REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0821 - FALSAS PROCLAMAÇÕES E O DESEJO DE SUCESSO

 


Porém o que se dizia a seu respeito cada vez mais se divulgava, e grandes multidões afluíam para o ouvirem e serem curadas de suas enfermidades. Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava” (Lc 5.15,16).


Os milagres são interferências sobrenaturais em cima daquilo que é natural, mudando seu curso de modo inexplicável cientificamente. Para Deus não existe diferença entre natural e sobrenatural; todas as coisas são naturais para Ele. Já para nós, humanos limitados, o sobrenatural impressiona e cativa nossa atenção e curiosidade.

Depois da cura de um leproso, Jesus lhe ordenou que não dissesse nada a ninguém, mas que cumprisse o procedimento da lei de Moisés referente à sua enfermidade: “disse, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o sacrifício que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo” (v. 14; cf. Lv 14). Depois de narrar essa fala de Jesus, Lucas usa por duas vezes a conjunção adversativa “porém”.

A primeira vez, para mostrar que o ex-leproso não ficou em silêncio. Jesus lhe ordenou o silêncio a Seu respeito, “porém”, aquele homem saiu a propagar sua cura para as pessoas. O resultado dessa propaganda foi que “grandes multidões afluíam para o ouvirem e serem curadas de suas enfermidades” (v. 15).

Eis aí o resultado da desobediência daquele homem curado. Ele havia sido curado, mas não havia sido capacitado a pregar o evangelho. O verdadeiro evangelho não é somente anúncio de curas e sim de arrependimento dos pecados e fé no Cristo crucificado. Resultado: as pessoas vieram a Cristo para serem curadas e não por causa do verdadeiro evangelho.

O segundo “porém” de Lucas diz respeito à postura de Jesus diante da reação das multidões pela propagação do ex-leproso. Elas foram levadas a Jesus por meio de uma proclamação que não era o completo e verdadeiro evangelho. Elas se aproximaram dEle pelo impressionismo do sobrenatural e não pelo real poder do evangelho da salvação.

Assim, a reação de Jesus diante dessa euforia das multidões, foi retirar-Se para lugares solitários e orar (v. 16). O frisson das multidões não encantava o nosso Senhor. Ele não tinha a doença de Adão. Esse orgulho que carcome nosso coração é um contínuo gotejar do veneno da serpente no Éden! Ao contrário, nosso Salvador tinha em Si mesmo era o antídoto para esse veneno e o soro antiofídico para tal era o Seu sangue!

Um pouco de fama tem impressionado e inflado você? Ou tem levado você aos lugares solitários e desertos para orar? Nas nossas orações, temos apresentado nosso coração orgulhoso e rebelde a Deus? Como disse Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23,24). Lembre-se: proclamações que não dizem respeito ao evangelho não devem contaminar seu ego, por mais que levem você ao sucesso!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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