“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos
céus, santificado seja o teu nome” (Mt 6.9).
Depois de ter revelado Deus como imanente Pai, depois de ter falado sobre a irmandade da fé e da terrível soberania, Jesus agora nos ensina o coração desta oração. A frase “santificado seja o Teu nome” é o ponto convergente desta oração! Tudo mais nela se volta para isso, para que o nome de Deus seja santificado.
Tome as próximas falas da oração, como “venha o Teu reino”, por exemplo, para que vir o reino? Para que o nome de Deus seja santificado; para que ser feita a vontade dEle? Para que o nome dEle seja santificado; para que o pão nosso de cada dia? Para que o nome de Deus seja santificado; e assim sucessivamente!
Esta frase é a revelação da glória de Deus. Ninguém precisa santificar o nome de Deus, pois Seu nome é santo! Mas a palavra santificar significa separar. Neste caso, o crente deve separar o nome de Deus de tudo o que é mau e pecaminoso, deve selecionar o nome de Deus para a honra e para a glória, não deve envolver a santidade de Deus nas coisas vis e abomináveis desta vida.
O nome aqui não tem nada a ver com essa paranoia que os “testemunhas do nome” têm em tentar descobrir a pronúncia correta do nome de Deus. Isso é maluquice abobalhada! O nome diz respeito à própria Pessoa, ao Seu caráter, a tudo o que Ela é. Santificar o nome de Deus é separar a Pessoa dEle em nossa vida para tudo aquilo que irá glorificá-lo!
A separação exclusiva que o crente faz da Pessoa de Deus é na hora do culto. Obviamente, podemos e devemos santificar o nome dEle em todo o tempo. Mas o culto é um momento específico, um tempo reservado de adoração, reverência, oração, comunhão e serviço. Aliás, isso que é culto, serviço de adoração. Por isso tem que ser exclusivo, separado das demais atividades do nosso cotidiano.
Nestes momentos de culto, a igreja percebe a força das palavras desta oração dominical. Ali, os crentes veem Deus como Pai, há uma relação íntima; eles se veem como irmãos, há um desenvolvimento da comunhão; eles veem a transcendência de Deus e O exaltam como Aquele que está nos céus e assim Seu nome é santificado, separado e adorado no meio do Seu povo!
Este é o coração da oração do Pai nosso. É Deus sendo
reconhecido e Seu nome sendo separado e afastado de tudo o que poderia
desonrá-lo. É o crente reconhecendo-O em todos os seus caminhos, mas, além
disso, é o crente se reunindo com o povo de Deus para adorá-lo em serviço de
culto espiritual. Você tem santificado o nome do seu Deus e Pai?
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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