REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0809 - O CRENTE E A BATALHA DOS PENSAMENTOS

 


Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp 4.8).


Sem dúvida alguma, nós somos aquilo que pensamos. Nossos pensamentos nos guiam e nem sempre é verdade que nós conseguimos guiar nossos pensamentos. Mesmo que muitas vezes nossos pensamentos sejam formulados por outrem, ou influenciados, ainda assim somos estimulados por aquilo que perpassa por nossa mente.

O homem sem Cristo tem seus pensamentos maus. O próprio Jesus disse a respeito: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15.19). O testemunho bíblico é terrivelmente desesperador sobre o coração do homem: “A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue” (Rm 3.13-15).

Diante da realidade vergonhosa da mente do ser humano vemos claramente seus maus resultados. As ações são fruto dos pensamentos. São os desejos que movem as decisões. O homem é escravo de seus desejos e marionete de seus pensamentos. Somente Cristo pode libertar o homem de seus próprios pensamentos.

Quando alguém se converte, ele recebe uma nova natureza que possui uma mente celestial. Porém, dele não é retirada a antiga natureza. O convertido passa então a ter um conflito entre pensamentos, os da carne e os do espírito. Como ele ainda é carne, continua tendo inclinações para o pecado, mas como é nova criatura, tem também inclinações para a vontade de Deus. Esse conflito não para nunca nesta vida.

Por isso o conselho do apóstolo Paulo, para ocuparmos nosso pensamento com coisas verdadeiras, porque o pensamento caído deseja mentiras; coisas respeitáveis, porque o velho homem gosta de desonra; coisas justas, coisas puras, uma vez que a natureza adâmica se inclina para a injustiça e impureza; coisas amáveis, agradáveis, pois nosso velho homem se apraz com coisas inaceitáveis.

Não pense que essa guerra é fácil. O crente luta em sua mente com coisas que ele gosta. Algumas desagradam a Deus, mesmo o crente gostando. Deve rejeitá-las. Porém, se as coisas são virtuosas e louváveis, então deve o crente preencher seu pensamento com isso, a fim de que Deus seja com ele.

Além disso, não se esqueça de praticar tais coisas, não apenas pensar. Embora haja um conflito no pensamento, todavia é a nossa prática que agrada a Deus. Por isso Paulo finaliza, dizendo: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco” (v. 9). Mesmo com a nova criatura em nós, ainda precisamos forçar nossa mente e levá-la cativa à obediência de Cristo.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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