A ORAÇÃO DO PAI NOSSO (PARTE 01)

 


Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome” (Mt 6.9).


A oração do Pai Nosso é também conhecida como oração dominical (não porque seja feita aos domingos, mas porque Domini é “do Senhor” em latim, então, “oração do Senhor”). Foi o Senhor Jesus quem ensinou esta oração, mas, como Ele mesmo disse, não como uma prece repetitiva, senão Ele estaria Se contradizendo, pois havia proibido as vãs repetições (v. 7).

A primeira palavra dessa oração é significativa. Pai! Ela fala da nova relação de Deus com os homens por causa de Cristo Jesus. Antigamente, Deus não era conhecido como Pai de forma íntima, apenas como Senhor e Rei. No máximo, Pai de Israel como nação e não em relação aos indivíduos.

Os judeus consideram blasfêmia chamar Deus de Pai, assim como os muçulmanos jamais tratariam Alá como Pai. Este é o aspecto transcendente de Deus. De fato, Ele é onipotente, supremo, santo e terrível. Dessa forma Ele é conhecido, reverenciado e temido. As antigas nações, quando ouviam falar do Deus de Israel, tremiam de medo.

Entretanto, depois que Cristo veio, depois que o Verbo Se fez carne, o vácuo da transcendência foi transposto! Não que nós tenhamos alcançado a Deus, mas que Ele transpôs o vácuo desse distanciamento entre o divino e o humano, revestiu-Se da mesma carne que nós e assim, estabeleceu a relação mais íntima possível entre Deus e o homem – Emanuel! O Deus conosco!

Agora, Ele é o Deus imanente! Aquele que, embora habite “no alto e santo lugar, mas habit[a] também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is 57.15). Nem mesmo as outras duas religiões monoteístas têm esse privilégio. Elas não têm relação íntima com seu deus. Elas o consideram apenas como transcendente.

Em Cristo, o Deus que era além de nós, veio a ser o Deus conosco. E no Espírito, o Deus que era conosco, passa a ser o Deus em nós! Não há relação mais íntima do que essa! Ele não apenas está entre nós. Ele está em nós!

Entretanto, a Escritura deixa claro que não são todos que podem chamá-lo de Pai. Somente “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12). De acordo com o ensino bíblico, somos filhos de Deus por meio da fé em Cristo (Gl 3.26).

Aqui está o segredo da primeira palavra da oração dominical: Pai! Ele é Pai porque concedeu que Seu Filho Jesus tivesse novos irmãos. Adotados, na verdade, mas agora Ele é Pai de uma grande multidão de filhos que o próprio Filho resgatou com Seu sangue para trazer uma grande família para Seu Deus e Pai (Rm 8.29; Hb 2.13).

Seu relacionamento, embora não deixe de exigir reverência como grande Deus e Senhor, agora permite uma plena liberdade que nos leva aos Seus cuidados como nosso Pai Celestial. Agradeça ao Filho mais velho por isso.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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