“Vendo, porém, Faraó que havia alívio, continuou de
coração endurecido e não os ouviu, como o Senhor tinha dito” (Êx 8.15).
Já viu aquelas pessoas que só prometem coisas a Deus quando estão em apuros? Assim era Faraó na época em que escravizou os filhos de Israel no Egito. Enquanto estava assolado pelas pragas de Deus, ele se fazia de coitado e amolecia seu coração para libertar o povo. Mas assim que as pragas se afastavam, ele voltava com seu coração endurecido contra Israel!
Há pessoas que só buscam a Deus quando tudo vai mal em sua vida. Na situação de angústia e desespero, prometem coisas a Deus que jamais serão capazes de cumprir! Mas basta uma pequena dose de alívio e tudo volta ao “normal”. Suas mentes se afastam de Deus e se esquecem completamente de suas vãs promessas.
Em alguns casos, Deus usa as dificuldades para aproximar as pessoas dEle. Foi assim com Jó, com a mulher do fluxo de sangue, entre outros casos. Porém, há casos em que as coisas ruins são usadas para o oposto – literalmente afastar as pessoas de Deus. Foi o caso de Faraó, o rei do Egito na época do êxodo. Tudo de ruim que lhe aconteceu, serviu apenas para distanciá-lo cada vez mais de Deus.
Nos casos em que Deus usa o mal para aproximar as pessoas dEle, aquele mal resulta em bem e aquelas pessoas por fim são salvas. Todavia, nos casos em que o mal é usado para distanciar as pessoas de Deus, o seu fim é trágico e a morte, finalmente, é a morte eterna! Faraó foi instrumento de Deus para acumular ira e tragédia. Sua vida patética revelou apenas o poder de Deus sobre a terra e seus dominantes.
Veja o que Deus mandou dizer a Faraó: “mas, deveras, para isso te hei mantido, a fim de mostrar-te o meu poder, e para que seja o meu nome anunciado em toda a terra” (Êx 9.16; cf. Rm 9.17). Este é o caso de alguém que pensa estar brincando com Deus, porém, no final, ele é quem está sendo marionete de Deus, usado para manifestar certos atributos do Todo-Poderoso!
Seria muito bom analisarmos nossa vida em relação a Deus, se O servimos apenas porque desejamos que Ele nos devolva o bem, ou algo parecido. As tribulações que nos aproximam de Deus são vistas como resultando na glória dEle, ou após a bonança logo somos induzidos a abandoná-lo?
Provavelmente não vamos querer entrar para a história como Faraó, um exemplo de um homem que pensava enganar o Deus de Moisés, quando, na verdade, ele se enganava a si mesmo. Foi usado e abusado por Deus para que o poder de Deus se manifestasse por toda a terra, inclusive até hoje, quando ouvimos ou lemos sobre sua história.
Que tenhamos nosso coração sensível a Deus tanto no tempo da bonança quanto no tempo da dificuldade; que quando vier o alívio estejamos mais perto de Deus do que quando fomos aproximados dEle pela tribulação!
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

Comentários
Postar um comentário