“Por causa da transgressão da terra, mudam-se
frequentemente os príncipes, mas por um, sábio e prudente, se faz estável a sua
ordem” (Pv 28.2).
Na época em que os provérbios foram escritos, o regime governamental era a monarquia. Um rei só saía do trono mediante a morte. Mesmo assim, o sábio diz que os governantes são mudados frequentemente. Posteriormente, com o desenvolvimento do regime senatorial de Roma, o mundo ocidental pendeu para a democracia e governos presidencialistas ou parlamentaristas. Mas, ainda assim, mudam-se frequentemente os governantes.
Tudo isso por quê? Por causa da transgressão. De fato, o pecado tornou o governo humano corrupto. Por isso ele não pode permanecer. O próprio pecado consome os governantes pela morte, que é seu salário. Mesmo que não morra no exercício de seu mandato, logo terá de ser substituído, pois a permanência no poder desenvolve cada vez mais a corrupção, o orgulho e a tirania no coração do príncipe.
Somos testemunhas atualmente da briga pelo poder que se expõe diante de nós entre nossos governantes. Chegam a parecer crianças brigando por algum tipo de brinquedo. Nossos governantes não têm esperança em Cristo (pelo menos a maioria deles). O que eles desejam é somente o poder. Como o poder é passageiro, eles querem mantê-lo a todo custo enquanto viverem.
Ao contrário disso, diz o sábio, por meio de um príncipe prudente, que tem compreensão e conhecimento, como diz no original, o direito será prolongado. Veja que ele não diz que o príncipe sábio governará para sempre sem precisar ser trocado. Ele diz que o direito permanecerá, a ordem se estabilizará. O príncipe mesmo, ainda continua precisando ser substituído.
Não se pode depositar a esperança ou confiança no homem ou nos governantes, como disse o salmista: “Melhor é buscar refúgio no Senhor do que confiar no homem. Melhor é buscar refúgio no Senhor do que confiar em príncipes” (Sl 118.8,9). Eis um grande mal que percorre não só a sociedade, mas também a igreja.
No entanto, haverá um dia em que “do tronco de Jessé
sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre ele o Espírito
do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e
de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Deleitar-se-á no
temor do Senhor; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá
segundo o ouvir dos seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres e decidirá
com equidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara de sua boca
e com o sopro dos seus lábios matará o perverso. A justiça será o cinto dos
seus lombos, e a fidelidade, o cinto dos seus rins” (Is 11.1-5). Nesse dia
não se trocará mais de governante! Ele reinará para sempre!
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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