“E, afinal, depois de todos, foi visto também por mim,
como por um nascido fora de tempo” (1Co 15.8).
Em nosso país temos, atualmente, um filósofo ateu que promulgou uma palestra a alguns alunos, na qual ele zomba do apóstolo Paulo. Ao criticar a religião, o suposto intelectual brasileiro inclui Paulo em seu saco de pancadas de escárnio e desprezo. Ele diz que Paulo, ao cair do cavalo (não sei como ele descobriu que Paulo estava a cavalo), bateu com a cabeça no chão e, devido a alguma sequela do impacto, isso afetou seu nervo ótico, de modo que ficou cego por algum tempo, até a sequela passar, voltando assim a ver.
Segundo ele, nesse tempo em que Paulo ficou atordoado por esse trauma craniano, foi que ele teve alguns delírios, onde supôs que ouviu vozes e que Cristo o chamava para ser apóstolo. Diante da plateia, tola como ele, que forçava risos das piadas mal-feitas, este filósofo saiu vitorioso sobre si mesmo, visto que não havia ninguém ali para confrontar sua estupidez, a qual não resistiria a poucos minutos de argumentação.
Seria uma perda de tempo destruir e devastar os argumentos idiotas desse ateu aqui nesta reflexão, embora, para que não fiquem alguns com alguma interrogação sobre a suposta vitória deste fanfarrão, farei somente uma pergunta: como ele sabe que Paulo existiu? Para que Paulo batesse a cabeça no chão, ele deveria existir, deveria estar na estrada, de fato ocorreu sua cegueira, enfim, como esse falastrão sabe disso? Como ele crê que Paulo caiu, mas não crê que foi curado?
Os ouvintes e leitores mais atentos já devem imaginar as implicações desta pergunta. Se ele sabe que Paulo existiu, só pode ser por meio da Bíblia. Então, o ateu seleciona uma parte da Bíblia para crer e zomba de outra parte? Como assim? Como ele sabe que parte ele deve acreditar e de que parte ele deve zombar? Como ele seleciona o que é verdade (Paulo existiu, ficou cego, etc.) e o que é mentira (ele não teve um encontro com Jesus, foi apenas delírio)?
Deixando as idiotices ateístas de lado, voltemo-nos para o que diz o apóstolo, pois cremos tanto que ele existiu, que uma luz forte o derrubou, que ele ouviu a voz do Senhor e que se tornou no maior cristão de todos os tempos. Ora, Paulo nos diz que “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras” (v. 3b). Já estava profetizado nas Escrituras este fato histórico e teológico mesmo antes de Paulo nascer! Mas Paulo não tinha esta revelação antes de ser derrubado por Cristo no caminho de Damasco!
E também “que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro
dia, segundo as Escrituras” (v. 4). Não é o fato de Paulo ter visto Jesus
ressuscitado que nos leva a crer na ressurreição e sim o que dizem as
Escrituras. Aliás, nós só cremos que Paulo viu Jesus porque as Escrituras dizem
que Paulo viu Jesus ressuscitado! Não é o testemunho de Paulo em primeiro lugar
que nos convence e sim a Palavra de Deus, pois é por meio dela que sabemos e
cremos no testemunho de Paulo.
Día tes písteos.
Pr. Cleilson
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