“De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito perscruta”
(Sl 77.6).
É muito comum ouvirmos falar em “autocrítica” e nos inclinamos a pensar nisso como algo bom. Afinal, a pessoa vai fazer uma autoanálise e com isso, verificar se há alguma coisa que precisa ser corrigida em si mesma. Aparentemente, pessoas autocríticas são tidas como pessoas equilibradas e humildes para aprender.
Entretanto, pelas lentes da Palavra de Deus, a única autocrítica válida é aquela que é feita usando os critérios da Bíblia. Como eu posso me criticar, se meu coração é enganoso? Como posso fazer uma autoanálise correta de mim mesmo, se o critério que vou usar sou eu mesmo? O ser humano não pensa bem de si? Ele não acha que ele é bom? Que tipo de autocrítica vai ser justa quando eu penso que sou bom e só preciso de alguns pequenos ajustes?
Em uma autocrítica humanista, uma pessoa, ao avaliar seu comportamento de ira, por exemplo, mesmo que saiba que está errada, ela vai querer justificar em cima de outra pessoa ou alguma situação que a levou a reagir dessa forma. Outra pessoa que mentiu, ao se avaliar, ela sempre terá uma explicação para sua mentira e assim por diante.
Sendo assim, para o verdadeiro cristão a autocrítica só será verdadeira se o critério usado for a Escritura. Somente pela Palavra de Deus é que vou saber se minha conduta está certa ou se está fora da vontade de Deus. A Bíblia não vai me dizer a porcentagem que eu preciso melhorar; ela não vai elogiar meus 80% de acerto e me guiar aos 20% restantes! Para a Bíblia, que é a visão de Deus, eu nasci pecador e por isso mesmo sou mau aos olhos de Deus! Eu não preciso de uma reforma de 20 ou 30%, eu preciso de um novo nascimento!
O que existe para o verdadeiro crente é o convencimento do Espírito e não a autocrítica. E o Espírito de Deus convence a pessoa por meio da verdade da Escritura Sagrada. Não é um remorso, um peso na consciência por algo errado que se faz e sim um convencimento geral, desde a raiz, desde o berço. Isso que o Espírito faz com o homem, um convencimento do seu pecado! Ele não acusa os frutos de nossa árvore. Ele prova que a raiz é perversa! Não adianta arrancar os frutos se a raiz vai permanecer ruim!
Os homens são benevolentes consigo mesmos. Eles só são criteriosos com os outros. Mas o Espírito de Deus não poupa ninguém, não dá preferência para ninguém. Ele convence todo e qualquer que ouve a Palavra de que é um pecador e que precisa de arrependimento. Agora, se a pessoa vai ou não se arrepender, aí é outra obra – a de conversão.
Quando fizer uma autoanálise, lembre-se de usar o critério
bíblico e não de seu coração autoindulgente. Deixe a Bíblia dizer quem você é e
por causa disso, diz também por que você faz o que faz. Aceite a análise de
Deus sobre você e venha pelo caminho do arrependimento até Aquele que pode te
dar uma nova natureza, que vai se adequar passo a passo à vontade de Deus.
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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