“Disse mais o SENHOR a Moisés: Fala a Arão e ordena-lhe:
Nenhum dos teus descendentes, em qualquer geração, se aproximará para
apresentar ofertas de pão a seu Deus, se tiver alguma mácula” (Lv 21.16,17
– KJA).
As leis restritivas para os sacerdotes eram leis rígidas e, se observadas pelas lentes da sociedade atual, tudo não passaria de preconceito. Nenhum sacerdote poderia fazer a oferenda dos pães da proposição se tivesse algum defeito congênito. Não podia ser aleijado, cego, deformado, enfim, nem mesmo com perna ou braço quebrado seria aceito por Deus para oficiar.
A opinião da sociedade não importa. O ofício sacerdotal foi instituído por Deus e somente Deus podia dizer quem, como e o quê deveria ser apresentado. Hoje em dia, por exemplo, é ofensivo você dizer que um cego é cego. Os nomes vão sendo trocados para suavizar a forma de se referir a uma pessoa que não pode enxergar, como deficiente visual e outros termos, mas o fato é que ela permanece cega.
Quando vemos um deficiente, por que sabemos que ele é deficiente? Porque o vemos com um certo déficit em relação ao corpo humano como o conhecemos, ou a alguma habilidade. Mas isso só mostra que há um padrão de perfeição (que nenhum de nós tem) ao qual irão chegar todos aqueles que tiverem um corpo de glória na ressurreição dos mortos.
Mas quando Deus foi chamar Moisés para enviá-lo a Faraó a fim de libertar Seu povo e Moisés deu a desculpa de ser pesado de língua, o que foi que Deus lhe disse? “Quem dotou o homem de boca e língua? Quem fez o surdo ou mudo? Não Sou Eu, Yahweh?” (Êx 4.11). Esse é o problema dos supostos inclusivistas atuais. Dizer que era preconceito israelita um defeituoso físico ministrar no sacerdócio, é tolice, pois quem fez o defeituoso foi o próprio Deus.
Os supostos inclusivistas querem dizer que quando você diz que um defeituoso físico é defeituoso, você está dizendo que ele é incapaz, ou que você é melhor do que ele. Mas de fato, esse defeituoso é inferior a você naquilo que você tem habilidades que ele não desenvolve. Por outro lado, você não tem a mesma percepção auditiva e presencial que um cego tem. Nessa habilidade, ele é melhor que você. Todos somos assim, melhores em algumas áreas e inferiores em outras. Foi Deus quem fez você vendo e ele cego. Isso é fato e o que advém disso como interpretação cultural não invalida o fato de você ver e o cego não ver.
Se Deus tivesse dito que o cego e o aleijado poderiam ministrar o sacerdócio sobre os pães da proposição, então seria pecado proibi-los. Mas como Deus os proibiu, seria pecado admiti-los. A questão não é porque alguém é cego ou aleijado, mas a questão é se Deus proibiu ou não.
Todavia, essa restrição do ofício sacerdotal tinha um
motivo. Cristo, o verdadeiro Sacerdote, ainda estava por vir e, quando viesse,
seria perfeito – porém, referindo-se à perfeição moral (embora fisicamente
também Cristo não tinha defeito). Assim, os oficiantes da antiga aliança
precisavam ser perfeitos (pelo menos visivelmente) para apontar para a
perfeição completa dAquele que viria para ser não só o Sacerdote Perfeito, como
também o Cordeiro Perfeito para o sacrifício pelos nossos pecados!
Día tes písteos.
Pr. Cleilson
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