“No trigésimo sexto ano do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, atacou Judá e fortificou Ramá, para que ninguém pudesse sair nem entrar do território de Asa, rei de Judá” (2Cr 16.1 – A21).
Cinco anos antes de findar seu reinado com êxito, o rei Asa, da região Sul, rei de Judá, teve uma ameaça feita pelo rei do Norte, de Israel, o rei Baasa. Nessa sua experiência, ele não confiou no Senhor, antes, “tirou a prata e o ouro dos tesouros do templo do Senhor e do palácio real” (vs. 2,3) e fez aliança com o rei da Síria para enfrentar o rei de Israel.
Bem no início de seu reinado, lá pelo ano dez ou onze, Asa teve uma experiência muito pior do que essa. Um rei etíope veio contra ele com um exército na média de praticamente o dobro de soldados. Mas o rei Asa clamou ao Senhor dizendo: “Ó Senhor, não custa nada para ti dar auxílio, tanto ao poderoso como ao fraco. Senhor, nosso Deus, ajuda-nos porque em ti confiamos, e viemos no teu nome contra esta multidão. Ó Senhor, tu és nosso Deus; que o homem não prevaleça contra ti” (14.11). Foi incrivelmente vitorioso, de modo que não dava conta de carregar os despojos!
Mas, como é muito comum entre aqueles que crescem, as alianças internacionais parecem se fazer necessárias. O rei Asa foi repreendido pelo profeta Hanani, que o lembrou do episódio dos etíopes e de como Deus o livrou, pois não tinha confiado em homens e sim no Senhor. Mas agora, diante de uma ameaça mais simples, ele negocia o tesouro do Senhor para fazer aliança com homens.
O grande problema das nações, de muitas empresas e também de muitas igrejas e pessoas, é que a incredulidade e o descaso para com Deus crescem junto com sua fama. Quanto mais conhecida se torna uma entidade, quanto mais poderosa uma nação, tanto mais ela se vê obrigada a se enredar em alianças internacionais, sob o pretexto de que não se sobrevive sem alianças. É isto que vemos acontecer. Igrejas que quando pequenas eram independentes, depois que crescem, acham que a aliança com a politicagem é necessária para sua subsistência.
O rei Asa, assim como muitos líderes de hoje, achou ruim com o profeta. Diz a Palavra que ele lançou o profeta Hanani na prisão (16.10). Dois anos antes de morrer, foi acometido por uma enfermidade nos pés, mas ainda assim, não confiou no Senhor, antes procurou ajuda médica (v. 12). Assim termina a história do reinado de um homem que teve tudo para ser um dos melhores entre os descendentes de Davi...
Muitas igrejas de hoje fizeram aliança com o mundo para tentar vencer o diabo. Entretanto, o diabo é o príncipe deste mundo (Jo 16.11). Não se faz aliança com os aliados do diabo para tentar vencê-lo. Neste caso, o que vai acontecer é exatamente o contrário, uma aliança com Satanás, tendo o mundo como intermediário. Enquanto se ama as coisas do mundo, Satanás vai sabendo que flertamos com suas cobiças.
No inchaço de seu orgulho, tais igrejas fecham os ouvidos às
palavras dos profetas de Deus, lançando-os à margem, no anonimato e
esquecimento, ridicularizando sua mensagem. Porém, uma igreja que deixou de
confiar no Senhor para sua batalha, adoecerá dos pés e caminhará manca e
trôpega até morrer doente.
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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