“Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também
aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20).
Quando recebemos uma nova natureza, ela veio exatamente de Deus, diz a Escritura (Cl 3.10). Sendo assim, ela vem com características próprias de sua origem, que é celestial. O verdadeiro crente sente, de um modo estranho e inexplicável, uma saudade do céu. Alguém diz: ele nunca esteve lá, como pode ter essa saudade? De fato, o regenerado nunca esteve no céu, todavia, ele recebeu uma natureza celestial, trazendo assim para ele, um anseio de voltar para casa.
Não é pré-existência nem sentimentos de déjà vu. O que temos dentro de nós é uma nova natureza não pertencente a essa ordem caída e sim à nova ordem, não humana, mas aquela que ainda será criada por Deus para a eternidade. Entretanto, Ele já tem criado novas pessoas, a saber, os que são alcançados pela pregação do evangelho. Deus já lhes tem dado um novo ser totalmente adequado para aquela morada eterna.
Pelo fato de recebermos essa nova natureza ainda aqui deste lado do céu, há nos crentes uma tensão entre o desejo do que é celestial e o desejo do que é terreno. Nossa velha criatura ainda deseja as coisas desta vida, enquanto a nova deseja as coisas escatológicas. Essa tensão é chamada no NT de luta da carne contra o espírito (Gl 5.17).
Entretanto, essa luta não elimina a saudade que sentimos do céu. Ora ela está mais acentuada, ora um pouco mais apagada, mas, vivendo uma vida regada pelos meios de graça, somos cada dia mais despertados para o desejo do céu.
O conselho de Paulo aos colossenses foi para que buscassem as coisas do alto e pensassem nelas (3.1,2). Este conselho serve para todos nós. Quanto mais nos envolvemos com as coisas de Deus, mais sensível ficará nossa nova criatura em relação aos desejos celestiais.
Leia mais a Bíblia, medite nela profundamente, ore mais, congregue com amor e frequência, testemunhe aos outros sobre Cristo, participe das ordenanças, desenvolva seus dons, edifique seus irmãos, adore mais a Cristo... estas coisas farão com que seus sentimentos celestes se aflorem e você sentirá saudade do céu!
Paulo tinha esse enorme desejo de partir e estar com Cristo (2Co 5.8; Fp 1.23). Talvez você pense que esse desejo invadia sempre o coração dele pelo fato de ter ele contemplado tudo isso em uma visão (2Co 12.2-4). Mas Jesus disse: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20.29).
A maioria dos crentes nunca teve nem jamais terá uma visão
do céu aqui nesta terra, mas nem por isso seu coração deve ser frio. Se você
crê nas promessas de Cristo e busca uma vida de comunhão, certamente sua alma
sentirá saudade do céu. Você já sentiu saudade do céu?
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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