“Aquele que fez o ídolo não para e pensa: “Queimei metade
da madeira para me aquecer e para assar o pão e a carne; como é possível o
restante ser um deus? Vou me curvar para adorar um pedaço de madeira?” (Is
44.19 – NVT).
O apóstolo Paulo diz que a idolatria é o resultado da afronta humana contra Deus. Como o homem não pode negar a existência de Deus, então o que ele faz com sua mente pecaminosa? Ele resolve não dar glória a Deus. Ele rouba a glória de Deus e troca “a grandeza do Deus imortal por imagens de seres humanos mortais, bem como de aves, animais e répteis” (Rm 1.21-23).
A mente do ser humano no pecado é tão tola que ele não percebe as coisas óbvias. Deus disse o seguinte por meio do profeta Isaías: “Quanta estupidez e ignorância! Seus olhos estão fechados, e ele não consegue ver, sua mente está fechada, e não consegue compreender” (Is 44.18). Vejamos como a idolatria deixa o homem patético.
No v. 12, o profeta fala de um ferreiro que trabalha em cima de um metal com tanto desgaste a ponto de sentir fome e fraqueza. Como pode ser ele o criador de um suposto deus com sua ferramenta? Ele é homem, se cansa, se fatiga, se desfalece... Mas está lá com o resultado de seu esforço, um ídolo em quem ele passa a confiar. Não deveria ser o contrário? O ídolo que foi criado é que deveria confiar no ferreiro que o criou... Mas a insensatez do pecado não deixa o homem raciocinar.
O v. 13 diz: “O escultor, por sua vez, mede um bloco de madeira e nele desenha um esboço. Trabalha com cinzel e plaina e entalha a imagem de uma pessoa. Dá à imagem beleza humana e a coloca num pequeno santuário”. Como pode uma pessoa em boa consciência entregar suas orações a um desenho artístico feito em madeira, uma imitação de homem ou mulher que o próprio homem fabricou?
Outro planta árvores de lei, se aproveita da chuva de Deus para que estas árvores cresçam, depois as corta, usa parte da madeira para assar a carne, o pão, seu alimento e, com a outra parte, confecciona “um deus para adorar. Faz um ídolo e se curva diante dele” (v. 15b). Se o ídolo fosse poderoso, ele deveria existir antes para poder enviar a chuva para a árvore crescer. Mas ele só veio à existência depois do ridículo idólatra ter plantado a árvore, se aproveitado da chuva de Deus, ter assado sua comida e então esculpir o seu ídolo.
Veja a pergunta óbvia que eles fogem de responder: “Aquele que fez o ídolo não para e pensa: Queimei metade da madeira para me aquecer e para assar o pão e a carne; como é possível o restante ser um deus? Vou me curvar para adorar um pedaço de madeira?” (v. 19). Deus diz que “tal pessoa se alimenta de cinzas e engana a si mesma, confia em algo que em nada pode ajudá-la. E, no entanto, não é capaz de perguntar: Será que este ídolo que tenho em mãos não é uma mentira?” (v. 20).
Talvez você pense que não é um idólatra só porque não tem
uma imagem de madeira, metal ou gesso em casa. Mas e quanto ao dinheiro, à
pornografia, ao político ou ideologia? E quanto a si mesmo, seu cônjuge, seu
filho, aquela pessoa que você tanto admira? A tolice da idolatria não está só
nos entalhes da fabricação, mas também nos detalhes do coração.
Día tes písteos.
Pr. Cleilson
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