“Isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado
pela fé mútua, tanto vossa como minha” (Rm 1.12).
Não foi o apóstolo Paulo que fundou a igreja em Roma. Na verdade, não foi nenhum dos apóstolos. Quando Paulo escreveu à igreja, ele mostra seu desejo de conhecê-los, o que mais tarde acaba acontecendo. Mas é provável que esta igreja tenha sido iniciada por alguns judeus que se converteram ao Cristianismo no dia de Pentecostes em At 2, visto que ali em Jerusalém estavam presentes também judeus de Roma (At 2.10). Eles se converteram com a pregação de Pedro, foram batizados em Jerusalém e se reuniram em Roma, formando assim esta igreja.
No desejo de conhecê-los, o apóstolo Paulo diz algo muito interessante. Ele queria uma oportunidade de vê-los e compartilhar com eles algum dom para que eles fossem confortados (Rm 1.11), mas não somente isso. No v. 12, que lemos no início, Paulo também queria que a fé daqueles crentes o consolasse. O que Paulo está defendendo aqui é a necessidade da comunhão que a igreja deve sentir.
Em nossos dias acontece um aumento de crentes desligados, apartados e separados do corpo espiritual de Cristo, que é a igreja. Eles alegam estar ligados a Jesus, mas não querem ter compromisso nenhum com uma igreja local. Esse fenômeno é crescente e a característica mais marcante da maioria que pertence a esse fenômeno é a arrogância de pensar que sabe mais, que não precisa da comunhão variada de irmãos, de uma igreja local para dividir sua fé nem da autoridade eclesiástica para prestar contas de seus deveres espirituais.
Paulo não agia assim, nem a isso encorajava que alguém fizesse. Antes, como o significado do nome “igreja” quer dizer, Paulo e os demais líderes exortavam à congregação e à reunião em uma igreja local (At 20.7; 1Co 16.2; Hb 10.25). O próprio Senhor ordenou ao apóstolo João que escrevesse cartas para as igrejas da Ásia, as quais fazem parte do Apocalipse, que chegou até nós. Paulo escreveu várias cartas a igrejas de cidades diferentes, sendo estas, igrejas locais. Enfim, não é uma característica dos crentes do NT viverem seu cristianismo sozinhos.
A humildade deste grande apóstolo da igreja deveria nos ensinar profundamente. Sendo quem era, Paulo poderia arrogar individualismo. No entanto, não é o que o vemos fazer nem encorajar. Mesmo tendo recebido muito para repartir, ainda queria ser edificado por aquilo que simples irmãos tinham para transmitir.
Que crentes individualistas atualmente têm o quanto Paulo
tinha? Nenhum, acredito. Não seria ainda mais necessário que fossem mais
humildes e se unissem a uma igreja local? Honestamente, é preciso muita
humildade até para dizer que sim, quanto mais para obedecer à ordem de
congregar!
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

Comentários
Postar um comentário