“Estabeleço a minha aliança convosco: não será mais
destruída toda carne por águas de dilúvio, nem mais haverá dilúvio para
destruir a terra” (Gn 9.11).
O dilúvio foi a maior catástrofe já existente na história do planeta. A iniquidade selou o destino da humanidade daquela época, embora vissem Noé construindo a arca e ouvissem sua proclamação, visto ser ele um pregoeiro da justiça (2Pe 2.5).
A razão da destruição sempre é o pecado. A culpa da destruição está sempre na criatura e não no Criador. Este é responsável por executar justiça, pois é santo e não compactua com a transgressão. A criatura moral é responsável por sua destruição, pois se manteve em postura de rebeldia contra sua autoridade máxima, que é Deus e Sua lei.
Embora o dilúvio tenha sido a maior expressão de destruição na terra por causa do pecado do homem, ele não teve um caráter infinito nem solucionador, isto é, nem a terra ficou para sempre submersa em água, nem tampouco essa sentença solucionou o problema do pecado no coração do homem. Em outras palavras, o dilúvio passou e a humanidade não se corrigiu.
Depois da destruição do mundo de Noé, Deus fez uma aliança com ele e sua família, a qual representava naquele momento toda humanidade, de que não mais destruiria toda a carne por um dilúvio como havia acabado de acontecer. Foi realmente um desastre que varreu a população da terra, permanecendo apenas Noé e sua família. Mas Deus lhe prometeu que não faria isso novamente.
Como vimos, a história e a postura da humanidade não mudaram. Apesar de Deus ter lavado a terra com o dilúvio, todavia, não lavou o coração dos homens de seu pecado. Futuramente, Noé se embebedou, houve imoralidade em sua família, logo então ele amaldiçoou seu neto, enfim, nada foi corrigido no interior do coração perverso do ser humano.
A destruição pela água foi um apontamento para a destruição final, como disse o apóstolo Pedro: “pela qual veio a perecer o mundo daquele tempo, afogado em água. Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios” (2Pe 3.6,7).
Apesar de ser inevitável a destruição futura com fogo, nosso Senhor Jesus Cristo sofreu o dilúvio da ira de Deus na cruz por nós! Ele suportou o afogamento debaixo do santo ódio de Deus contra o nosso pecado, para que sejamos livres da condenação que há de vir!
Em sua primeira carta, Pedro diz que Cristo foi morto na carne (3.18)! Ele sofreu nosso afogamento eterno! E assim como poucos foram salvos na arca através da água (v. 20), assim também, os poucos eleitos de Deus se refugiam na arca que é Jesus, sendo salvos por meio de sua morte e ressurreição (v. 21).
Com Ele, o Pai fez uma aliança eterna! Não como fez com Noé,
que não resolveu o problema do pecado no homem, mas em Sua aliança com Cristo,
Ele nos deu um novo coração e removeu nossas iniquidades para sempre (Jr
31.31-33)!
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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