“Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu
pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!” (Lc 15.17).
Há muitas coisas interessantes na parábola do filho pródigo. Esta parábola já serviu a todos os grandes e pequenos pregadores do evangelho para falar ao coração dos seus ouvintes durante toda a história da igreja. Seus elementos e sua verdade parecem não ter fim em sua eficácia para quebrar o coração de pedra do pecador e trazê-lo de volta para a casa de Deus.
Neste versículo específico, o filho pródigo faz uma análise realmente curiosa. Ele, como filho, se compara a trabalhadores de seu pai. Veja que os trabalhadores não eram filhos, mas tinham pão com fartura. O que o filho pródigo pensou foi que o não salvo na igreja vive melhor do que o salvo no mundo! O crente que se afasta para o mundo não consegue desfrutar das coisas de lá. Pode começar até prazeroso, mas logo se transformam em pelotas de porcos!
De fato, dentro da igreja existem salvos e não salvos. Há trabalhadores que não são filhos, há filhos que não desfrutam, há filhos que trabalham e desfrutam, há filhos que se afastam, há trabalhadores que vão embora e assim por diante. Mas é necessário observar que, enquanto se está na igreja, existe alimento! Mesmo os não salvos são abençoados por estarem na casa do Pai. Agora imagina os salvos, os filhos, como não serão abençoados...
Se algum filho de Deus se encontra desviado, deveria pensar como o filho pródigo. Há muitos não salvos na igreja que vivem melhor do que ele – apenas pelo fato de estarem perto dos filhos de Deus! Mas esse pensamento só veio ao filho pródigo depois de todo o prazer do mundo ter-se transformado em excremento! Será que precisa chegar a esse ponto para você perceber a realidade da abundância da casa do Pai?
Pelo menos o final da parábola para o filho pródigo foi algo maravilhoso! Esse raciocínio o levou a tomar uma posição em relação ao seu estado miserável. Era miserável, mas porque ele assim o quisera. Seu pai nunca o expulsara de casa! É a atração do mundo que leva muitos de nossos jovens a rejeitarem o pão e se chafurdarem no esgoto! Quando perceberão que não vale o risco?
Tomara que este final feliz esteja aberto também para você. Afinal, o pai daquele jovem sabia que ele voltaria. Tanto que quando ele manda matar o novilho cevado (v. 23), ele usa o artigo definido – “o” novilho, ou seja, o pai separou um bezerro quando seu filho saiu e o cevou até quando ele voltasse. O novilho era específico!
O Pai Celestial também preparou Seu Filho antes da fundação
do mundo para ser o Cordeiro morto pelos Seus filhos que Ele haveria de comprar
com Seu sangue (Ap 13.8)! Assim que você voltar para casa, você vai entender o
valor do sacrifício deste Cordeiro e então haverá uma grande festa por causa de
seu retorno!
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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