REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0767 - OS REVEZES DE CRISTO E A SUA GLÓRIA

 


“Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1Tm 1.15).


Para Jesus vir à terra, Ele teve que abdicar de Sua glória e de Seus privilégios como Deus que sempre foi. Isso não Lhe era obrigatoriamente necessário, mas tornou-se necessário desde que era parte do plano eterno de salvação. Portanto, nada disso Lhe foi penoso, embora fosse terrivelmente custoso.

Imagina o que era para Jesus, saber de toda Sua riqueza no céu e tornar-Se pobre por amor de nós (2Co 8.9), só para nos ver mais tarde ricos nEle! Seus 33 anos de vida nessa terra foram anos de sujeição a todo tipo de limitação, tanto física, social, quanto também espiritual, pois Ele não tinha outro recurso para a comunhão com o Pai, senão por meio da oração e outros métodos devocionais. E toda essa limitação Ele sofreu para nos ver posteriormente no mesmo corpo de glória que hoje Ele tem!

Jesus tornou-Se prisioneiro dos homens para ver os Seus escolhidos libertos da escravidão de Satanás! Sem contar, você deve imaginar, que Ele Se sujeitou a ter fome (Mt 4.2), para que os que nEle creem sejam saciados pelo Pão Vivo que desceu do céu (Jo 6.51). Também teve sede em Sua morte (Jo 19.28), a fim de que os que tivessem sede da água viva pudessem vir a Ele, pois Ele mesmo disse: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7.37).

Finalmente, Ele morreu para que tenhamos vida. Mas não é só um jogo de palavras. A morte dEle foi um pagamento a Deus pelos nossos pecados. Uma vez que o merecimento do pecado é a morte, era isso que teríamos que receber de Deus, por causa de nossos pecados, a saber, a morte eterna. No entanto, Cristo sofreu nossa morte e com ela a ira de Deus, para que tenhamos a vida eterna e estejamos livres da cobrança de Deus.

O autor aos Hebreus diz que “Jesus... em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia” (Hb 12.2). Ele sabia por que estava fazendo tudo aquilo e sabia o que viria depois de tudo aquilo. Além de ser exaltado pelo Pai, ainda trouxe consigo os filhos que Deus Lhe deu: “Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu” (Hb 2.13).

Todo esse contraste na vida de Jesus aconteceu a Ele na “plenitude do tempo” (Gl 4.4). Foi somente quando o tempo na visão do Pai ficou completo, pleno, pronto para a vinda de Seu Filho. Houve o tempo de Sua humilhação e houve o tempo de Sua exaltação. Não foi um processo de descida e subida, mas um processo em que, na descida, Ele sofreu terrivelmente para que, na subida, levasse cativo o cativeiro e desse dons aos homens (Ef 4.8).

Lembre-se sempre: Jesus escolheu os revezes, deixando Sua glória, sofrendo todas as privações, para que nós estejamos um dia diante dEle e de Deus Pai participando daquela glória que Ele havia deixado por nós. Não almeje as glórias daqui. Deixe-as por causa de Cristo e receberá todas as glórias eternas com Ele!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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