REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0800 - QUAL É MELHOR, A REPREENSÃO OU A LISONJA?

 


O que repreende ao homem achará, depois, mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua” (Pv 28.23).


 A sociedade atual está cada vez menos tratável. Qualquer repreensão hoje soa como ofensa aos ouvidos desta geração. Os pais, como primeira autoridade sobre seus filhos, já não podem mais repreendê-los, tanto porque os filhos se sentem insultados, como também porque os pais já não querem machucá-los. Se isso acontece com a primeira autoridade, imagina com as demais, com as quais a criança terá contato no futuro!

De fato, esse sentimento de ofensa e desacato permeia as pessoas em todo tipo de relacionamento. Nas empresas, os patrões passam apertado, com medo de seu funcionário processá-los por preconceito, assédio, fobia pra todo gosto, enfim. Nas igrejas, pastores com medo de pregar a verdade e ofender seus ouvintes. Nas escolas então, nem se fala. Professor ali já não é autoridade há muito tempo! E assim sucede a todo tipo de autoridade que existe.

Mas o sábio diz que o que repreende ao homem achará favor. Isso está cada vez mais difícil. Qual a porcentagem hoje de pessoas que valorizam a repreensão? Repreensão aqui significa “corrigir, reprovar, convencer, chamar para raciocinar junto”. É você chamar a pessoa para mostrá-la através de raciocínios lógicos e morais que ela não está certa.

Porém, o autor não está dizendo que você encontrará esse favor agora. Ele diz “depois”! O fruto da repreensão não se vê na hora. Você percebe isso nos filhos de antigamente. Eles, em sua maioria, agradecem a seus pais por havê-los criado na base da repreensão. Porém, como já dito, eles veem isso “depois”. Como também diz o autor aos Hebreus: “Não é nada agradável ser corrigido; na hora em que está acontecendo, ela causa tristeza. Mas depois podemos ver que produz fruto de justiça e paz, para aqueles que pela correção foram exercitados” (12.11 – NBV).

Já aquele que lisonjeia com a língua, diz o sábio, esse parece alcançar o favor de seu ouvinte na mesma hora. A palavra hebraica para “lisonja” da língua aqui significa “liso, escorregadio, adulador”. Na realidade, as pessoas favorecem aqueles que as bajulam. No entanto, elas não são corrigidas, não crescem, não aprendem. Se alguém é honesto, irá reconhecer o valor daquele que o repreendeu e não do que o bajulou.

O evangelho é assim. Ele não bajula, não usa de palavras lisonjeiras. Quando você ouvir um pregador que fala palavras que lhe são agradáveis à carne, rapidamente dispense-o. Não há nada favorável nisso a você, ainda que você esteja gostando. Quando, porém, ouvir um cujas palavras são afiadas e agudas, não o recrimine nem se sinta ofendido. Este é o que tem a verdade de Deus para sua vida. No fim, você encontrará o favor de Deus.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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