Nestes últimos anos, com o crescimento do aprendizado da doutrina reformada, muitas igrejas, outrora pentecostais e neopentecostais, foram reformadas em seu ensino, de modo até a abandonar antigas doutrinas ligadas ao movimento, vindo assim, ao conhecimento das doutrinas da graça.
Sem dúvida alguma, este foi um benefício enorme para o cristianismo brasileiro. Os reformados se tornaram mais acessíveis e os pentecostais mais interessados no saber teológico. Entretanto, junto com esse fenômeno, vieram também os extremos. Em geral, a cultura de nosso país pende para os extremos e não foi diferente com a teologia reformada em sua expansão.
Ao primeiro contato com as doutrinas da graça, é normal a euforia com as descobertas que destroem os cabrestos que eram colocados sobre os crentes antigamente. É que as igrejas pentecostais eram, em sua maioria, legalistas, isto é, impunham usos e costumes sobre os crentes, que se estes não vivessem debaixo disso eram taxados como rebeldes e punidos. O conhecimento da doutrina reformada libertou estas pessoas.
Descobriram que Deus não nos salva por aquilo que fazemos, nem mesmo por nossas escolhas, senão que Ele é quem nos escolhe e só assim é que O escolhemos como consequência. Descobriram que Deus não me ama mais se eu for mais rigoroso na vida cristã, nem me ama menos se eu for relapso. Isso é uma verdade bíblica. O amor de Deus por nós não depende de nosso desempenho humano nem cristão.
É agora que entra o perigo dos extremos. Os ex-pentecostais e ex-neopentecostais, agora reformados, passaram a admitir, crer e ensinar que se Deus não me ama pelo meu desempenho, então não importa se eu sou ou não um cristão esforçado. Deus me amará do mesmo jeito. Assim, aquilo que era um peso para ser um cristão melhor, tornou-se uma licença para ser um cristão pior!
É bíblico que, para me justificar, Deus não tomou por base minhas obras e sim a obra de Cristo. De mim, Ele exige apenas a fé (que Ele mesmo dá) para que, crendo, eu seja justificado. Contudo, essa justificação, esse alvará de justo que eu recebo assinado por Deus com o sangue de Cristo quando nEle eu creio, deve me levar a uma vida que corresponda exatamente a esse documento. Isto é a santificação!
Embora Deus não tenha me salvado por minha boa conduta, agora que sou crente, o Espírito Santo Se entristece com minha conduta errada sim (Ef 4.30). Ali, Paulo diz que, embora estejamos selados no Espírito, não obstante, podemos entristecê-lo!
Não baixe a guarda de sua santificação. Sem ela, ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). Sua santificação exige esforço seu sim, pois agora você é uma nova criatura e não um folgado no reino de Deus! O Espírito Se alegrará com sua santificação e Se entristecerá com seu pecado. Não banalize sua santificação pelo falso entendimento da justificação. Esta é o começo de sua jornada, mas o caminho é de um tremendo esforço em ser santo, um esforço com o poder do Espírito e não o seu mesmo.
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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