“Entretanto, mesmo que seja eu oferecido por libação
sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, alegro-me e, com todos vós, me
congratulo” (Fp 2.17).
O maior prazer que um pastor tem é ver o rebanho de Cristo andando na verdade. O apóstolo João disse isso na sua terceira carta, v. 4. Aqui, o apóstolo Paulo está dizendo aos filipenses que se portem neste mundo de modo irrepreensível e sincero, como filhos inculpáveis de Deus (v. 15). Esta geração, diz Paulo é pervertida e corrupta. E nela, os crentes devem viver resplandecendo como luzeiros.
Para viver desta forma, somente preservando a palavra da vida (v. 16). Assim, na vinda de Cristo, Paulo diz que se gloriaria de sua corrida e de seu esforço que teve na terra para com os filipenses. De fato, na vinda de Cristo, não somente os verdadeiros pastores terão alegria em ver seus discípulos salvos por terem guardado a palavra, como também os próprios discípulos salvos terão alegria em ver que seus pastores tiveram participação nisso.
Mas Paulo considera outra hipótese além da vinda de Cristo. Ele também considera ser morto pelo evangelho que ele pregava. Foi isso que ele disse no v. 17 aos filipenses. Como se dissesse: “Mesmo que eu tenha que ser martirizado antes da vinda de Cristo, ainda assim me alegrarei com a vossa fé e o serviço que tenho prestado a vós”.
Observe que ser martirizado, morrer por amor de Cristo na causa do evangelho, não tirava a alegria do apóstolo Paulo! Ele já havia dito que para ele o viver era Cristo e o morrer era lucro (1.21). Entre viver aqui na terra e estar com Cristo, Paulo preferia este último (v. 23). Mas, por amor aos crentes, ele preferia permanecer entre eles e lhes anunciar cada vez mais a Palavra da vida (v. 24).
John Paton, um missionário nas Ilhas das Novas Hébridas, disse certa vez que ele era imortal até que Deus cumprisse nele toda obra que lhe tinha designado. Assim é com todo servo do Senhor. Deus o usa em Sua obra, gasta-o em Seu serviço, depois leva-o para Si. Não há nada neste mundo que não seja perversão e corrupção. Não há motivos sérios para um verdadeiro mensageiro de Deus querer permanecer aqui, exceto este que Paulo falou.
Entretanto, Deus não levou John Paton, senão aos 82 anos de idade, sem passar pelo martírio. Já com o apóstolo Paulo, se cumpriu o que ele previra. Ele foi realmente derramado como libação. Sua cabeça foi cortada pelos carrascos de Nero, o imperador louco de Roma. Ele foi oferecido por oferta diante de Deus com a mesma alegria de todos os servos que entregaram de fato suas vidas ao Senhor.
A família, os amigos, os irmãos em Cristo, ficam todos
tristes quando perdem seu pastor. Mas Paulo não queria isso. Ele disse: “Assim,
vós também, pela mesma razão, alegrai-vos e congratulai-vos comigo” (v.
18). Tanto ele morreria martirizado e isso com alegria, como também queria que
a igreja se alegrasse com isso. Teríamos nós alegria no martírio?
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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