“Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele
que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua
vergonha” (Ap 16.15).
A terceira bem-aventurança aparece bem em meio ao derramamento das 7 taças da ira de Deus! Incrível como o Senhor jamais Se esquece do Seu povo, nem mesmo na parte mais dramática de toda a história, que será na grande tribulação, no auge da perseguição dos inimigos de Deus contra Sua igreja, quando também eles sofrerão o derramar da ira santa do nosso Deus!
A bem-aventurança se encontra antes da sétima taça, que é o fim de tudo, quando aparecer o Senhor em glória, logo depois da sexta taça, que é a intensa e mais violenta perseguição do anticristo contra o povo de Deus, a ponto de se reunir com os povos do mundo contra a igreja e contra Deus na guerra do Armagedom!
Esta bem-aventurança começa com um alerta: “Eis que venho como vem o ladrão”. Lembra bem a ameaça que Jesus fez à igreja de Sardes que, obviamente, serve para todas as igrejas de todos os tempos: “Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti” (3.3).
O fato de Jesus comparar Sua hora com a forma como vem o ladrão em nada defende a teoria do arrebatamento secreto ou invisível. O ladrão não é invisível. Todas as vezes no NT em que esta comparação é feita, ela é feita dentro de um contexto de vigilância e não de invisibilidade. Aqui não é diferente. Logo depois de alertar que vem como ladrão, Jesus diz que a bem-aventurança se aplica àquele que vigia, assim como Ele ameaçou a igreja de Sardes.
Aquele que vigia não deve somente estar atento, mas deve também guardar as suas vestes. Esta advertência lembra aquela que Jesus fez à igreja de Laodiceia, que representa muitos tipos de crentes que tem em todas as igrejas de todos os tempos: “Aconselho-te que de mim compres... vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez” (3.18).
Na realidade, Jesus tem por bem-aventurado o crente vigilante, que vive todos os dias como se Cristo fosse voltar a qualquer momento, e que também é um crente de bom testemunho, que não anda em pecado, expondo as vergonhas de suas más ações e palavras reprováveis. O crente vencido por seus pecados é um crente que anda nu, pois assim se encontraram Adão e Eva após transgredirem o mandamento divino! Mais que uma nudez física, isso fala de uma consciência que não descansa, pois sabe no íntimo que não pode se esconder de Deus!
Vigiemos, irmãos, pois o tempo está próximo. Vamos nos
cobrir com as vestes de justiça de Cristo, que morreu por nós e pagou pelos
nossos pecados. Mas vamos nos lembrar também de que a noiva do Cordeiro deve “vestir-se
de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos
de justiça dos santos” (19.8). As vestes de Cristo nos cobriram quando Ele
nos achou nus, jogados à sarjeta do pecado. Mas devemos também nos cobrir das
puras vestes dos atos de justiça dos santos, uma vida santa diante de Deus.
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

Otimo
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