REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0795 - O QUE NOS DÁ MAIOR SENSO DE SEGURANÇA?

 


Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus” (Sl 20.7).


O homem é dado não só à autoconfiança, como também à confiança naquilo que ele considera que vai lhe proteger. Se ele possuir um objeto que considera protetor, ele pode se tornar inclusive agressivo, excedendo em sua defesa, ou até mesmo encontrar ocasião para atacar arbitrariamente o seu semelhante.

Uma arma de fogo, um carro blindado são exemplos disso. Sem esses elementos, o homem se sente inseguro, impotente e até submisso diante de um contratempo. Mas quando os possui, se aventura a combater de igual pra igual a violência. Não faz isso por confiar em Deus e sim em seus equipamentos de segurança.

Davi não foi assim perante o maior guerreiro de seu tempo, o gigante Golias. Ele foi simples. Não vestiu qualquer armadura, nem mesmo a de Saul. Aliás, mesmo com sua armadura em que confiava, Saul tinha medo daquele duelo. Davi, porém, confiava em Deus. Ele tinha convicção de que Deus lhe entregaria seu inimigo em suas mãos, pois Ele é que é o verdadeiro Senhor da Guerra!

Na época de Davi, os guerreiros de outras nações tentavam investir nas melhores aparelhagens de guerra. Os cavalos, as carruagens, as armas de metais e armaduras, eram o que eles consideravam de melhor. Quem os possuísse, era considerado vitorioso mesmo antes da luta.

Mas Davi não possuiu cavalos. Ele raciocinava que possuir estes animais para a guerra era desafiar o Senhor, que o protegia. Ele vencia as guerras a pé, conquistava cavalos e cavaleiros e jarretava os cavalos conquistados, ficando apenas com o suficiente para algum trabalho ou percurso (2Sm 8.4). Davi não era exuberante, mas confiava no Senhor.

Nos anos mais recentes uma discussão tem surgido e se desenvolvido entre nossa sociedade, a questão da posse de armas. O que se percebe, além, é claro, dos extremos, é que a maioria das pessoas declaram sentir-se seguras com um revólver debaixo do travesseiro e que assim dormem em paz. Enquanto Davi, rodeado de milhares que queriam sua cabeça, armando-lhe emboscadas pesadas e traiçoeiras, dormia assim que se deitava, porque, dizia ele, “Senhor, só tu me fazes repousar seguro” (Sl 4.8).

Não estamos colocando a posse de armas em questão. Apenas questionando se a posse delas altera o nosso senso de segurança. Se sim, estamos corretos? Na época de Davi, cavalos, carros e armas aumentavam o senso de segurança das pessoas, menos dele. E nós, como cristãos? Devemos, obviamente vigiar e buscar nos proteger e à nossa família. Mas possuir “cavalos” nos deixa mais seguros? Ou sempre faremos menção do nome do Senhor?

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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