REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0751 - FORTALEZA, FRAQUEZA E NOBREZA DE CARÁTER

 


Tenham a mesma atitude demonstrada por Cristo Jesus” (Fp 2.5 – NVT).


Nas palestras motivacionais de hoje em dia, o que se recomenda é que as pessoas tenham força de caráter, porque as que têm fraqueza de caráter são pessoas dominadas e não dominantes. As recomendações são para que as pessoas estejam por cima, que elas dominem e comandem, mas não que sejam dominadas, senão elas não descobrirão o seu verdadeiro eu.

De fato, existem aqueles de caráter forte, bem como aqueles que têm fraqueza de caráter também. Mas a Escritura nos ensina a ter nem fortaleza nem fraqueza, mas nobreza de caráter!

Os de caráter forte têm suas virtudes, pois são pessoas que não se deixam levar por qualquer discurso e, com isso, evitam ser enganadas pelos falsos mestres. Por outro lado, estes de caráter forte também podem cair no extremo de não aceitarem ser ensinados e, com isso, deixam de receber o verdadeiro ensino. São pessoas que jogam fora a água da banheira com o bebê junto.

Os que têm fraqueza de caráter são pessoas que se deixam levar por tudo o que ouvem. Por um lado, isso é bom, porque recebem os ensinos da verdade da Palavra sem nenhuma barreira. Mas também caem no extremo de igualmente receberem ensinos falsos e o terem como verdadeiros. São como esponja, que absorvem tudo o que vem na água, tanto o que é bom como a sujeira.

Mas os que têm nobreza de caráter são pessoas que, assim como os fortes, rejeitam coisas erradas e, como os de fraco caráter, aceitam de bom grado as coisas boas. Ao mesmo tempo, são humildes para reconhecer que, em algum momento, provavelmente, receberam e aceitaram ensinos falsos, mas que agora, com melhor iluminação, entenderam que estavam errados, não tendo problema nenhum em voltar ao caminho.

Entre a fortaleza de caráter, a fraqueza de caráter e a nobreza de caráter, o cristão deve ter esta última. O apóstolo constata que “Deus não nos deu um Espírito que produz temor e covardia, mas sim que nos dá poder, amor e autocontrole” (2Tm 1.7 – NVT). Perceba que, ao mesmo tempo em que não devemos ser covardes, o poder que recebemos não nos isenta do amor, o qual também não abole o poder, antes, o poder e o amor em equilíbrio, nos dão autocontrole!

Nosso Senhor, diz o apóstolo, “Embora sendo Deus, não considerou que ser igual a Deus fosse algo a que devesse se apegar. Em vez disso, esvaziou a si mesmo; assumiu a posição de escravo e nasceu como ser humano. Quando veio em forma humana, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2.6-8 – NVT). Sua força de caráter não O impediu de assumir nossa fraqueza, porém sempre Se conduziu em nobreza!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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