“E o SENHOR falou ao peixe, e este vomitou a Jonas na
terra seca” (Jn 2.10 – KJF).
Quando lemos o livro do profeta Jonas, uma coisa nos salta aos olhos: Jonas era o único desobediente e descontente no livro. Sua desobediência era fruto de um nacionalismo religioso exclusivista. Para ele, somente Israel “merecia” a salvação e Deus lhe soava como se fosse propriedade de Israel...
Para Jonas, a vingança sobre um povo mau era melhor do que a salvação de um povo mau. Seu silêncio no navio era fruto de uma fuga de toda espécie e de uma decadência covarde. Ele “desceu a Jope”, depois “desceu para dentro” do navio (1.2), depois “desceu ao porão do navio” (v. 5), depois desceu ao mar (v. 15) e, finalmente, desceu ao ventre do peixe (v. 17).
A falta de temor deste profeta se contrasta com o temor dos marinheiros, que se converteram ao Deus de Jonas (v. 16). A desobediência de Jonas se contrasta também com a obediência do peixe, o qual recebe ordem do Senhor para engolir a Jonas, ficar com ele três dias em seu ventre e posteriormente recebe ordem do Senhor para vomitá-lo (2.10).
No cap. 3, vemos Jonas obedecer ao Senhor, porém contrariado. Mas os ninivitas “creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de pano de saco, desde o maior até ao menor” (v. 5). Foi uma obediência da qual Jonas suspeitava, mas que ele mesmo não tinha nem queria que acontecesse.
No cap. 4, quem vemos obedecer a Deus é a planta. A aboboreira nasceu por cima do profeta, fez sombra à sua cabeça e este se alegrou com ela (v. 6). Depois da planta, um verme obedece ao Senhor (v. 7). Ele devora a aboboreira, a qual se seca, enquanto Jonas fica desprotegido e irritado
O que vemos neste livro, do início ao fim, é um Deus soberano sobre tudo e todos. Homens, animais e vegetais obedecem ao Criador e Senhor de todas as coisas, menos Seu profeta, aquele que O conhecia pela revelação de Deus feita a Moisés (cp. Jn 4.2 com Êx 34.6)! Jonas conhecia Yahweh, o Deus da aliança com Israel! Entretanto, não O obedeceu de bom grado.
Claro que a soberania de Deus funcionou inclusive com Jonas! Querendo ou não, ele teve de anunciar a mensagem do Senhor aos assírios e foi testemunha da conversão e salvação de cerca de 120 mil pessoas! Foi o evangelista que mais trouxe vidas à salvação de uma vez, na pregação mais malfeita que já existiu! O poder está na Palavra e não no pregador!
A lição que ficou para Jonas, talvez, nem tenha sido a lição
da bondade do Senhor, pois isso ele já conhecia. Aliás, era por causa da
bondade do Senhor que ele não quis ir a Nínive! A lição que ficou para o
profeta foi que toda a criatura de Deus Lhe obedeceu prontamente, enquanto
aquele que tinha comunhão com Deus optou por ser rebelde e ranzinza! Será que
isso diz algo a nosso respeito, igreja do Senhor?
Día tes písteos.
Pr. Cleilson
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