REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0831 - QUAIS SÃO NOSSOS MOTIVOS DE OBEDIÊNCIA?

 


Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado” (Nm 15.32).


A curiosa história deste homem, um israelita anônimo, que foi achado por outros apanhando lenha num dia de sábado é precedida por uma regulamentação sobre pecados cometidos sem querer ou de forma temerária. Nos vs. 22-29, encontramos os detalhes dessa regulamentação. Haveria sacrifício de um animal em favor daquele que pecasse sem querer.

Nos vs. 30,31, lemos sobre a regulamentação do pecado temerário, isto é, obtuso, intencional, afrontoso diante da lei. O v. 30 chega a dizer que uma pessoa que peca intencionalmente contra o Senhor blasfema dEle! Deveria ser “extirpada do meio do seu povo, por haver desprezado a palavra do Senhor, e quebrado o seu mandamento; essa alma certamente será extirpada, e sobre ela recairá a sua iniquidade” (vs. 30c,31).

Depois da explicação desta lei, Moisés entra com a história deste homem, a título de exemplo. Depois que ele foi pego apanhando lenha num sábado, logo foi conduzido a Moisés e Arão (v. 33). Ele ficou preso por um tempo, pois ainda não havia uma designação clara na lei sobre qual a punição para quem quebrasse o sábado daquela forma (v. 34). Logo vem a sentença da parte do Senhor: “certamente será morto o homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial” (v. 35). Assim, aquele homem foi executado (v. 36). Em seguida, Moisés continua escrevendo sobre outras leis, etc.

O que temos aqui? Uma séria advertência de Deus para aqueles que desprezam a Sua Palavra! Ora, as pessoas querem dizer que não somos responsáveis por uma lei cujas consequências desconhecemos. Porém, nosso Deus está mostrando que, ainda que Ele não tivesse falado qual seria a punição para quem quebrasse a guarda do sábado, mesmo assim, a pessoa teria que obedecer, pois a obediência está ligada ao fato de ter sido Deus quem falou e não porque a pessoa teria medo da punição! A ordem para guardar o sábado já existia (Êx 20.8-11). Ele já sabia que não devia executar nenhum trabalho nesse dia. O que não existia era qual punição deveria ser dada para quem quebrasse esse mandamento. Sua desobediência foi afrontosa e não ingênua.

Não é exatamente o que acontece ainda hoje? As pessoas querem saber detalhes de suas obrigações para então fazê-las. Deus quer ser obedecido por causa de Sua autoridade e não por causa de Sua ameaça apenas. Se Ele desejar que O temamos por causa do medo da punição, então Ele dirá qual será a punição, como fez com Adão no Éden (Gn 2.16,17).

Porém, quando obedecemos ao que Deus manda, mesmo sem sabermos o que nos ocorrerá se O desobedecermos, isso prova que confiamos nEle e em Sua Palavra, prova que O amamos acima de nossos desejos e prova que Sua Palavra para nós é fonte de segurança e prazer. Fora isso, toda obediência é mera superficialidade.

Aquele homem foi morto mesmo sem saber antes qual era a punição de quebrar a guarda do sábado. Foi o primeiro réu executado por esse crime. Foi posto como exemplo para que os demais não quebrassem o mandamento. Ele desobedeceu à lei temerariamente, intencionalmente, não foi sem querer, ele desprezou o mandamento. Por não conhecer a punição, ele zombou da ordem divina. É um texto significativo para nós avaliarmos nossos motivos de obediência...

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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