

Pelo fato de o sangue de Abel clamar a Deus desde a terra por vingança, Deus determinou que Caim andasse fugitivo por todos os dias de sua vida, ainda que tenha posto nele um sinal que, por um período, o protegeu de intenções homicidas. Esse sinal foi um aspecto da graça de Deus sobre Caim, ainda que uma graça protetora apenas para a vida terrena.

Depois do dilúvio, Deus estabeleceu a pena de morte, visto que a humanidade havia se deplorado em suas iniquidades. Deus disse que “quem derramar sangue de homem, terá o seu sangue derramado pelo homem” (Gn 9.6). Deus dá a razão para a pena de morte – porque o homem é imagem de Deus (mesmo depois da Queda). Eis aqui o valor e a dignidade da vida humana: o fato de ser ele imagem do Criador. Nada mais dignifica a vida humana.

Mas, como é claro em todo testemunho bíblico e também diante de nossos olhos, o homem no pecado não respeita a Deus nem Suas leis nem a seu próximo. A vida alheia ainda é tida para os assassinos como um pedaço de pau que atrapalha sua trilha. Deve ser tirado dali imediatamente.

Porém, mesmo que a lei seja frouxa, ainda assim, a sentença de Deus a esse respeito permanece. De alguma forma, o sangue nas mãos de um culpado atrai vingança. Tanto que a lei de Moisés permitia ao vingador do sangue executar o assassino de seu parente. Isso mostra que não há limites para o sangue derramado – sempre vai ter alguém para cobrar pela vida tirada.

A recomendação do provérbio que lemos foi: “Que ninguém o ajude”! Devido às leis frouxas, os criminosos ameaçam aqueles que não os ajudam. E tais pessoas os ajudam também por causa do medo da ameaça. Não podem confiar na lei que é muito branda em vista do crime praticado. Então vivemos em um mundo de terror, ameaça e impunidade.

Quando nosso Senhor veio à terra, nós fomos culpados do Seu sangue! Nós fomos os Seus assassinos! Entretanto, em vez de nos tornar fugitivos até à cova, Ele recebeu a morte e foi para a cova em nosso lugar. Dali ressurgiu, trazendo vida aos Seus próprios assassinos! Ninguém, além dEle mesmo, podia nos ajudar. Nós matamos o único que podia nos ajudar e, mesmo assim, Ele estendeu Seu perdão para nós, levando-nos à comunhão com o Pai e uns com os outros. Não somos fugitivos nem errantes, mas amparados e trazidos por Cristo à comunhão com o Pai e uns com os outros!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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