“A coisa que o rei requer é difícil, e ninguém há que a
possa declarar ao rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne mortal”
(Dn 2.11).
Quando o rei babilônio Nabucodonosor ordenou que seus astrólogos adivinhassem seu sonho e, além disso, lhe dessem a interpretação, isso causou um choque tremendo entre os sábios! Que os reis pedissem a seus encantadores que interpretassem qualquer de seus sonhos, isso era comum e eles o faziam com muita satisfação. No entanto, jamais se ouviu dizer que algum rei se atreveu a ordenar que eles adivinhassem o que ele tivesse sonhado!
Depois de uma certa resistência da parte dos adivinhadores do rei, eles chegaram a uma confissão que tira a máscara do ser humano: uma coisa dessas, somente os deuses, cuja morada não é com a carne mortal, é que podem declarar! Enquanto eles podiam, eles debateram com o rei sobre essa ordem insana. Mas depois, quando viram que não o convenciam, quando viram que o decreto de morte da parte do rei viria sobre eles, então, eles confessaram que somente Deus é capaz.
Embora tivessem usado o termo “deuses”, esses homens, mesmo com sua consciência do divino manchada pelo pecado, ainda sabiam que existe o divino. Precisavam sim, da revelação de Deus para clarear as trevas de sua consciência, mas o senso do divino estava dentro deles. É exatamente o que existe em cada ser humano. Todos nós já nascemos com este senso (Calvino o chamava de sensus divinitatis), por isso, alguns filósofos e antropólogos, mesmo ateus, chegaram à conclusão de que o homem é um ser religioso!
Aqueles homens, mesmo tendo sua religião na Babilônia, ainda assim, sabiam que a ordem do rei só podia ser resolvida em uma dimensão muito superior à sua religião. Por que eles não recorreram ao deus Bel, ao deus Marduque, Nego e outros? Porque sabiam, no seu íntimo, que aqueles eram deuses falsos. Sabiam que havia um Deus (ou “deuses” em seu conceito pagão deturpado) que é verdadeiro e que tem as chaves de todo conhecimento. Além disso, sabiam que o lugar desse Deus não era com os mortais!
Que lições aprendemos disso? Que os homens não têm desculpa quando negam a Deus. Não terão também nenhuma desculpa no Dia do Juízo, da prestação de contas. Eles negam a Deus, não por falta de conhecimento, ainda que deturpado pelo pecado. O pecado mancha, mas não desmancha a imagem de Deus no homem. Eles negam a Deus porque não querem Lhe dar a glória, aquilo que Lhe é devido!
Só o fato de o ser humano reconhecer que ele tem limites,
significa que ele sabe o que é ilimitado. Não saberíamos o que é impossível se
tudo o que conhecemos é só o possível. Nossa limitação mostra que há um Deus
supremo e, quando nEle pensamos, logo sabemos que para Ele não há impossível.
Esta é a consciência que estará lá naquele grande dia, dentro de cada ser
humano que tentou ofuscar a glória de Deus com seu orgulho!
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

Glória a Deus.
ResponderExcluirAmém!
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