“Depois da morte de Abraão, Deus abençoou a Isaque, seu
filho; Isaque habitava junto a Beer-Laai-Roi” (Gn 25.11).
A promessa de Deus a Abraão começou a se realizar com o nascimento de um filho de sua esposa, embora ele tivesse filhos com outras concubinas. Alguns pensam que ele se casou com Quetura depois da morte de Sara. Embora o registro bíblico esteja nessa ordem, não significa que os fatos estejam arranjados cronologicamente. Ele bem poderia ter tido essa concubina durante seu casamento.
Com ela, Abraão teve seis filhos. Teve um com a escrava Hagar e um com sua esposa Sara. Porém, como a promessa de Deus incluía Sara, a esposa, e não as concubinas, assim, a bênção de Deus recaiu sobre seu filho Isaque, o filho da promessa.
No cap. 16 lemos o relato do episódio da fuga de Hagar que já estava grávida e não sabia. O Senhor a encontrou junto a uma fonte e ali falou com ela. Por causa desta experiência que Hagar teve com Deus, ela mesma O chamou de El-Roí, em hebraico, “o Deus que me vê” (v. 13). A fonte perto da qual houve o encontro dela com Deus foi chamada de Beer-Laaí-Roí, ou seja, “a fonte do Deus que vive e me vê”.
Por causa deste episódio, era de se esperar que a habitação de Ismael fosse ali perto daquela fonte, visto que foi sua mãe quem teve essa maravilhosa experiência e encontro com Deus. No entanto, esse lugar foi habitação de Isaque e não de Ismael! Foi o que lemos no nosso versículo base.
Abraão ainda chegara a conhecer seu neto da promessa, Jacó. Na verdade, quando Abraão morreu, Jacó e seu irmão gêmeo Esaú tinham 15 anos. Como sabemos, a bênção de Abraão que passou para Isaque, desprezando Ismael, passou de Isaque para Jacó e não para Esaú seu irmão, ainda que primogênito.
Isso mostra que a promessa de Deus estava em Abraão e, depois de sua morte, ela passou para o filho da promessa e não o da escrava. Portanto, ainda que sua mãe tenha experimentado um encontro com Deus, todavia, aquelas terras todas pertenciam a Abraão e seu herdeiro prometido, Isaque. No cap. 25.5, lemos que “Abraão deu tudo o que possuía a Isaque”. Se ele possuía toda a terra prometida, então, legitimamente, ele a transferiu a seu filho prometido.
Estas coisas apontam para Cristo e Sua igreja. Deus também deu tudo a Cristo (Jo 3.35). Como somos herdeiros com Ele, tudo também nos pertence. Mas não se trata dessa terra onde estamos geograficamente. Jesus disse: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5.5). Essa é a terra da promessa, o novo céu e a nova terra, onde habita a justiça (2Pe 3.13).
Assim como Abraão, peregrinamos “como em terra alheia...
porque [aguardamos] a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o
arquiteto e edificador” (Hb 11.10). Ainda que muitos aqui tenham grandes
experiências com Deus, a terra será nossa, apenas para os filhos da promessa em
Cristo Jesus.
Día tes písteos.
Pr. Cleilson
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