REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0810 - JOSÉ E JESUS

 


Então, disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue? Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas” (Gn 37.26,27a).


José passou por péssimos episódios em sua vida na família, a família de Jacó, seu pai. Sendo filho predileto, angariou o aborrecimento de seus irmãos, sobretudo por causa dos sonhos que vinha tendo, onde o significado era claro – seus irmãos e seus pais se curvariam um dia perante ele.

Muitos pregadores exaltam José e as bênçãos que lhe sobrevieram na terra do Egito, porém, ignoram os 30 anos de sofrimento deste moço. Por inveja foi aprisionado em uma cisterna e, para não sofrer o pior, que seria o assassinato, seu irmão Judá teve a ideia de vendê-lo como escravo, a fim de ficar livre dele sem ter que matá-lo.

Não há nenhum registro de reclamação deste jovem em qualquer que seja o relato de seu sofrimento injusto. Nem por causa da injustiça de seus irmãos, nem por causa da injúria da mulher de Potifar, nem por causa do esquecimento do copeiro do rei Faraó. Esse rapaz mantinha uma espantosa serenidade diante daqueles momentos perturbadores de sua vida.

Posteriormente a todo aquele sofrimento, José saiu do calabouço para se tornar o primeiro depois de Faraó. Gerenciou os armazéns do Egito durante 14 anos, economizando, ajuntando e racionando a distribuição de alimento na região. Finalmente, foi chamado de salvador do Egito, mas na verdade estava salvando seus irmãos, pois eram eles que tinham a promessa de Abraão.

José, neste caso, é um tipo de Cristo. Jesus também foi rejeitado por Seus irmãos, os judeus. Ele veio para o que era Seu e os Seus não O receberam (Jo 1.11). Jesus, assim como José, era o Filho predileto de Deus, aliás, Seu único Filho! Os irmãos de José o despiram de sua túnica valiosa, Jesus Se despiu de Sua glória. Judá vendeu José por 20 siclos de prata, Judas (o mesmo nome Judá em hebraico) vendeu Jesus por 30 moedas de prata.

José foi vendido para não morrer, Cristo foi vendido para a morte! Mas a estadia de José no calabouço aponta para o sofrimento e a morte de Cristo. José saiu da prisão para o trono, assim também o Pai exaltou Seu Filho amado, tirando-O da sepultura e elevando-O acima de todos os céus, fazendo-O assentar-Se à Sua direita!

José abençoou o Egito e salvou seus irmãos da morte. Cristo também abençoou e ainda abençoa o mundo, mas concedeu salvação apenas a Seus irmãos! Assim como José se deu a conhecer a seus irmãos, Jesus também Se deu a conhecer a cada um de nós! Através da comunhão com Ele, podemos nos achegar a Deus Pai.

Os irmãos de José habitaram ainda por muito tempo no Egito, sofrendo posteriormente uma terrível opressão. Assim também os irmãos de Cristo Jesus ainda estão neste mundo e cada dia mais a opressão sobre eles se torna mais pesada. Todavia, assim como Deus providenciou uma saída milagrosa de Seu povo da terra do Egito, assim também há um dia já marcado, em que Seu Filho retornará para tirar Seu povo para sempre da terrível carga que ainda lhe pesa sobre os ombros! José pediu, antes de morrer, que nem seus ossos ficassem no Egito. Assim também, o Filho de Deus ressurgiu e nada do Seu corpo ficou na terra! Essa também é a garantia que Ele dá a todos os Seus irmãos.

O mesmo Deus que providenciou a história de José é o Deus que escreveu a história até seu fim. José era apenas o rascunho. Mas a história do Filho de Deus é a verdadeira, na qual nós, por Sua graça, estamos eternamente inseridos.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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