REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0834 - OS PÃES FERMENTADOS DO PECADO

 


Por isso, celebremos a festa não com o velho pão, fermentado com maldade e perversidade, mas com o novo pão da sinceridade e da verdade, sem nenhum fermento” (1Co 5.8 – NVT).


Na celebração da festa de Páscoa dos hebreus, não se podia encontrar em suas casas fermento algum. Veja o que disse Deus quando instituiu essa festa para Seu povo: “Durante sete dias, comerão pão sem fermento. No primeiro dia da festa, removerão das casas qualquer mínima quantidade de fermento. Quem comer pão com fermento durante algum dos sete dias da festa será eliminado do meio de Israel” (Êx 12.15 – NVT).

Paulo usa essa lei para fazer uma repreensão aos coríntios, que haviam tolerado que um membro da igreja tivesse relações com a mulher de seu próprio pai! Assim como a lei exigia dos hebreus que eliminassem o fermento de suas casas para poderem comemorar a Páscoa, assim também os coríntios deveriam eliminar aquele pecador de seu meio para celebrarem a ceia em sua pureza.

Paulo não separa o pecador do pecado. Assim como os judeus não separavam o fermento do que estava fermentado. O fermento era uma coisa, o pão fermentado era outra. No entanto, não podiam comer o pão fermentado nem achar fermento em suas casas. Assim também na igreja, o pecado é uma coisa e o pecador é outra. Ainda assim, não se pode eliminar o pecado sem disciplinar o pecador.

Por isso é que Paulo diz no v. 5 (provavelmente às autoridades da igreja local, ou até mesmo à igreja como um todo): “Entreguem esse homem a Satanás, para que o corpo seja punido e o espírito seja salvo no dia do Senhor”.

Na antiguidade em Israel, somente nessa época é que não se podia encontrar fermento em suas casas. No restante do ano não tinha problema. Porém, na igreja, seria bom que não se encontrasse o fermento do pecado em tempo algum! Uma vez que o verdadeiro Cordeiro Pascal, que é Cristo, foi sacrificado, então, como Seu sacrifício é de uma vez para sempre, assim também deveria ser a purificação na casa de Deus, de uma vez por todas.

Porém, ainda estamos em processo de limpeza. Ainda há pão velho entre nós. Mas, se queremos apresentar uma verdadeira festa ao Senhor em nossos cultos, precisamos mover os novos pães da sinceridade e da verdade, sem fermento algum, em contraste com os velhos pães da maldade e perversidade (v. 8).

Isto significa cultos puros, santos e aceitáveis a Deus, como disse o mesmo apóstolo em Rm 12.1: “Portanto, irmãos, suplico-lhes que entreguem seu corpo a Deus, por causa de tudo que ele fez por vocês. Que seja um sacrifício vivo e santo, do tipo que Deus considera agradável. Essa é a verdadeira forma de adorá-lo” - NVT.

Não podemos evitar que o diabo ande em redor da igreja do Senhor, mas devemos impedir que ele use a igreja como padaria e nós como padeiros, a fim de fabricar seus pães fermentados de maldade e pecado!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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