“O reino do céu será semelhante a dez virgens que,
tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo” (Mt 25.1).
A parábola das 10 virgens tem sido um campo de debate por ser uma parábola de difícil interpretação. Mas não há nada que a torne embaraçada, senão para aqueles que querem achar um significado onde não tem, ou omitir os sentidos que ela tem.
O primeiro ponto a ser considerado é: por que Mateus colocou essa parábola junto com a do servo prudente e imprudente (24.45-51), a dos talentos (25.14-30) e a dos bodes e das ovelhas (25.31-46)? Se ele as colocou juntas é porque elas carregam o mesmo sentido de um modo geral.
Na parábola dos dois servos temos um prudente e um imprudente; assim também na parábola das virgens. Na dos talentos temos dois servos prudentes e um imprudente, aquele que enterrou seu talento; assim também, na parábola das virgens. Os bodes representam os que foram imprudentes em seu cuidado para com os pequeninos de Jesus; assim também as 5 virgens tolas.
Qual foi a imprudência do servo do cap. 24? Ele achava que seu senhor iria demorar (v. 48); ele espancava seus conservos, comia e bebia com os bêbados (v. 49). Ou seja, sua conduta era de um homem imprudente, incrédulo e perverso.
Qual a imprudência do homem na parábola dos talentos? Foi negligente, não negociando o talento que recebeu, antes o enterrou (25.18). Depois acusou seu senhor de ser severo e injusto (v. 24). Qual a imprudência dos bodes? Eles pensaram em si mesmos e não nos pequeninos irmãos de Jesus, isto é, os crentes, especialmente os mais necessitados (vs. 44,45).
Qual então a imprudência das 5 virgens insensatas? A mesma coisa. Elas simplesmente desconsideraram a necessidade do preparo, foram despreocupadas, assim como aquele servo mau do cap. 24, como também o que enterrou o talento e como os bodes à esquerda de Jesus.
Aqui está o ponto: no cap. 24, todos eram servos; aqui todas eram virgens; nos talentos, todos eram servos; e nas ovelhas e bodes, todos conviveram com as mesmas pessoas. Isso nos mostra que na igreja há salvos e perdidos. Os salvos sempre estão atentos à Palavra, vigiam, se preocupam com suas tarefas e com suas responsabilidades. Eles não querem ser pegos despreocupados.
Já os perdidos que estão na igreja não se importam. Eles são despreocupados, pensam apenas em si mesmos, não pensam em seus irmãos e nem no seu Senhor. Não tem esse negócio, que o azeite das virgens representa o Espírito Santo. O azeite representa sua responsabilidade, mas as tolas foram infiéis. Assim como foi infiel o servo do final do cap. 24, o servo do talento enterrado e os bodes do Juízo Final.
A parábola das 10 virgens, portanto, assim como as demais
parábolas que estão em volta dela, diz a mesma coisa: vigie, seja responsável,
seja prudente, considere a volta do seu Senhor e como você estará naquele dia.
Certamente há mais coisas a serem ditas, mas estas são suficientes para você
saber o que esta parábola significa e como se aplica em sua vida.
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