“Junto aos rios da Babilônia nós nos sentamos e choramos
com saudade de Sião” (Sl 137.1).
Ser expatriado é algo terrível. O lugar do exílio é um lugar estranho, não se tem família ou parentes, amigos e colegas, a língua é diferente, os costumes e a religião, os alimentos e a cultura. O lugar do exílio ainda fala de uma cidadania de segunda classe, de desprezo, escravidão, enfim, uma vida mendicante, totalmente dependente da boa vontade alheia.
O povo de Judá viveu essa terrível realidade na Babilônia. Distante de sua terra, o povo não via mais o seu símbolo sagrado, o templo, que, aliás, fora totalmente destruído pelo rei Nabucodonosor. Muitos tiveram sua família assassinada brutalmente na sanguinolência da guerra. Muitos viram seus filhos ainda crianças, suas mulheres ainda grávidas e seus idosos serem brutalmente rasgados pela espada do inimigo bem diante de seus olhos!
Nessa situação, o povo de Deus ainda tinha que ouvir os seus algozes lhe pedirem: “cantem para nós uma das canções de Sião” (v. 3)... O patriotismo do povo judeu era tão grande, que eles respondiam: “Como poderíamos cantar as canções do Senhor numa terra estrangeira?” (v. 4). E com isso, finaliza o salmista, eles pediam a Deus que vingasse sua vergonha, inclusive desejando que alguém despedaçasse as crianças deles contra a rocha (v. 9)!
Nós também somos expatriados. Estamos nesta terra, mas somente de passagem. Em outro tempo fomos escravos deste mundo. Hoje somos livres em Cristo, mas ainda estamos na “Babilônia”.
Ainda vemos a covarde matança que Satanás impõe aos cativos de seu reino cruel. Vemos não somente corpos destruídos na morte física, por meio de vícios e farras, brigas e guerras, doenças e remédios, incluindo vírus e vacinas, mas também temos testemunhado a morte da família, da moral, do bom senso, da religião e, consequentemente, a morte espiritual de muitos que conhecemos e inúmeros ilustres desconhecidos.
Mas, ao contrário do povo judeu em seu cativeiro, o povo crente não se nega a louvar ao Senhor em terra estranha! Nós cantamos as canções do céu em qualquer lugar, pois nosso Senhor nos ensinou que se adora a Deus em espírito e em verdade e não sofrendo a restrição de lugares. Ao contrário de Judá, nós não desejamos que os filhos dos mundanos sejam extirpados, antes, proclamamos a eles e seus filhos que venham ao Libertador por meio do arrependimento e da fé! Não penduramos nossas harpas nos salgueiros (v. 2). Nós tocamos hinos de louvor em alto e bom som, festejando a libertação que já aconteceu, mas que ainda virá em sua plenitude!
Um dia nosso Redentor voltará. Ele nos tirará da Babilônia.
Porém, antes disso, Ele nos ordena que saiamos dela: “E ele bradou com voz
poderosa: Caiu! Caiu a grande Babilônia! Ela se tornou habitação de demônios e
antro de todo espírito imundo, antro de toda ave impura e detestável... Então
ouvi outra voz do céu que dizia: Saiam dela, vocês, povo meu, para que vocês
não participem dos seus pecados” (Ap 18.2,4).
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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