REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0749 - CRISTO NOS CHAMOU PARA A UNIDADE

 


Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um” (Jo 17.11).


No mundo individualista em que vivemos, as pessoas transferiram para a igreja a ideia do particularismo egoísta. De umas décadas para cá, as pessoas têm visto a igreja como um clube, onde os associados frequentam o mesmo lugar, mas não se conhecem, exceto um aqui e outro ali. Tendo suas contribuições como “mensalidade”, tais pessoas também não querem ser cobradas de suas responsabilidades.

Mas para o apóstolo Paulo não é assim. Ele foi o único apóstolo a receber revelação de que a igreja é o corpo de Cristo. Nenhum apóstolo fala disso em seus escritos, exceto talvez João, que uma vez disse que Jesus morreria “para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos” (Jo 11.52).

Se a igreja é o corpo de Cristo (e assim comparada ao funcionamento do corpo humano), então a lição dessa analogia é exatamente a dependência mútua que devemos ter uns com os outros, assim como os membros de nosso corpo são interdependentes. Está correto o cântico das crianças: “Eu preciso de você, você precisa de mim, nós precisamos de Cristo”.

A igreja não é uma associação. Ela é realmente uma “reunião”, como significa o nome igreja no grego (ekklesia). Mas a reunião vai muito além de várias pessoas estarem juntas no mesmo lugar. Elas estão juntas também no mesmo propósito e ainda, estão juntas para se ajudarem e se completarem!

Deus não deu o Espírito dEle para um grupo e outro espírito diferente para outro grupo. Todas as pessoas que realmente são igreja do Senhor, todas elas receberam o mesmo Espírito, como disse Paulo: “todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito” (1Co 12.13).

Claro que isso não significa ter comunhão com grupos que negam a divindade de Jesus e que não confessam as doutrinas centrais da fé cristã. De fato, a própria doutrina que nos ensina que devemos ter comunhão, também mostra que destes devemos nos afastar! Mas o que vemos é o afastamento frio e triste entre irmãos em Cristo...

Alguns dizem que se afastam para evitar problemas. Realmente a proximidade gera algum atrito. Isso é inevitável. Mas como diz o provérbio: “Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro” (Pv 27.17 – NVI). Incrivelmente precisamos uns dos outros até para nos aperfeiçoarmos em nossos conflitos!

Jesus orou para que fôssemos um. Não seria realmente uma bênção para você e sua igreja verem esse pedido sendo realizado? Como um membro do corpo humano não pode sobreviver sozinho, fora do corpo, nós também não podemos sobreviver sem a comunhão da igreja, que é o Corpo do nosso Senhor!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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